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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cuidados Paliativos e a Psicologia

O paciente sempre deve ser entendido como um ser biológico, social, psicológico e espiritual, de maneira única e indivisível, devendo ser tratado em todas estas esferas, visto que a desorganização de uma delas provoca alteração em todas as outras. Devido a essa condição em que se encontram os pacientes, é necessário que além dos pacientes, os familiares e os próprios colaboradores do Hospital de Câncer de Barretos também tenham o auxílio da equipe de psicologia.

A equipe de psicologia é também responsável por colaborar com a humanização no delicado trabalho em equipe, de decisões conjuntas e trabalhos que se completam, integrando-se e proporcionando uma abordagem mais abrangente de cuidados ao paciente e à sua família.


Assistência Ambulatorial em Cuidados Paliativos


No momento em que os pacientes apresentam recidivas tumorais, metástase e são caracterizados dentro dos critérios de protocolo(como pacientes fora de possibilidade de cura e/ou com dor crônica), eles são encaminhados ao ambulatório do Hospital São Judas Tadeu para avaliação.

No ambulatório da unidade existem dois ambientes de espera: um para os pacientes acamados que precisam repousar e outro para os que podem permanecer sentados. Nestes ambientes são realizadas avaliações médicas e da equipe, mas os pacientes geralmente ainda não sabem o motivo pelo qual foram transferidos de unidades e como será o tratamento de agora em diante – já que essas informações serão dadas apenas pelo médico responsável.

O papel do psicólogo num primeiro momento em atendimento ambulatorial é o de acolher, estabelecer vínculo, familiarizar pacientes e familiares ao “novo” e desmistificar crenças sobre a Unidade de Cuidados Paliativos. Em um segundo momento, faz-se necessário identificar, trabalhar, diagnosticar e propor melhorias as demandas de cada paciente e, caso haja necessidade de intervenção psiquiátrica, o paciente é encaminhado ao serviço da cidade de origem.

Assistência de internação em Cuidados Paliativos

Os pacientes em estágio avançado da doença podem sofrer impacto psicológico devido ao estigma em ser considerado um paciente “terminal”. Como esses quadros, surgem alguns sintomas como:


  • Medo da degeneração e decadência do corpo
  • Medo do isolamento
  • Abandono ou do futuro dos familiares
  • Interrupção prematura de planos e metas de vida
  • Medo da separação
  • Medo da própria morte
  • Finitude da vida
  • Perda da autonomia e identidade
  • Sentimento de impotência
  • Fracasso
  • Desesperança
  • Desamparo
  • Solidão
  • Medo da mutilação
  • Limitações
  • Dor
  • Medo do sofrimento físico causado pelo agravamento do quadro clínico
  • Intervenções invasivas e desconhecidas

O trabalho da psicologia inicialmente é de acolhimento inicial ao paciente e ao cuidador após sua chegada na Unidade, avaliação das alterações emocionais e comportamentais dos pacientes internados encaminhados pelos médicos ou por profissionais da equipe multidisciplinar, acompanhamento familiar e suporte a equipe.

O psicólogo pode ser um elemento facilitador para que o paciente possa falar melhor de suas idéias, necessidades ou temores. A escuta atenta ao paciente e/ou familiar pode nortear a idéia do acolhimento, da continência, sentir-se aceito e respeitado o que pode ser um elemento principal no alivio do sofrimento. Ao mesmo tempo em que se processa a escuta atenta, devemos favorecer a possibilidade de expressão dos sentimentos presentes.

As famílias também passam por diversos estágios, coincidentes ou não com os vividos pelos pacientes. Ocorrem problemas de comunicação, isolamento e confusão nos papéis familiares. Em cuidados paliativos, a família deve ser acolhida nestes momentos de intenso sofrimento em que se está vivendo a perda do paciente, bem como poder falar sobre a sensação de impotência diante do sofrimento e da dor.

Assistência domiciliar em Cuidados Paliativos oncológicos

Podemos observar que a prática em atendimento domiciliar na área da saúde vem crescendo, nos setores público e privado, tendo vantagens diversas, como a relação custo-benefício e a humanização aplicada ao tratamento. 

O Hospital de Câncer de Barretos conta hoje com o Programa de Assistência Domiciliar Semanal aos pacientes que residem em Barretos no momento e que, devido às debilitações, dificultam o acesso até ao hospital. Por questões burocráticas, essa assistência é dividida em Visita Domiciliar e Internação Domiciliar.

Os pacientes que passam por atendimento ambulatorial e que apresentam os critérios necessários para o ingresso no Programa de Assistência Domiciliar, são definidos como pacientes de Visita Domiciliar. Já aqueles pacientes que ficam internados por um período na enfermaria do hospital e se enquadram também nos critérios de Assistência Domiciliar, se tornam pacientes de Internação Domiciliar após sua alta hospitalar. A diferença da atuação da equipe em ambas as categorias é a mesma. Porém, os pacientes de Internação Domiciliar, geralmente necessitam de cuidados mais intensos da enfermagem.

O atendimento domiciliar (também conhecido como Home care) é um trabalho que envolve orientação à família e ao responsável pelos cuidados prescritos ao paciente, sendo uma modalidade de atuação ainda pouco conhecida. O papel do psicólogo é avaliar as necessidades do tratamento, compreender e traduzir as necessidades do paciente para facilitar o relacionamento do mesmo com a equipe de saúde responsável. 

A assistência em Cuidados Paliativos prevê o acompanhamento do paciente e familiar também no processo de luto, buscando acolher a família mesmo após a morte. A idéia é tirar o estigma comum: impedir que os familiares sintam-se esquecidos ou mesmo abandonados pela equipe, depois que o paciente vem a óbito. Para tanto, a equipe de psicologia do Hospital de Câncer de Barretos trabalha com famílias enlutadas, realizando um “fechamento” de todo esse processo, fazendo-a reconhecer que a sua participação foi importante para o paciente que faleceu.

Para realizar esse trabalho, a equipe de Assistência Domiciliar do Hospital de Câncer de Barretos realiza visitas e contatos com as famílias durante dois meses após o óbito do paciente. Esse processo abre um processo de acolhimento da equipe e para a equipe, fazendo com que a partilha da dor e a elaboração da recuperação e aceitação ocorram de maneira mais amena. Quando o psicólogo sinaliza complexidade aparentemente irreversível no luto vivenciado pela família, é proposta uma avaliação ambulatorial com alguns membros e, se necessário, o familiar é encaminhado para o departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Barretos.

Estou perdido ou (de fato) seguindo minha verdade?

 
 Todos os dias ouço histórias de pessoas que deixaram de lado seus sonhos porque não tiveram tempo, energia ou coragem suficientes para prosseguir.
Ouço também aqueles que estão perdidos, presos numa vida que não lhes traz muito sentido, que não parece estar alinhada com quem de fato eles são. E acabam experimentando sentimentos de ansiedade e confusão.
Mas como ter uma pista sobre estar ou não seguindo o caminho que é seu de verdade? Como saber se as escolhas que faço hoje estão alinhadas com quem eu sou? Como saber se estou só seguindo uma roda viva ou se estou criando meu próprio caminho?
Ao iniciar essas reflexões, muitas dessas pessoas acabam se encontrando e retomando seus sonhos. Mas muitas também se deparam com diversas dificuldades e, por conta disso, desistem de vez e arquivam seus desejos de outrora.
Se você também se sente perdido, se não sabe se suas escolhas estão no caminho certo, talvez esse artigo possa ajudá-lo nessa reflexão.

Por isso, o que sempre digo para meus pacientes e coachees é: observe seus próprios sentimentos. Eles irão te nortear sobre que caminho faz sentido para você mesmo. Porque uma vez que você começa a perseguir sua verdadeira paixão, você vai se sentir leve, cheio de energia e cheio de orgulho por ter vencido a si mesmo.
Para você, desejo uma excelente caminhada!

Psicoterapia pode ser a cura para problemas emocionais



A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo
A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo

Problemas emocionais e de relação são resolvidos com conhecimento científico da psicoterapia.

O sofrimento humano muitas vezes é menosprezado e as pessoas que sentem não sabem lidar com as dificuldades. Os sintomas podem surgir com um simples conflito, podendo ir até a transtornos psicopatológicos e crises existenciais.

Na psicoterapia a pessoa pode se desenvolver, amadurecer, se conhecer, sendo uma coisa que acontece naturalmente com cada indivíduo e que alguns sentem mais dificuldade.

A psicoterapia é constantemente utilizada no tratamento de pessoas com transtornos psicológicos, transtorno de personalidade, esquizoide, entre varias outras variações.

A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo, desenvolvendo resultados cada vez mais significativos. Geralmente os prazos de tratamento variam de pessoa para pessoa dependendo da gravidade do problema. Hoje a psicoterapia consegue resultados almejados em torno de 3 anos de tratamento

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?
As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

O quanto nossas dores (físicas, emocionais, financeiras...) nos ajudam a crescer? Certamente elas ajudariam muito mais se tivéssemos olhos e coração abertos o suficiente para enxergar as maravilhas que podem se esconder por trás de cada situação que passamos.


Escuto muitos ainda questionarem essa ideia. Não concordando ou não entendendo como algum tipo de dor faria um ser crescer e amadurecer. Pois bem, muitas vezes estamos tão inseridos em uma situação que não conseguimos enxergar ou perceber nada além dos nossos olhos físicos. A dor é real, a pessoa está sentindo realmente a dor no corpo físico, dores de cabeça, musculares, doenças, tratamentos médicos. No seu emocional, tristezas, perdas, luto, separações, ansiedade, medos, culpas, situações afetivas. Na parte financeira, desemprego, dívidas, contas, nos alimentar, nos vestir, estudar, enfim, viver e sobreviver. Tudo isso e outras mais nos causam dor, sem sombra de dúvida. Alguns sentem mais um tipo de dor e tiram de letra outras. Se entendermos que aonde a dor aperta mais é justamente aí que temos um aprendizado a ser feito aceitaríamos talvez como um ciclo a ser passado. E se a dor é inevitável e o sofrimento é opcional; o que ainda não entendemos, ou o que precisamos fazer para que não soframos com as situações?


Pois bem, na frase muito verdadeira em que afirma-se que o sofrimento é opcional, realmente ele é. Uma vez que cada um reagirá de uma forma diferente, perante as situações. Nesse momento podemos fazer um exercício e olhar para nossa vida, procurar ver que situações já passamos e tivemos sofrimento. Após esse exercício procuremos ver a forma que reagimos frente a ele. Muitas pessoas se apegam ao sofrimento, carregam-no vida afora, como se ele fosse uma extensão do próprio corpo. Não buscam auxílio para eliminá-lo, mas sim ficam na queixa, na vitimização, aprendem a conviver com ele, assim não descobrindo a verdadeira causa que poderia auxiliar a extingui-lo.


Existem muitas formas de superar e não se apegar ao sofrimento; delimite-se um tempo para lamentar, viver a situação, passar pelo processo da dificuldade em questão. Precisamos entender o que temos que aprender com a situação. Após isso, tome a atitude de eliminar a postura vitimista e, se perceber que as coisas continuam na mesma, o sentimento não melhora, não está conseguindo sair da situação, pelo contrário os sintomas estão aumentando, procure ajuda de alguém capacitado para auxiliar. Para cada área há um profissional que já atendeu e acompanhou vários casos parecidos ou iguais aos seus.


Mas e voltando ao assunto em que a dor pode nos fazer crescer e evoluir? Muitos não entendem como isso poderá acontecer. De modo “simples”, primeiramente nos questionando o que tenho que aprender e compreender? O que posso/devo mudar? De modo simples, podemos dizer que ela nos auxilia a enxergar características que achávamos não possuir, ou, vendo de outra forma nos faz desenvolver atributos. A dor (novamente entenda-se dor tanto como as emocionais, físicas, financeiras, etc.) pode nos tornar mais fortes, menos ranzinza, pode nos ensinar a ter mais compaixão pelo próximo, a sermos mais humildes, a ter mais paciência, sermos menos egoístas assim mais altruístas, mais corajosos, desapegarmos do material, aprendermos a viver de uma forma mais simples, a nos doarmos mais, a sermos mais leves, mais espiritualizados, mais alegres e mais felizes.


Então, ela realmente pode nos ajudar a crescer e evoluir, mas não fará isso sozinha. Isso dependerá da nossa postura frente a ela e do nosso necessário desapego dela. Cabe a cada um fazer sua parte, porque essa ninguém fará por nós. E convenhamos, é tão bom convivermos com pessoas alegres, leves e felizes, não é? Você não gosta? Então decida por ser essa pessoa você também. 

Mantenha uma Boa Saúde Mental

Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa
Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa

Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa. A confusão entre transtorno psiquiátrico e má saúde mental é muito frequente, pois tanto um quanto o outro possuem relação com a mente das pessoas. Uma pessoa que possui a saúde mental debilitada é aquela que se sente afetada pelas emoções sentidas diariamente, seja ela alegria, tristeza, estresse, cansaço ou qualquer outro sentimento que mexa com o equilíbrio mental do indivíduo. Já o transtorno psiquiátrico é uma das doenças causadas pela saúde mental em estado crítico.

Para ter uma saúde mental saudável é recomendado ter bons hábitos alimentares, evitar o consumo de álcool e drogas e manter uma harmonia entre os sentimentos que possa vir a estar exposto no dia a dia. O SUS (Sistema Único de Saúde) possui assistência para as pessoas que apresentam algum tipo de problema quanto à saúde mental.

Diversos profissionais são indicados para tratar desse desequilíbrio mental. Entre eles, estão: o psicólogo, o psiquiatra, o neurologista e o psicanalista. Esses especialistas têm como principais funções identificar quais são os fatores que interferem na saúde da pessoa e auxiliá-la com tratamentos.

Hoje, o maior desafio de pessoas que trabalham nessa área é lidar com a quantidade de pessoas desenvolvem doenças mentais por fazerem uso de drogas, principalmente o crack. Esses pacientes na maioria das vezes chegam muito debilitados para realizar os tratamentos necessários.

No mais, até mesmo pessoas que se sentem bem mentalmente é recomendado fazer visitas regularmente ao consultório de algum especialista para que, caso venha desenvolver algum tipo de doença, o diagnóstico será feito logo no inicio.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/72750/mantenha-uma-boa-saude-mental#ixzz4EM99piYw

Psico-Oncologia: conceitos, conquistas e desafios

Luta contra as variadas formas de câncer
Luta contra as variadas formas de câncer

A Psico-Oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da Oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. A Psico-Oncologia representa a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia.

Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A Oncologia ou Cancerologia é a ciência e especialidade da medicina que estuda o câncer e como ele se forma, instala-se e progride, bem como as modalidades possíveis de tratamento.

Câncer ou enfermidades oncológicas são denominações utilizadas para descrever um grupo de doenças que se caracterizam pela anormalidade das células e sua divisão excessiva.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento, pode desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada a morte, e apesar de todo o conhecimento e informações acerca dessa enfermidade, o diagnóstico do câncer tem usualmente um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente á essa nova realidade, independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa e o psicólogo apesar da linha teórica que escolher (psicanálise, gestáltica, cognitiva comportamental, dentre outras), juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e este levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da Psico-Oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em Hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Em relação às possíveis causas, ao tratamento, recuperação e cura, apesar de todo o avanço da medicina, do ensino e pesquisa, sem dúvida, ficam claras as lacunas do conhecimento do que realmente ocorre nos processos oncológicos. Não se sabe quais são todos os fatores desencadeantes do processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença, a priori o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

É essencial compreender e dar suporte a todas as transformações oriundas, decorrentes desde a confirmação do diagnóstico até a fase de recuperação ou fase terminal, bem como ouvir e aprender com o paciente, tendo sempre em mente que estamos cuidando de um ser humano repleto de experiências, vivências, sonhos, crenças, limitações, dentre outros aspectos e não apenas da enfermidade que ele traz


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/49801/psico-oncologia-conceitos-conquistas-e-desafios#ixzz4EM7ElQiP

Qualidade de vida


Sempre que abordo o tema qualidade de vida, gosto de utilizar a expressão "vida com qualidade". Ambas parecem ter o mesmo significado, porém um olhar mais acurado descobrirá nelas conotações diferentes. Todos concordamos que temos que caminhar, tomar sol antes das dez da manhã, passar bloqueador solar, comer melhor, não beber, não fumar... mas, são tantos esses "mandamentos", que, no afã de cumpri-los, podemos acabar estressados, deixando de lado o que certamente é mais importante: a alegria de viver.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós.

Vivemos o tempo todo preocupados com a violência da cidade, com o dinheiro que precisamos ganhar, com as contas a pagar, se seremos demitidos, se teremos câncer, etc... Não ousamos mais, não somos mais criativos e não sabemos sequer o momento em que devemos ou não fazer algo. Nos tornamos escravos de consumos, sem entrarmos em contato se as coisas que consumimos fazem sentido e, principalmente, se as desejamos realmente. Quantos de nós conseguimos fazer contato verdadeiro consigo mesmo, conhecer suas próprias sensações e sentimentos. O normal na sociedade é a bitolação, a alienação e a prisão a conceitos que nada significam para as pessoas individualmente e, mesmo assim, elas não conseguem abrir mão desse enganoso "status quo".

Perdeu-se a alegria do bom encontro, de dançar, de cantar no banheiro, de cumprimentar o vizinho, de passear com os filhos, de seduzir o cônjuge, de convidar amigos para fazerem parte de sua vida, de fazer uma boa comidinha para agradar o outro. Impera o hedonismo, se dá mais valor aos livros de auto-ajuda do que à vida vivida de forma plena, nas alegrias ou nos sofrimentos.

Precisamos, olhar mais para o céu, olhar mais para as crianças que brincam, ver uma "pelada" da molecada na rua, rir alto com os amigos, mesmo em locais públicos, não levar tão a sério os pequenos tombos, rir de si próprio e porque seu time perdeu.

Vida com qualidade é permitir-se ir além. É sonhar sem deixar de aprender com as possibilidades. É espantar-se diante do belo, confrontar-se com os amigos sem precisar temê-los. E saber brigar com os inimigos de forma justa. Fazer de sua vida, uma taça cheia. Transbordar, porque está se realizando, em processo. Pessoas precisam se bastar mais, sem, necessariamente, serem auto-suficientes. Qualidade de vida não é entrar no modismo do "isto não pode, isto não deve"... É caminhar, dançar, transformar e criar a cada momento.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Cuidando das Emoções - Adaptando-se às Mudanças

Adaptando-se às Mudanças


No período entre o diagnóstico do câncer e durante todo o tratamento, pode ser que você tenha uma série de adaptações para fazer e vivenciar.
É muito comum, durante o tratamento de um câncer, o paciente precisar parar de trabalhar por um período. Essa mudança pode influenciar em todos os aspectos da vida: financeiro, social, familiar, pessoal.
Isso requer uma grande adaptação de todos os envolvidos.
Vamos pensar juntos...
No nosso dia-a-dia exercemos várias funções:
  • De pai ou de mãe.
  • De marido ou de esposa.
  • De provedor ou de dona de casa, provedora.
  • De funcionário, funcionária ou de chefe.
  • De filho ou filha.
  • De amigo ou amiga.
  • E muitas outras.
Por conta disso, regras são estabelecidas:
  • Você faz isso.
  • Você paga isso.
  • Eu levo as crianças na escola.
  • Eu faço as compras e vou ao banco.
E, normalmente, diante de uma doença (uma situação crítica) todas essas funções e regras precisam ser revistas e rearranjadas e isso não é fácil!
Casais podem se desentender, filhos e pais brigam por causa de novas tarefas, amigos se afastam e outros se aproximam. O que pode ajudar?
  • Converse com sua esposa ou marido sobre as mudanças no casamento, vida sexual, dinheiro, filhos e outras decisões que precisam ser acertadas.
  • Converse com a sua família sobre as mudanças e novas funções.
  • Se alguém estiver sobrecarregado, peça ajuda a um amigo, pode parecer que não, mas você vai saber reconhecer qual o amigo disponível.
  • Peça ajuda e aceite ajuda, seja para buscar o filho na escola, pagar uma conta, fazer o supermercado, etc.
  • Caso você não consiga se adaptar as mudanças, procure a ajuda de um profissional psicólogo. Ele poderá te ajudar nesse momento.


Conheça os diferentes profissionais


Além de todo cuidado dispensado pelo seu médico oncologista, você também pode contar com o apoio da equipe multidisciplinar de profissionais especializados nas diversas áreas da saúde. Saiba como cada um deles poderá lhe ajudar neste momento:

Enfermeira
A enfermagem oncológica desempenha um papel muito importante dentro da equipe multiprofissional de saúde. O enfermeiro é o profissional que permanece ao lado do paciente em todos os momentos, o que o torna parte essencial do tratamento. A enfermagem oncológica tem como principal objetivo promover qualidade de vida do paciente assim como a de seus familiares, avaliando e intervindo tanto nos problemas relacionados à saúde física como na saúde mental.
Psicóloga
Sabemos que o diagnóstico de câncer abala o lado emocional de qualquer pessoa. Sentimentos antes nunca vivenciados como: depressão, ansiedade, medos, preocupações são comuns e, muitas vezes, precisam de cuidado especiais. Para cuidar desses assuntos é com ajuda do psicólogo que você poderá contar. Dentro da Psicologia existe o profissional certificado em Psico-Oncologia, que tem como objetivo apoiar emocionalmente o paciente e sua família.
Outras formas de terapia que podem lhe ajudar neste momento são: Arteterapia, Musicoterapia e os Grupos de Suporte.
Nutricionista
O nutricionista é o profissional que irá cuidar da sua alimentação. Ele poderá lhe acompanhar durante e após todo o seu tratamento.
Com o trabalho focado em uma alimentação equilibrada e saudável, o nutricionista irá lhe ajudar a diminuir os efeitos colaterais do tratamento através de cardápios individualizados, podendo inclusive aumentar a imunidade de seu organismo, dando mais qualidade de vida para você.
Fisioterapeuta
O fisioterapeuta exerce um papel fundamental durante e após o tratamento oncológico. Ele é o profissional responsável por promover a sua recuperação físico-funcional, ou seja, ele irá lhe auxiliar na restauração dos movimentos e funções comprometidas durante e após a doença. Por meio do trabalho personalizado e o uso de recursos específicos, a fisioterapia tem por objetivo aumentar a sua auto-estima e a sua qualidade de vida.
Dentista
Você sabia que a avaliação odontológica é fundamental antes de iniciar o tratamento quimioterápico ou radioterápico?
É muito importante que todo o paciente visite antecipadamente o seu dentista a fim de eliminar focos de infecção, prevenindo possíveis complicações durante o tratamento.

Conversando sobre prevenção do câncer com seus familiares


Conversar sobre o câncer com os seus familiares pode, na maioria das vezes, ser uma missão difícil, afinal como podemos abordar esse tipo de assunto com eles? É muito importante que você saiba que o câncer é uma doença causada por exposição a fatores de risco como cigarro, álcool, radiação, etc e por uma alteração nos genes, ou seja, modificações nas células que provocam uma sequência de eventos nas próprias células e no órgão ao qual pertencem o que acaba originando o aparecimento de um tumor maligno, mas isso não significa que o câncer seja hereditário. Apenas 5 e 10% de todos os casos de câncer derivam de alteração genética hereditária, ou seja, transmissível de pai (mãe) para filho(a).

Os casos de câncer precoce (em pacientes abaixo de 50 anos) merecem uma maior preocupação. Diante dessa situação, é muito importante que o paciente converse com o médico quanto ao risco de se tratar de um câncer hereditário. A decisão quanto à necessidade de se fazer testes genéticos devem ser tomada em conjunto com o oncologista ou por um profissional especializado em aconselhamento genético.
A prevenção nesses casos continua sendo os exames de rotina: mamografia, auto-exame, exame clínico, PSA, toque retal, endoscopia, entre outros. O médico poderá orientar a partir de que idade será necessária a realização desses exames.

Estou deprimido ou não?


Depressão é uma desordem psiquiátrica muito mais frequente do que se imagina. Estudos mostram que de 10% a 25% das pessoas que procuram os clínicos gerais apresentam sintomas dessa enfermidade. 

Entre os fatores de risco para a depressão estão descritos os seguintes itens: 
  • História familiar de depressão.
  • Sexo feminino.
  • Idade avançada.
  • Episódios anteriores de depressão.
  • Parto recente.
  • Acontecimentos estressantes.
  • Dependência de droga.
Sim, o câncer é um acontecimento estressante e você pode realmente estar com depressão.
Converse com o seu médico ou procure um psiquiatra.
O psiquiatra fará uma avaliação do seu quadro físico e psicológico e poderá lhe dizer se você está ou não deprimido. Se você estiver, ele lhe prescreverá um medicamento antidepressivo e pode sugerir que você faça também um acompanhamento psicológico.
Entre os pacientes com câncer pode acontecer uma sobreposição de sintomas e uma possível depressão pode não ser detectada. Ou seja, você pode estar mais quieto, com muita fadiga e com algumas alterações cognitivas relacionadas aos efeitos colaterais do tratamento ou da própria doença.
Para caracterizar o diagnóstico de depressão, foi criada a tabela abaixo. Nela, cinco ou mais, dos sintomas relacionados devem estar presentes. Dentre eles, um é obrigatório: estado deprimido ou falta de motivação para as tarefas diárias, há pelo menos duas semanas.

Critérios para diagnóstico de depressão
(Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição)
  • Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo.
  • Anedônia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina.
  • Sensação de inutilidade ou culpa excessiva.
  • Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar.
  • Fadiga ou perda de energia.
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias.
  • Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor.
  • Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar.
  • Idéias recorrentes de morte ou suicídio.
Como você pode ver, os sintomas são muito parecidos com os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia e também com as reações emocionais esperadas diante do diagnóstico de um câncer.
Buscando Ajuda
Você ainda possui dúvidas? Não se preocupe, aqui estão algumas orientações:
  • Converse com o seu médico sobre depressão. Ele saberá orientar a respeito desse problema.
  • Peça ao seu médico a indicação de um especialista (psiquiatra). Ele poderá decidir se você está precisando de um medicamento ou não neste momento.
  • Peça a ajuda da sua família, eles são fundamentais no seu tratamento.
  • Informe-se sobre o problema. Você verá o quanto ele é comum.
  • Lembre-se que o acompanhamento psicológico é fundamental.

Câncer e trabalho: adaptações necessárias


Considerando que o câncer é uma doença que afeta todos os aspectos da vida, conversar e avaliar a importância do trabalho neste momento é muito importante.
Hoje em dia, com os avanços da medicina cada vez mais focados na qualidade de vida dos pacientes com câncer, podemos dizer que os pacientes já podem escolher entre continuar ou não trabalhando durante o tratamento do câncer.
Existem pacientes que por questões financeiras, precisam continuar trabalhando, outros, por sentirem-se bem e dispostos, também optam por continuar. Já outros, por indisponibilidade física, acabam decidindo pelo afastamento do trabalho temporário. Estas decisões e atitudes variam muito de paciente para paciente e de caso a caso. Independentemente de sua decisão, o importante é que você tenha consciência de que algumas adaptações e mudanças na sua rotina serão necessárias.
Especificamente durante a quimioterapia, existirão dias em que você estará disposto e outros nem tanto. Os efeitos colaterais do tratamento existem e nem sempre são evitáveis e por isso, você pode se sentir indisposto precisando de um tempo para descansar. É aconselhável que você converse com seu chefe e com seus companheiros de trabalho sobre o câncer. Assim, eles poderão lhe ajudar da melhor maneira possível nessa fase. Sabemos que falar sobre o câncer no ambiente de trabalho pode ser, na maioria das vezes, estranho e difícil. Você pode contar somente a alguns amigos mais próximos ou mesmo não contar pra ninguém. Neste caso, não existe uma atitude ideal e sim, atitudes que fazem com que você se sinta a vontade e confortável.
Lembre-se que estamos falando de uma fase onde pedir e saber aceitar ajuda são fundamentais.

A importância da informação

Hoje em dia a informação é considerada por muitos pacientes uma aliada fundamental e imprescindível em todos os momentos após o diagnóstico de um câncer.

As fontes de informação são variadas e podem ser utilizadas em diferentes situações: o seu médico, a equipe de suporte multidisciplinar, outros pacientes e familiares, sites na internet e livros.
Manter-se informado é fundamental para que você possa tomar todas as suas decisões, conversar sobre seu tratamento e sobre os efeitos colaterais e, até mesmo, questionar quando não conseguir entender. Porém, é importante destacar que existem pacientes que preferem não se aprofundar nas informações sobre o câncer e tratamentos. Nesta situação, não há certo ou errado, o importante é cada um respeitar seus próprios limites.
O seu médico é uma importante fonte de informação. Pergunte a ele tudo que achar necessário e questione sempre que não compreender.
O que eu posso fazer para me manter informado?
  • Ler.
  • Pesquisar.
  • Navegar na internet (peça para o seu médico lhe indicar sites confiáveis).
  • Conversar com outros pacientes.
  • Conversar com o seu médico.
Acredite! A informação fará com que você se sinta mais seguro e mais preparado para enfrentar esta nova fase da sua vida.

Compreendendo seus sentimentos


Perdi o meu chão...
Chorei muito...
Não tenho mais vontade de fazer nada...
Estou com medo...
Você se reconhece nas frases acima?
Independente de se reconhecer ou não, o que importa é você parar um pouquinho para compreender o que pode estar acontecendo com você.
Sabemos que essas e outras frases são muito frequentes entre os pacientes que recebem o diagnóstico de um câncer. Ou seja, o câncer tem um forte impacto no psicológico e emocional do paciente.
Sentimentos como raiva, depressão, ansiedade, medo, preocupações, angustias, negação e agressividade são comuns entre os pacientes com câncer.
Seguem alguns exemplos de situações nos quais esses sentimentos podem aparecer:
A negação costuma estar mais relacionada ao momento do diagnóstico. É comum percebermos durante certo tempo que o paciente não quer/não pode acreditar no que está vivendo. Esse sentimento pode durar algumas semanas.
Já a raiva, que pode aparecer em qualquer fase do tratamento, muitas vezes, vem acompanhada pela pergunta: Por que eu? Por que comigo? O que eu fiz de errado? Neste momento, a vida pode parecer muito injusta. Pacientes costumam rever suas posturas religiosas e alguns até relatam que estão brigados com Deus.
Comumente a insegurança é relatada durante todo o tratamento ("ela me acompanha o tempo todo”). Podemos relacionar esse sentimento com a presença do tumor que de certa forma é uma ameaça desconhecida. Tudo que é desconhecido sempre assusta muito.
O sentimento de resignação ("tinha que ser assim mesmo”) também é muito comum e precisa ser monitorado. Afinal, pode se tornar uma depressão.
Pensamentos e sentimentos negativos ("Penso muito na morte”, "tenho sentido medo de sair de casa”) também são esperados e podem estar relacionados ao estresse gerado pelo diagnóstico do câncer e também por se tratar de uma situação a qual não podemos controlar e ter certeza do que vai acontecer.
A aceitação da doença é um passo importante. A partir desse momento, percebemos que o paciente é capaz de planejar a própria vida de um modo mais significativo e construtivo. Eles relatam que a vida presente está muito diferente que a vida passada, e preferem não pensar no futuro.
Pode parecer estranho, mas muitos pacientes narram que o câncer fez com que avaliassem as próprias vidas posicionando-as em um caminho mais positivo.
Infelizmente não existem regras para lhe ensinar a lidar com esses sentimentos.
Como você pode ver, os sentimentos são muitos e variados. E mais, cada pessoa reage de uma maneira. Importante: não há certo ou errado, mas há aquilo que lhe faz bem ou mal, que lhe ajuda ou atrapalha...
Que tal parar para pensar nestes pontos:
Como você esta reagindo diante da sua doença?
Você tem alguém para desabafar?
Você tem colocado pra fora os seus sentimentos?
E a sua religião, como está?
Será que você tem descontado a sua raiva em alguém?
Procure um psicólogo, ele é um profissional capacitado para te ajudar a compreender e lidar com todos esses sentimentos.

Esperança: uma grande aliada!


Recupere ou construa algo que ajude a fortalecer a sua esperança
Você pode encontrar alguém em um grupo de apoio, em seu local de trabalho, em sua igreja, em sua família, ou em sua vizinhança, que seja forte, positivo e saiba espalhar esperança a todos que o cercam. Converse com seu mentor espiritual e absorva suas atitudes e palavras encorajadoras.
Observe em sua vida, onde estão os amigos, as pessoas guerreiras, parceiros religiosos, organizadores que foram deixadas de lado enquanto você estava em tratamento. Traga-as de volta e coloque-as para "trabalhar” a favor da esperança. Eles podem pedir, ouvir, aconselhar, participar e fortalecer suas refeições ou passeios, ajudar na limpeza da sua casa, cuidar de suas crianças, ou vir apenas para uma boa conversa ou somente segurar sua mão. Não tenha medo de pedir apoio às pessoas esperançosas. Se você estiver em tratamento, por favor, pare de ser a super mulher ou o super homem!
Descreva minuciosamente seus desejos e vontades
Inicie fazendo anotações das pequenas coisas agradáveis do seu dia a dia que levantam seu ânimo. Anote todas as experiências que o animam, incentivam ou lhe dão novas esperanças. Por exemplo: "Enquanto eu estava em tratamento, fazia caminhadas suaves, observava os pássaros, as flores, a brisa suave, anotava em meu livro de agradecimentos”. Mais tarde, ao reler essas anotações você se sentirá enaltecida.
Fale sobre o assunto
O câncer é traumático para a maioria das pessoas, mas estando em um grupo de apoio ou com os amigos ou, talvez, em família, fale sobre seus sentimentos. Discuta-os e, se for possível, foque no futuro. Cuidado para não manter um elefante em sua sala, pois ninguém poderá passar, nem você.
Foque no amanhã
Se você olhar para o horizonte de tratamentos ou cirurgias que vem pela frente, e isso é tudo o que você está vendo, então você vai achar que é difícil desfrutar o hoje. Tente pensar que esta é somente uma das experiências difíceis da vida que todos nós temos que passar de um jeito ou de outro. Respire fundo e vá em frente, vai passar.
Comece a preparar o seu livro de memórias
Reflita sobre os eventos, comemorações ou férias que foram experiências positivas. Mexer nas fotos ou nos cartões postais é muitas vezes uma maneira para se lembrar de momentos especiais e que vão fazer você se emocionar, rir e por que não chorar... Se você estiver se sentindo melancólico, mergulhe nas memórias positivas e deixe-se invadir pelos sentimentos e lembranças deste agradável evento e novamente foque na esperança, que depende muito de você.
Conte-nos quais são suas estratégias e atitudes para manter a esperança
Se você é um paciente ou sobrevivente, você já enfrentou e enfrenta no seu dia-a-dia algumas situações nas quais precisa ter atitude e focar na esperança. Como você faz isso? O que te ajuda? O que faz a diferença na sua vida e lhe ajuda realmente a manter a esperança?

Como falar sobre o câncer com o meu filho?


Diante do diagnóstico do câncer, inúmeras modificações e adaptações na rotina deverão ser feitas por toda a família. Conversar com uma criança ou adolescente a respeito do câncer não é uma tarefa fácil. Alguns pais preferem contar, outros não. É importante lembrar que as crianças e/ou adolescentes têm todo o direito de saber quando alguém de sua família está doente e precisando de ajuda. Elas têm as suas antenas ligadas e conseguem perceber quando algo não está bem.
Quando a verdade lhe é omitida, o seu filho poderá se sentir isolado, preocupado e com medo, excluído das questões familiares. A partir do momento em que seus filhos estão cientes da verdade, eles terão a chance de lhe fazer perguntas sempre que surgirem dúvidas e poderão ser confortados quando sentirem medo. Abaixo selecionamos algumas dicas para você:
  • Se possível, escolha um momento ideal e um lugar tranquilo para conversar com os seus filhos.
  • Explique de maneira simples e verdadeira.
  • Use linguagem simples e adequada, escolhendo palavras que já façam parte do vocabulário deles.
  • Responda a suas questões a medida que elas forem surgindo. Seja honesto (a) com relação aquilo que você não sabe.
  • Procure não distorcer a verdade, com intenção de evitar perguntas difíceis ou embaraçosas. Se ele lhe fizer uma pergunta que você não saiba responder, diga: Não sei, mas podemos tentar descobrir a resposta juntos.
  • Expressar uma atitude de confiança e esperança a respeito da doença e seus tratamentos ajudará a criança a desenvolver essa atitude em si mesma, além de fazê-la sentir-se mais segura e apoiada.

E após o câncer: orientações que fazem a diferença


Após o tratamento do câncer, a vida ganha um sentido diferente. Raramente ela voltará a ser como era antes.
Agora que você já terminou todas as etapas do tratamento, começa uma nova fase. Uma fase de cuidados, não apenas físicos, mas também psicológicos.
Abaixo descrevemos algumas orientações que podem lhe ajudar nessa nova etapa:
  • Saiba que após o diagnóstico de um câncer você jamais se sentirá o mesmo. Cuidados com a sua saúde física e mental deverão ser seguidos de forma diferenciada.
  • Converse com o seu médico oncologista a respeito da doença e da frequência de seus exames. Como será a nova rotina de exames? Quantas vezes passará em consulta?
  • Alguns pacientes relatam que se sentem preocupados e com medo de realizarem os exames de rotina. Se esse for o seu caso, lembre-se que esses exames são fundamentais para o acompanhamento da doença.
  • O medo do retorno do câncer, ter receio, temor, preocupação que o câncer volte é comum entre os pacientes que já passaram por todo o tratamento assim como sentimentos de ansiedade, depressão e outras preocupações podem impedir que você leve uma vida normal. No entanto, é importante que você saiba lidar da melhor maneira possível com esse medo. O receio, temor, ansiedade em excesso poderá lhe prejudicar. Fique atenta a este fato e se necessário, busque ajuda especializada.
  • Mantenha uma alimentação equilibrada: Procure se alimentar de forma correta todos os dias. Invista em frutas, legumes, vegetais e grãos. Sempre que possível, diminua o consumo da carne vermelha.
  • Adote um estilo de vida ativo: pratique atividades físicas moderadas como caminhada, natação, ioga e hidroginástica. Converse com o seu médico antes de iniciar qualquer exercício.


Conversando sobre prevenção do câncer com seus familiares


Conversar sobre o câncer com os seus familiares pode, na maioria das vezes, ser uma missão difícil, afinal como podemos abordar esse tipo de assunto com eles? É muito importante que você saiba que o câncer é uma doença causada por exposição a fatores de risco como cigarro, álcool, radiação, etc e por uma alteração nos genes, ou seja, modificações nas células que provocam uma sequência de eventos nas próprias células e no órgão ao qual pertencem o que acaba originando o aparecimento de um tumor maligno, mas isso não significa que o câncer seja hereditário. Apenas 5 e 10% de todos os casos de câncer derivam de alteração genética hereditária, ou seja, transmissível de pai (mãe) para filho(a).
Os casos de câncer precoce (em pacientes abaixo de 50 anos) merecem uma maior preocupação. Diante dessa situação, é muito importante que o paciente converse com o médico quanto ao risco de se tratar de um câncer hereditário. A decisão quanto à necessidade de se fazer testes genéticos devem ser tomada em conjunto com o oncologista ou por um profissional especializado em aconselhamento genético.
A prevenção nesses casos continua sendo os exames de rotina: mamografia, auto-exame, exame clínico, PSA, toque retal, endoscopia, entre outros. O médico poderá orientar a partir de que idade será necessária a realização desses exames.