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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ansiedade e depressão em pacientes com câncer


É bastante comum de encontrar pessoas portadoras de câncer ansiosas ou deprimidas, no entanto, quando o paciente se encontra alterado emocionalmente por longos períodos de tempo ou tem dificuldades para realizar suas atividades rotineiras essa pessoa pode estar com depressão clínica ou ansiedade grave que requerem de atenção e tratamento imediato.
 
A família e os amigos devem estar atentos aos sintomas de angústia que o paciente pode apresentar, e ao notar sintomas de ansiedade ou depressão devem ajudar à pessoa a procurar atendimento médico especializado. A participação da família é muito importante nesse momento.

 A ansiedade e a depressão podem ser tratadas com medicamentos e psicoterapia, o objetivo do tratamento é que o paciente portador de câncer se sinta melhor e aumente sua qualidade de vida.

Entenda o que são Cuidados Paliativos

Os cuidados paliativos são a atenção que se oferece ao paciente para tratar os sintomas provocados pela doença, aliviar o sofrimento e melhorar sua qualidade de vida.
Os cuidados paliativos são proporcionados em todas as etapas da doença e não somente na fase final da vida do paciente, cuidados paliativos não são de maneira alguma sinônimo de "não há mais nada a fazer” lembre-se que sempre existe algo que pode ser feito.
Falar sobre câncer avançado pode ser difícil sobre tudo porque todas as pessoas diagnosticadas com a doença esperam que ela seja curada e quando isto não ocorre é muito difícil pensar na própria vida como uma possibilidade de finitude.
Em alguns casos o câncer avança e as opções de tratamento se tornam limitadas, nessa circunstância a equipe médica está encarregada de orientar acerca das possibilidades existentes incluindo orientações sobre o fim da vida.
O tratamento provavelmente continuará, no entanto talvez já não com o intuito de cura e sim de controle dos sintomas provocados pela doença oferecendo ao paciente uma melhor qualidade de vida.
 
Quando os sintomas da doença aumentam o foco do tratamento começa a mudar para o controle dos sintomas com o objetivo do pacientes se sentir melhor e mais confortável.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cuidados Paliativos e a Psicologia

O paciente sempre deve ser entendido como um ser biológico, social, psicológico e espiritual, de maneira única e indivisível, devendo ser tratado em todas estas esferas, visto que a desorganização de uma delas provoca alteração em todas as outras. Devido a essa condição em que se encontram os pacientes, é necessário que além dos pacientes, os familiares e os próprios colaboradores do Hospital de Câncer de Barretos também tenham o auxílio da equipe de psicologia.

A equipe de psicologia é também responsável por colaborar com a humanização no delicado trabalho em equipe, de decisões conjuntas e trabalhos que se completam, integrando-se e proporcionando uma abordagem mais abrangente de cuidados ao paciente e à sua família.


Assistência Ambulatorial em Cuidados Paliativos


No momento em que os pacientes apresentam recidivas tumorais, metástase e são caracterizados dentro dos critérios de protocolo(como pacientes fora de possibilidade de cura e/ou com dor crônica), eles são encaminhados ao ambulatório do Hospital São Judas Tadeu para avaliação.

No ambulatório da unidade existem dois ambientes de espera: um para os pacientes acamados que precisam repousar e outro para os que podem permanecer sentados. Nestes ambientes são realizadas avaliações médicas e da equipe, mas os pacientes geralmente ainda não sabem o motivo pelo qual foram transferidos de unidades e como será o tratamento de agora em diante – já que essas informações serão dadas apenas pelo médico responsável.

O papel do psicólogo num primeiro momento em atendimento ambulatorial é o de acolher, estabelecer vínculo, familiarizar pacientes e familiares ao “novo” e desmistificar crenças sobre a Unidade de Cuidados Paliativos. Em um segundo momento, faz-se necessário identificar, trabalhar, diagnosticar e propor melhorias as demandas de cada paciente e, caso haja necessidade de intervenção psiquiátrica, o paciente é encaminhado ao serviço da cidade de origem.

Assistência de internação em Cuidados Paliativos

Os pacientes em estágio avançado da doença podem sofrer impacto psicológico devido ao estigma em ser considerado um paciente “terminal”. Como esses quadros, surgem alguns sintomas como:


  • Medo da degeneração e decadência do corpo
  • Medo do isolamento
  • Abandono ou do futuro dos familiares
  • Interrupção prematura de planos e metas de vida
  • Medo da separação
  • Medo da própria morte
  • Finitude da vida
  • Perda da autonomia e identidade
  • Sentimento de impotência
  • Fracasso
  • Desesperança
  • Desamparo
  • Solidão
  • Medo da mutilação
  • Limitações
  • Dor
  • Medo do sofrimento físico causado pelo agravamento do quadro clínico
  • Intervenções invasivas e desconhecidas

O trabalho da psicologia inicialmente é de acolhimento inicial ao paciente e ao cuidador após sua chegada na Unidade, avaliação das alterações emocionais e comportamentais dos pacientes internados encaminhados pelos médicos ou por profissionais da equipe multidisciplinar, acompanhamento familiar e suporte a equipe.

O psicólogo pode ser um elemento facilitador para que o paciente possa falar melhor de suas idéias, necessidades ou temores. A escuta atenta ao paciente e/ou familiar pode nortear a idéia do acolhimento, da continência, sentir-se aceito e respeitado o que pode ser um elemento principal no alivio do sofrimento. Ao mesmo tempo em que se processa a escuta atenta, devemos favorecer a possibilidade de expressão dos sentimentos presentes.

As famílias também passam por diversos estágios, coincidentes ou não com os vividos pelos pacientes. Ocorrem problemas de comunicação, isolamento e confusão nos papéis familiares. Em cuidados paliativos, a família deve ser acolhida nestes momentos de intenso sofrimento em que se está vivendo a perda do paciente, bem como poder falar sobre a sensação de impotência diante do sofrimento e da dor.

Assistência domiciliar em Cuidados Paliativos oncológicos

Podemos observar que a prática em atendimento domiciliar na área da saúde vem crescendo, nos setores público e privado, tendo vantagens diversas, como a relação custo-benefício e a humanização aplicada ao tratamento. 

O Hospital de Câncer de Barretos conta hoje com o Programa de Assistência Domiciliar Semanal aos pacientes que residem em Barretos no momento e que, devido às debilitações, dificultam o acesso até ao hospital. Por questões burocráticas, essa assistência é dividida em Visita Domiciliar e Internação Domiciliar.

Os pacientes que passam por atendimento ambulatorial e que apresentam os critérios necessários para o ingresso no Programa de Assistência Domiciliar, são definidos como pacientes de Visita Domiciliar. Já aqueles pacientes que ficam internados por um período na enfermaria do hospital e se enquadram também nos critérios de Assistência Domiciliar, se tornam pacientes de Internação Domiciliar após sua alta hospitalar. A diferença da atuação da equipe em ambas as categorias é a mesma. Porém, os pacientes de Internação Domiciliar, geralmente necessitam de cuidados mais intensos da enfermagem.

O atendimento domiciliar (também conhecido como Home care) é um trabalho que envolve orientação à família e ao responsável pelos cuidados prescritos ao paciente, sendo uma modalidade de atuação ainda pouco conhecida. O papel do psicólogo é avaliar as necessidades do tratamento, compreender e traduzir as necessidades do paciente para facilitar o relacionamento do mesmo com a equipe de saúde responsável. 

A assistência em Cuidados Paliativos prevê o acompanhamento do paciente e familiar também no processo de luto, buscando acolher a família mesmo após a morte. A idéia é tirar o estigma comum: impedir que os familiares sintam-se esquecidos ou mesmo abandonados pela equipe, depois que o paciente vem a óbito. Para tanto, a equipe de psicologia do Hospital de Câncer de Barretos trabalha com famílias enlutadas, realizando um “fechamento” de todo esse processo, fazendo-a reconhecer que a sua participação foi importante para o paciente que faleceu.

Para realizar esse trabalho, a equipe de Assistência Domiciliar do Hospital de Câncer de Barretos realiza visitas e contatos com as famílias durante dois meses após o óbito do paciente. Esse processo abre um processo de acolhimento da equipe e para a equipe, fazendo com que a partilha da dor e a elaboração da recuperação e aceitação ocorram de maneira mais amena. Quando o psicólogo sinaliza complexidade aparentemente irreversível no luto vivenciado pela família, é proposta uma avaliação ambulatorial com alguns membros e, se necessário, o familiar é encaminhado para o departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Barretos.

Exercícios mentais devem ser feitos regularmente

É natural que ocorra um declínio das funções mentais
É natural que ocorra um declínio das funções mentais

Assim como os exercícios musculares que são recomendados a serem realizados regularmente, as atividades cerebrais também devem seguir o mesmo ritmo, sempre aguçando os sentidos como olfato, gosto, tato, audição e visão, além da inteligência e da memória.

Com o passar do tempo e o avanço da idade, é natural que ocorra um declínio das funções mentais. Diversos países já realizaram muitos estudos científicos e tais pesquisas mostram claramente que o declínio mental que ocorre devido ao avanço da idade pode ser evitado.

A atividade realizada para promover o desempenho mental é denominada de “Fitness” Cerebral. É importante identificar as diversas habilidades mentais e exercitá-las regularmente, sem contar que também é preciso estimular as percepções, memória – tanto antiga como a recente – noções espaciais, habilidades lógicas e verbais, entre outras.

“Os exercícios cerebrais são ótimos estímulos para o funcionamento da memória de pessoas da terceira idade. Dentro da fonoaudiologia, podem ser utilizados nas terapêuticas para doenças neurológicas como o Alzheimer”, ressalta a fonoaudióloga e tutora do Portal Educação, Carolina Cysne.

A partir da necessidade de exercitar o cérebro, foi criada a Oficina de Memória que é um trabalho envolvendo estudo da memória, suas características e os fatores que atuam sobre ela. É um método utilizado de maneira simples e divertida que vem sendo aprimorado ao longo dos anos.

Reprograme a sua mente com técnicas poderosas de neurolinguística

Quem foi que disse que não podemos mudar a nossa vida?
Quem foi que disse que não podemos mudar a nossa vida?

 

Estudos afirmam que a neurolinguística é uma espécie de ciência capaz de desvendar os mistérios do cérebro, possibilitando a todos a chave para a reprogramação da mente humana. 

A neurolinguística é capaz de melhorar as pessoas através da comunicação e do relacionamento interpessoal, possibilitando assim, autodesenvolvimento, crescimento pessoal e profissional. 

Através de emoções e representações internas usamos estruturas de pensamentos, que são capazes de criar crenças e valores inconscientes, criando assim barreiras e/ou desbloqueios no decorrer de nossa vida. 

A reprogramação neurolinguística nos apresenta ferramentas poderosas para o trabalho do comportamento humano, no desenvolvimento de uma comunicação simples e ao mesmo tempo assertiva, para influenciar pessoas, liderar e gerenciar conflitos de forma eficiente.

O co-criador do termo PNL (Programação Neurolinguística), Richard Bandler, afirma que somos capazes de auto disciplinarmos a nossa mente, deixando de lado comportamentos indesejados, conquistando assim, uma melhora na qualidade da comunicação e consequentemente, criar um novo ser, uma nova pessoa. 

Bandler
, afirma: “A coisa boa sobre o passado é que ele acabou”.

A psicodiagnóstico usam métodos para ajudar pacientes em fase de tratamento

No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista
No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista

Psicodiagnóstico é considerada a área de entrada para um possível tratamento onde se compreendem a personalidade de cada paciente, e para que isso seja realizado usam se de métodos de entrevista semidirigida, técnicas projetivas.

No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista na qual, no momento dessas conversar com o paciente, o psicólogo ele passa há descobrir um pouco mais sobre o cliente.

Segundo VAN KOLCK (1984), as técnicas projetivas devem ser consideradas como um instrumento para o diagnóstico psicológico. Ele defende que uma técnica não vai trazer em si o diagnóstico, mas poderá representar importante contribuição. Outros procedimentos como observação e entrevistas, também devem ser considerados.

Como diz Almeida & Prado (1999), "As entrevistas são um instrumento de grande importância nesse processo, pois a partir delas buscamos conhecer tanto a vida do paciente, quanto os dados sobre o seu estado mental naquele momento. Têm como objetivos a investigação, o diagnóstico, a psicoterapia e o prognóstico.".

O processo da psicodiagnósticos pode levar em média de cinco a seis sessões, pois são testes complicados, indicações terapeutas na qual beneficia tanto o paciente e a família. Entretanto como se diz Almeida – Prado "O psicodiagnóstico deve ser valorizado por favorecer a abertura de um espaço para reflexão, espaço interno essencial para manter a experiência viva."

Estou perdido ou (de fato) seguindo minha verdade?

 
 Todos os dias ouço histórias de pessoas que deixaram de lado seus sonhos porque não tiveram tempo, energia ou coragem suficientes para prosseguir.
Ouço também aqueles que estão perdidos, presos numa vida que não lhes traz muito sentido, que não parece estar alinhada com quem de fato eles são. E acabam experimentando sentimentos de ansiedade e confusão.
Mas como ter uma pista sobre estar ou não seguindo o caminho que é seu de verdade? Como saber se as escolhas que faço hoje estão alinhadas com quem eu sou? Como saber se estou só seguindo uma roda viva ou se estou criando meu próprio caminho?
Ao iniciar essas reflexões, muitas dessas pessoas acabam se encontrando e retomando seus sonhos. Mas muitas também se deparam com diversas dificuldades e, por conta disso, desistem de vez e arquivam seus desejos de outrora.
Se você também se sente perdido, se não sabe se suas escolhas estão no caminho certo, talvez esse artigo possa ajudá-lo nessa reflexão.

Por isso, o que sempre digo para meus pacientes e coachees é: observe seus próprios sentimentos. Eles irão te nortear sobre que caminho faz sentido para você mesmo. Porque uma vez que você começa a perseguir sua verdadeira paixão, você vai se sentir leve, cheio de energia e cheio de orgulho por ter vencido a si mesmo.
Para você, desejo uma excelente caminhada!

4 maneiras construtivas de lidar com as críticas

Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor
Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor
Se você faz parte de uma equipe de trabalho, uma família, uma turma de escola, uma vizinhança, então você já teve de passar por situações como essas:
- Já te criticaram por algo que você disse,
- Já te julgaram por algo que você fez (ou não fez),
- Já te criticaram por alguma opinião que você deu,
- Já te julgaram pelas amizades que você coleciona.

O tempo todo somos julgados por quem demonstramos ser, por nossas supostas falhas, por nossos erros reais. Mas, enquanto a vontade é a de virar as costas para quem nos julga ou nos critica, talvez essa seja exatamente a oportunidade que temos de crescer e amadurecer.

Tenho dito aqui nos artigos anteriores que as pessoas não estão em nossa vida por acaso. O mesmo pode-se dizer sobre as situações que vivenciamos. Sei que é terrível receber críticas ou ser julgado, mas podemos utilizar essas situações para construirmos tijolo por tijolo nossas forças e derrubarmos tijolo por tijolo nossas fraquezas.

Portanto, quando receber críticas, tente seguir os passos a seguir:


#1
Respire por um momento, defina seus limites, e responda, sem ficar na defensiva
A crítica, independentemente de boa ou má, pode nos afetar negativamente. Portanto, antes de reagir, respire por um momento e peça um tempo ao interlocutor para pensar a respeito da crítica. Explique que você ouviu o que foi dito, mas que não consegue digerir aqui e agora. Diga que gostaria de retomar a conversa assim que refletir sobre o assunto.

Se a crítica ocorre por texto (e-mail, whatsapp etc), tente não responder imediatamente. Afaste-se do texto, vá fazer outra atividade, tome um banho gostoso, faça qualquer outra coisa para refrescar seus pensamentos. Só depois de ter relaxado um pouquinho, esforce-se para responder da forma mais madura que conseguir, sem ficar na defensiva, sem ironias e sem provocar novo conflito. Tente aprender com o que lhe foi dito.


#2
Foque nos fatos, não no tom nem na forma que foi criticado ou julgado
Num mundo ideal, todos deveríamos ser mestres na maneira de nos comunicar com os demais, mas isso está longe de ser a realidade. Mesmo quando estamos com a melhor das intensões e com o melhor dos conselhos, uma má escolha de palavras pode colocar tudo a perder.

Da mesma forma, um feedback maldoso pode muito bem conter críticas construtivas e verdadeiras. Por isso é importante focar nos fatos, não no tom nem na forma. Concentre-se nas ideias do que lhe foi dito. Evite desperdiçar energia no sentimento de vitimização ou de auto-piedade. Canalize seus pensamentos e atitudes para construir algo positivo a partir daí.


#3
Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor, não como motivo para deixá-lo(a) para baixo
Quando passamos por alguma situação difícil, nossa melhor alternativa é usá-la para crescer e seguir adiante. Não é possível viver uma vida imune às críticas, isso faz parte da vida de qualquer um. E muitas delas, por mais doloridas que sejam, são até verdadeiras. É preciso ter humildade para ouvi-las.

Podemos usar a situação para nos motivas, para nos superar, para alcançar algum autoconhecimento sobre nossos erros, falhas, vacilos. 

Podemos escolher amadurecer, mesmo que não seja nada fácil.


#4
Entenda o ponto de vista de quem está criticando ou julgando
Entender o ponto de vista do interlocutor não significa concordar com ele. Significa entender por que ele pensa assim. Será que o contexto no o qual foi criado e educado foi diferente do seu? Será que a família que o criou passou que tipo de valores e princípios para ele(a)? Será que a pessoa vem de outra religião, outra cultura, outra época, outra cidade, outro país?

Se você perceber que a pessoa tem uma forma de enxergar o mundo bem diferente de você, talvez um caminho seja separar a mensagem em pontos a considerar e pontos a desconsiderar.

Não descarte todo o conteúdo da crítica, pois você pode aumentar ainda mais sua forma de enxergar o mundo, aumentando também sua zona de conforto.

E lembre-se: só é criticado aquele que aparece. Como diria o filósofo Elbert Hubbard, “para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.

Por que repetimos os mesmos sofrimentos?


Não importa em que tipo de relacionamento você se encontre, se familiar, afetivo, de amizade, profissional. Escuto esta pergunta o tempo todo: Mas, Alenne, por que eu continuo sofrendo pelos mesmos motivos? Atraindo o mesmo tipo de pessoas? Passando pelos mesmos problemas?
A resposta é bastante simples, embora sua solução demande um bocado de esforço:                             O responsável é seu Eu Machucado.
Todos nós temos dois EUs ou, se preferir, dois SELFs. Temos o Eu Machucado (ou Self Inferior) e o Eu Superior (ou Self Superior).
O Eu Machucado é sua parte incompleta, é sua porção que questiona seu valor próprio, que não se sente completo, se sente inferior. Seu Eu Machucado vive se perguntando por que você não é suficiente, por que não consegue isso ou aquilo, por que não merece o que deseja. É seu Eu Machucado que não se conforma em não ser amado.
Por outro lado, você também tem um Eu Superior. Talvez ele esteja mais próximo do que chamamos de alma. É sua parte ligada ao amor mais puro e verdadeiro, à sabedoria, à verdade, à sua paz interior. Seu Eu Superior sabe exatamente seu valor, conhece suas forças e aceita que você seja do jeitinho que você é. Este Eu Superior não precisa que outros nos valorizem, nos amem, nos reconheçam; ele já faz tudo isso por você. Ele reconhece sua completude em si mesmo.
Em muitos momentos, operamos a partir de um ou de outro. Mas muitos de nós operamos na maior parte do tempo a partir do Eu Machucado. Ou seja, acreditam que são inferiores, frágeis, incompletos e que precisamos de algo externo para compensar essa falta.
O Eu Machucado procura lá fora (nos outros, nas coisas, nos relacionamentos, no emprego, no dinheiro…) algo que te faça encontrar validação e reconhecimento. Ele acredita que quanto mais você tem (repito: um parceiro melhor, um emprego melhor, uma casa melhor, mais férias, mais dinheiro…) aí sim você será feliz.
Mas … o vazio não é preenchido e você nunca consegue essa felicidade pronta e sem fim.
Na verdade, nos primeiros momentos em que você obtém esse algo externo (dinheiro, amor, férias…) você até se sente muito animado, como se não precisasse de mais nada. É uma falsa completude, porque é da própria natureza do Eu Machucado: ele nunca se sente completo, nunca é o suficiente.
Portanto, quando você vive através da perspectiva do seu Eu Machucado, você está destinado a se sentir como se algo estivesse sempre faltando.
Em relacionamentos afetivos o Eu Machucado fica altamente ativo, pois é nos relacionamentos onde vivemos mais situações em que podemos experimentar sofrimento.
Todos nós já vivenciamos chateações, decepções, dores num relacionamento passado. Muitas vezes essa memória (tantas vezes inconsciente) é originada lá na infância, nos nossos primeiros relacionamentos (pai, mãe, responsáveis, avós, tios, irmãos, primos, professores, coleguinhas…).
Se uma ferida da infância ainda está ativa dentro de você, é provável que você atraia pessoas que lhe farão reviver esse mesmo sentimento. Quer um exemplo? Se você foi rejeitado, é possível que atraia relacionamentos que, no fim, te façam se sentir invisível, rejeitado, sem valor, abandonado.
Seu inconsciente está programado para atrair pessoas que ativam essas feridas. E você pode me perguntar: Mas Alenne, por que isso acontece? Até quando preciso passar por isso?
A razão para isso é simples e muitas vezes difícil e dolorida: Para você aprender com essa experiência e crescer.
Por exemplo, se você precisa desenvolver sua autoestima, é provável que você atraia todo tipo de pessoas que irão intimidá-lo, desvalorizá-lo, que serão agressivos com você, que irão se opor ao que você pensa e sente, que não reconhecerão o que você faz ou fez por elas. Essa, então, poderá ser sua oportunidade de praticar e desenvolver sua autoestima.
Sei que essa é justamente a parte mais dura de um processo terapêutico, justamente quando você se percebe nessa repetição. Inicialmente quando a repetição é inconsciente talvez você sofra menos. Mais difícil é quando já sabe as origens da repetição, quando já começou a se trabalhar, mas ainda se vê envolta nos mesmos sentimentos. Essa é a parte mais difícil de aceitar.
Mas tente pensar da seguinte forma: Você está repetindo essas experiências e sentimentos para que possa finalmente curar-se.
Você não vai conseguir curar qualquer coisa se não puder senti-la ou enxergá-la. Não podemos curar as coisas que são inconscientes! Essa sensação de desconforto tem de vir à tona para que você consiga crescer a partir disso, a partir do aprendizado.
E como você consegue crescer a partir dessas feridas?
Mais uma vez dou uma resposta simples, mas também difícil: Identificando-se com seu Eu Superior.
Lembra que falei que seu Eu Superior é aquela sua parte que conhece sua essência, sua verdade, seu valor? Pois é. Ele sabe o quanto você é inteligente, digno, capaz, poderoso, engraçado, justo, amoroso. É isso e mais ainda que seu Eu Superior sabe sobre você e ele quer (e quer muito!) que você também saiba disso.
Seu Eu Superior sabe que você é completo, é pleno. Ele também sabe que você tem defeitos (afinal, todos temos!), mas sabe que é justamente essa imperfeição que te faz humano.
Quando você se identifica com seu Eu Superior, sua compulsão por repetir os padrões do passado vão se dissipando. E, aos poucos, desaparece. Mas esse é um processo, não é um evento. Não ocorre em dias ou em meses, pode durar de meses a anos.
E por que demora? Por que tem de ser tão sofrido assim?
Outra resposta simples, mas difícil de encarar: Por que você passou anos e anos vivendo assim, repetindo essa ferida. E não é de um dia para o outro que tudo isso se dissipa. Há um processo que se inicia em tornar tudo isso consciente (o que dói), depois encarar essa realidade, trabalhar em cima dela, lutar contra as autossabotagens (pois o Eu Machucado luta ferozmente para se manter ativo e poderoso), reconhecer suas qualidades e defeitos, perceber seu valor e a capacidade de mudar de pequenas a grandes coisas… Enfim, o processo pode demorar. Mas só quem viveu um resultado concreto pode dizer o quanto vale a pena manter-se confiante.
Quando você acorda para a verdade maior do seu Eu Superior, de repente você percebe que essas pessoas “erradas” eram apenas “professores da vida real”. Eles estavam ali, não à toa, para te ensinarem a fazer as pazes com sua Criança Interior.
Sabe aquela frase “A gente cresce no amor e na dor”? Infelizmente, na maioria das vezes, a gente acaba aprendendo na dor. Mas embora seja sofrido, o ponto ao qual devemos nos apegar é justamente o aprendizado, e não a dor do processo.
Esteja certo de que seu Eu Superior está doido para que você lhe dê forças, para que ele possa te mostrar o quanto você tem valor, quem você realmente é, e o que você de fato merece.
Mas recuperar esse amor dentro de você não é um trabalho fácil. Há de se ter persistência para lutar com o Eu Machucado. Por isso sempre digo que é um processo que ocorre de dentro para fora. E não de fora para dentro. Para que isso aconteça, você precisa reconhecer em si um mínimo de valor. Só depois de um “eu mereço” é que você acabará indo em busca de auxílio para ressignificar esses padrões que, hoje, tanto te fazem mal.
Procure e persista. O resultado virá.

Psicoterapia pode ser a cura para problemas emocionais



A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo
A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo

Problemas emocionais e de relação são resolvidos com conhecimento científico da psicoterapia.

O sofrimento humano muitas vezes é menosprezado e as pessoas que sentem não sabem lidar com as dificuldades. Os sintomas podem surgir com um simples conflito, podendo ir até a transtornos psicopatológicos e crises existenciais.

Na psicoterapia a pessoa pode se desenvolver, amadurecer, se conhecer, sendo uma coisa que acontece naturalmente com cada indivíduo e que alguns sentem mais dificuldade.

A psicoterapia é constantemente utilizada no tratamento de pessoas com transtornos psicológicos, transtorno de personalidade, esquizoide, entre varias outras variações.

A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo, desenvolvendo resultados cada vez mais significativos. Geralmente os prazos de tratamento variam de pessoa para pessoa dependendo da gravidade do problema. Hoje a psicoterapia consegue resultados almejados em torno de 3 anos de tratamento