Mostrando postagens com marcador BENEFICENTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BENEFICENTE. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!
E muito obrigada a todos os voluntários. 
Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!
A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.


Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!

E muito obrigada a todos os voluntários. 

Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!

A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.






































Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)


MENSAGEM DE AGRADECIMENTO AOS NOSSOS VOLUNTÁRIOS

Tornar-se voluntário significa atender à uma vontade que se transforma em um ideal. Ser voluntário, voluntária é conseqüência da tomada de consciência de que podemos tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
A cada ano cresce o número de voluntários e voluntárias que contribuem com o trabalho social da REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER DE BILAC, que possibilita que sejam beneficiadas mais e mais pacientes e familiares, estes que muitas vezes já perderam a esperança...
E juntos, percebemos que somos bem mais fortes, que podemos ajudar!
A Diretoria da Rede Feminina de Bilac, vem, através desta singela mensagem, expressar toda gratidão à todos que de alguma forma colaboram e tornam possível a realização de nosso sonho de colaborar com o próximo e a realização desse evento, que é esse Chá.
Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!
À vocês, voluntários e voluntárias, por perceberem o que ocorre à nossa volta e importarem-se de fato… por buscarem promover uma transformação efetiva através de atitudes e não apenas de discursos... por preocuparem-se com aqueles que no momento precisam mais que nós... por proporcionarem sorrisos as pessoas que acabam por perder a motivação para dá-los... por estenderem a mão, em sinal de solidariedade, a quem necessita…
À vocês, deixamos a nossa homenagem, a nossa eterna gratidão e nosso eterno muito obrigada!!!
Cacilda Pintão Bellinati

terça-feira, 19 de julho de 2016

Doe seu cabelo. ENQUANTO SEU CABELO CRESCE, CRESCE A ESPERANÇA DE MUITA GENTE.



Doe seu cabelo

O primeiro passo para doar é preencher o formulário abaixo e gerar um código de identificação de doador. 
Anote este código num papel e cole no saco plástico onde será guardado o cabelo a ser doado. 

Saiba mais sobre as formas de doar aqui:


A doação de cabelo é um exercício de solidariedade, porém o que muitos desconhecem é  o longo e oneroso processo que uma mecha de cabelo leva até efetivamente virar uma peruca na cabeça de um paciente.  Não basta apenas cortar qualquer tamanho de cabelo e doar. É preciso ir além e entender toda cadeia produtiva para ajudar. 

Durante o ano de 2015 nos dedicamos a estudar melhorias em nosso processo e por isso as doações diretas de cabelos para a Fundação Laço Rosa foram suspensas. Participamos de vários workshops, seminários e programas de aceleração. Vencemos a maratona de negócios sociais do Sebrae RJ. Muita gente bacana nos ajudou nessa jornada e o resultado de todo esforço é o programa "FORÇA NA PERUCA"!

ENQUANTO SEU CABELO CRESCE, 
CRESCE A ESPERANÇA DE MUITA GENTE.

Força na Peruca é um Programa da Fundação Laço Rosa que ensina a arte da Perucaria (produção de perucas, apliques e extensões) através de curso profissionalizante e aulas práticas. Além do aprendizado, o aluno ajuda a manter a cadeia produtiva que alimenta a doação de perucas para pacientes com câncer e ainda pode concorrer a um contrato de trabalho no final do curso.
1. Cadastre-se aqui no hotsite #fortalizese e gere seu código de  doador.
2. Corte 20cm (ou mais) e guarde em um saco plástico, seco.
3. Identifique a doação com o código e envie para o endereço do site.
4. Triagem de cabelos por voluntárias vitoriosas.
5. Projeto FORÇA NA PERUCA recebe os cabelos doados.
6. Alunos aprendem a produzir perucas e ganham uma profissão.
7. Perucas seguem para a Laço Rosa e são embaladas para presente.
8. Parceiros nos ajudam a entregar os presentes.
9. Sua doação chega ao destino final e faz alguém muito feliz!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Psico-Oncologia: conceitos, conquistas e desafios

Luta contra as variadas formas de câncer
Luta contra as variadas formas de câncer

A Psico-Oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da Oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. A Psico-Oncologia representa a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia.

Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A Oncologia ou Cancerologia é a ciência e especialidade da medicina que estuda o câncer e como ele se forma, instala-se e progride, bem como as modalidades possíveis de tratamento.

Câncer ou enfermidades oncológicas são denominações utilizadas para descrever um grupo de doenças que se caracterizam pela anormalidade das células e sua divisão excessiva.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento, pode desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada a morte, e apesar de todo o conhecimento e informações acerca dessa enfermidade, o diagnóstico do câncer tem usualmente um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente á essa nova realidade, independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa e o psicólogo apesar da linha teórica que escolher (psicanálise, gestáltica, cognitiva comportamental, dentre outras), juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e este levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da Psico-Oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em Hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Em relação às possíveis causas, ao tratamento, recuperação e cura, apesar de todo o avanço da medicina, do ensino e pesquisa, sem dúvida, ficam claras as lacunas do conhecimento do que realmente ocorre nos processos oncológicos. Não se sabe quais são todos os fatores desencadeantes do processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença, a priori o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

É essencial compreender e dar suporte a todas as transformações oriundas, decorrentes desde a confirmação do diagnóstico até a fase de recuperação ou fase terminal, bem como ouvir e aprender com o paciente, tendo sempre em mente que estamos cuidando de um ser humano repleto de experiências, vivências, sonhos, crenças, limitações, dentre outros aspectos e não apenas da enfermidade que ele traz


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/49801/psico-oncologia-conceitos-conquistas-e-desafios#ixzz4EM7ElQiP

O possível efeito de estresse sobre o câncer

Muitas vezes recebo pacientes oncológicos que me dizem saber quando o seu câncer se iniciou. Uns mencionam a morte da mãe, outros o adoecimento do pai por Alzheimer, a perda de uma filho, um divórcio, uma aposentadoria indesejada, etc... ou seja, sempre há, anteriormente, uma perda muito sentida.

Em geral, quando o resultado histopatológico chega, há uma relação temporal entre o início da neoplasia , ou da recidiva e o fato traumático mencionado. Não podemos afirmar, porém, que uma perda importante cause necessariamente o câncer. Diversas pessoas sofrem perdas bastante dolorosas e não desenvolvem neoplasias. 

O que podemos afirmar é que uma perda importante que não tenha sido ressignificada pode ajudar o aparecimento de doenças, dentre elas o câncer. 

Ressignificar uma perda é metabolizá-la bem, aceitá-la e transpor o fato criando outros significados para ele. 

Há pessoas que se fixam em um fato e continuam a vivê-lo sem evoluir para outras etapas, não criando outros projetos, outras metas; tornam-se prisioneiros do passado.

Isso causa um estresse continuado e crônico, que mesmo não sendo sentido pela pessoa, vai minando o funcionamento do seu organismo como um todo e propiciando o aparecimento de algumas doenças. O termo "stress", cuja variação foi mencionada acima e tão usado hoje em dia, foi cunhado por Hans Seile na década de cinqüenta e quer dizer "pressão" em alemão. 

O ser humano necessita de certa quantidade de pressão para cumprir suas tarefas diárias, ser estimulado a perseguir novos objetivos e até para saciar as necessidades básicas de fome e sede. Isso é o que chamamos de estresse positivo ou EUSTRESS.

Quando, porém, uma tarefa exige uma quantidade exagerada de energia para ser desempenhada, ela tomará recursos do indivíduo que estavam alocados para outras funções. Estas, por sua vez, ficarão comprometidas. Muitos acidentes de trânsito ocorrem por esse deslocamento de energia que torna a pessoa desatenta e diminui seus reflexos. Esse é o estresse negativo ou DISTRESS. 

Ainda há os casos em que o gasto energético não é demasiado, mas muito prolongado, podendo acarretar desgaste no sistema como um todo e acarretar várias reações, todas maléficas, como, por exemplo, o adoecimento.

A Psiconeuroimunologia, ciência que explica o funcionamento sistêmico do ser, confere autenticidade a essa posição.

Para a PNI, a saúde é o equilíbrio dinâmico entre os diversos sistemas que compõem o ser. Qualquer alteração em um dos sistemas (psicológico, neurológico, endocrinológico ou imunológico), acarreta um desequilíbrio em todas a partes do indivíduo. 

A tendência posterior é a de o sistema se reequilibrar, pois possui vários mecanismos para tal. No entanto, um desequilíbrio continuado pode ser fatal, levando o sistema à falência e ensejando o aparecimento de doenças.

O estresse continuado, ocasionado por um trauma não sobrepujado, mina o sistema imunológico. Propicia, por mecanismos de retro-alimentação, o descontrole de neuro-transmissores cerebrais (entre eles a serotonina e a nor-adrenalina), causando depressão. Como sabemos, um organismo debilitado em suas defesas (especialmente carente das células Nk, matadoras naturais, que combatem células tumorais) e deprimido tem mais chances de permitir o aparecimento e o desenvolvimento de tumores.

Costuma-se dizer que as pessoas adoecem da mesma forma que vivem: se são compassivas na vida, o serão ao enfrentar as doenças; e se são assertivas, ousadas, agressiva, da mesma forma lutarão contra elas.

A posição de "vítima" de certos pacientes, mesmo após vencida a doença, também é por demais negativa, porque impede que superem o papel de "doente" e adotem o de "ter tido um câncer".

A "vítima" é sempre passiva diante do que lhe acontece. Essa atitude, que a princípio é mais confortável, a longo prazo imobiliza a pessoa, retirando-lhe qualquer sensação de controle sobre sua vida. 

Raciocínio semelhante pode ser utilizado na expectativa de recorrência de um câncer. É sempre curioso perceber que, em duas pessoas com a mesma idade e condições físicas semelhantes, a neoplasia pode evoluir de forma totalmente diferente.

Há pessoas que lidam com o diagnóstico de câncer enfrentando-o com dor, é claro, porém dentro da realidade. Elas procuram utilizar-se de todas as possibilidades que o arsenal médico e das áreas afins oferecem e, mesmo sabendo que têm uma doença potencialmente fatal, conseguem apartear a doença e continuar com as suas vidas normalmente após a alta. Acreditam na vida que pode ser vivida a partir de então. Alguns indivíduos, diante da possibilidade real de finitude, refazem seus planos de vida, mudam seus valores, tornam-se pessoas mais autênticas e vivem realmente o presente, que, afinal, é o único tempo que todos nós temos...

O medo da recidiva de um câncer é claro que pairará sempre sobre o paciente, seus familiares e amigos. Muitos, no entanto, conseguem não se paralisar com essa possibilidade e vivem uma vida com muito mais senso de sua autenticidade.

Muitas vezes, quando a doença já avançou, o medo não é propriamente da morte, mas do sofrimento, da dor, da desfiguração, da dependência. Enfim, da perda da autonomia. Para a dor a Medicina já possui recursos que aliviam sobremaneira o sofrimento. Nos dias atuais, a fase terminal de um câncer, se bem conduzida, não precisa ser terrível.

Nessa etapa, em que não há mais esperança de cura, trabalha-se unicamente pela qualidade de vida da pessoa e de sua família. Sempre há o que fazer para aliviar os sintomas e dar conforto.

Hoje estou permanentemente em contato com pacientes oncológicos que têm plena consciência de que sua doença é crônica. Sabem que não vão curar-se, mas também que a doença não é uma sentença de morte iminente.

Há cada vez mais pacientes que lutam e combatem um câncer por anos a fio e continuam vivendo tão plenamente quanto suas possibilidades permitem.

Nesse caso, a meu ver, a comunicação clara e verdadeira entre a equipe médica, paciente e familiares diminui sobremaneira o peso das dúvidas, dos segredos e dos cuidados fortuitos de poupar o paciente e a família do real estado de saúde da pessoa.

Essa sinceridade pode, às vezes, permitir que assuntos não resolvidos entre os familiares possam ser ventilados, providências legais sejam tomadas a tempo e perdões e despedidas possam ocorrer.

Em alguns casos, porém, observamos o contrário acontecer. Paciente e família imaginarem que a morte é iminente sem que seja esse o caso. Antecipam desnecessariamente a dor, o luto, a tristeza e a perda, sem aproveitar qualitativa e quantitativamente um tempo precioso com seus entes queridos.

Atualmente, já está constatado o importante papel da alegria na prevenção de processos de adoecimento. A Clinica Mayo acaba de publicar um estudo retrospectivo sobre pessoas entrevistadas há trinta anos que se dividiam entre otimistas e pessimistas. Ao longo dos anos seguintes à pesquisa, os componentes do primeiro grupo adoeceram 50% menos das mais diversas doenças, do que as que se qualificavam como pessimistas.

Podemos citar ainda um outro estudo publicado em agosto de 2002 pela Revista Câncer. Nele, além da influência do estresse na imunomodulação e, por consequinte, na ligação entre sistema imune deficiente e progressão do câncer, abriu-se uma outra senda interessante de investigação: O tumor é uma vida dentro da vida. Para se desenvolver, precisa de nutrição e mobiliza o mecanismo de angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos. 

É através desta nova e anômala rede de vasos sanguíneos que o tumor se alimenta e permite a multiplicação infinita de suas células.

O referido estudo da Universidade de Iowa mostra que mulheres que se definiam como tendo um bom sistema de apoio social e diagnosticadas com câncer de ovário tinham uma formação de novos vasos menor, ou seja, uma melhor expectativa para a sua doença, pois menos nutrientes chegavam ao tumor.

Por fim gostaria de mencionar que a medicina hoje já tem uma expectativa tão positiva para certos tipos de câncer em crianças, adolescentes ou adultos ainda sem filhos, que tenta proteger de forma química, cirúrgica ou através da criopreservação parte das gônadas (os órgãos reprodutivos), antevendo um futuro em que a criação de uma prole seja possível.

Falar que uma mulher que teve câncer de mama está grávida já não é mais uma heresia. Tomando-se as devidas precauções, isso já faz parte da realidade.

Portanto, cabe a nós, cuidadores da equipe de saúde, ampliar a nossa compreensão desta intrincada doença e ajudar aos que nos chegam a passar com menos dor essa crise temporária e ou fatal.