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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Metástase nos linfonodos

O que são metástases nos linfonodos (ou gânglios linfáticos)?

O câncer metastático se espalha a partir do local de origem para outra região do corpo.
O tumor causado por disseminação das células cancerosas para outras partes do corpo é chamado de metástase.

Propagação de câncer através do sistema linfático
Quando uma célula cancerosa se move através do sangue e do sistema linfático ou está diretamente em contato com outra região, se pode dividir e formar um novo tumor no corpo.
Muitas vezes a metástase interfere com as funções do órgão envolvido e causa sintomas e a mortalidade típica dos cânceres.
O sistema linfático desempenha um papel crucial na formação de metástases de alguns tipos de câncer.
O sistema linfático
O sistema linfático desempenha um papel importante no controle da circulação dos fluidos em todo o corpo.
Em particular o sistema linfático controla o fluxo da linfa, um líquido incolor que contém oxigênio, proteínas, açúcar (glicose) e linfócitos.
Existem algumas semelhanças e diferenças entre o sistema circulatório e o linfático.
Os pequenos vasos linfáticos se fundem naqueles maiores e esses grandes vasos chegam aos linfonodos.
Os linfonodos são pequenos órgãos em forma de feijão presentes em diferentes áreas do corpo.
Nos linfonodos ocorre a ativação e proliferação das células do sistema imunológico. Nesta vasta rede a linfa flui por todo o corpo, assim como o fornecimento de sangue.
Para diagnosticar a metástase é observado o movimento das células cancerosas no sistema linfático, especialmente os nódulos linfáticos.
Os vasos linfáticos são projetados para a entrada e saída de células do sistema imunológico e as células malignas podem passar facilmente.
Além disso o fluxo de linfa muito lento evita danos às células.
Os pesquisadores acreditavam que o tumor se espalha para o sistema linfático através da erosão das paredes dos vasos e que formasse as metástases após a drenagem passiva.
No entanto, as pesquisas mostram que para a propagação do tumor são necessárias interações específicas entre as células metastáticas e os vasos linfáticos.
A presença de metástases nos linfonodos próximos ao tumor primário indica que a doença se espalhou para órgãos distantes (indicador prognóstico significativo).

Diagnóstico de metástase para os linfonodos
Para avaliar a presença de metástases ao redor dos gânglios linfáticos, o médico irá realizar uma biópsia.
Neste procedimento são removidos cirurgicamente os gânglios linfáticos para verificar a presença de células cancerosas.
Os linfonodos podem ser positivos ou negativos para o câncer.
Dado que as vias de drenagem linfática de um tumor variam muito entre os pacientes também na mesma área, em 30% dos cânceres não é possível prever com precisão a migração para o linfonodo específico.
A melhoria nos exames instrumentais e no mapeamento do tumor é necessária para um adequado diagnóstico da metástase.
A análise dos gânglios linfáticos permite de escolher o tratamento mais adequado e para saber o prognóstico (expectativa de vida) do paciente.

Onde o câncer se espalha?
Os órgãos em que são formadas mais freqüentemente as metástases do tumor incluem ossos, fígado e pulmão.
Embora muitos tumores têm a capacidade de invadir diferentes partes do corpo, normalmente se espalham para uma região específica.
Órgãos em que normalmente se formam as metástases do tumor
Tumor primárioÓrgãos em que se formam as metástases
Bexiga (carcinoma da bexiga)Osso, fígado, pulmão
PulmãoGlândula supra-renal, osso, cérebro, fígado
RinsGlândula supra-renal, ossos, cérebro, fígado, pulmão
MamaOsso, cérebro, fígado, pulmão
Câncer ao cólon – retoFígado, pulmão, peritônio
PâncreasFígado, pulmão, peritônio
PróstataGlândula adrenal, osso, fígado, pulmão
OvárioFígado, pulmão, peritônio
MelanomaOssos, cérebro, fígado, pulmão, pele/músculo
Estômago (carcinoma gástrico)Fígado Pulmão, peritônio
ÚteroOssos, fígado. pulmão, peritônio, vagina
TireóideMetástases ósseas, pâncreas, doença hepática
FígadoPulmão, estômago, trato gastrointestinal e sistema linfático















O cérebro contém o tecido neural cerebral (parênquima) e as leptomenínges (as duas membranas internas – aracnóides e pia máter – das três meninges que envolvem o cérebro e a medula espinhal).
O espaço entre a aracnóide e a pia-máter contém o líquido cefalorraquidiano.
O pulmão inclui a parênquima (a estrutura do pulmão) e a pleura (a membrana que reveste os pulmões e a cavidade torácica).

Como se espalha o câncer?
Normalmente, a formação de metástases de tumor segue os seguintes passos:
  • Invasão local: as células tumorais invadem o tecido normal circundante.
  • Migração para os vasos: as células cancerosas invadem e passam através das paredes dos vasos sanguíneos e vasos linfáticos vizinhos.
  • Circulação: as células cancerosas se movem através do sistema linfático e a corrente sanguínea para outras partes do corpo.
  • Extravasamento: as células cancerosas param de se mover nos capilares à distância. Em seguida invadem as paredes capilares e migram para os tecidos circundantes (extravasamento).
  • Proliferação: as células cancerosas se multiplicam em uma area distante para formar pequenos tumores chamados micrometástases.
  • Angiogênese: as micrometástases estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos para o fornecimento de sangue.
Isto fornece oxigênio e nutrientes necessários para o crescimento do tumor.

Os tumores do sistema linfático ou do sangue já estão presentes nos vasos linfáticos, linfonodos ou os vasos sanguíneos e portanto não são necessárias todas essas etapas para a metástase.
Além disso no peito estão presentes dois pontos onde o sistema linfático entra na corrente sanguínea.
A capacidade de uma célula cancerosa de metastizar com sucesso pode depender de:
  1. Propriedade individual
  2. Propriedades das células saudavéis (incluindo as células do sistema imunológico), presentes na região de origem do tumor
  3. Propriedades das células do sistema linfático ou da circulação sanguínea e aquelas já presentes no local da metástase.

Sintomas das metástases nos linfonodos
As metástases aos linfonodos provocam inchaço e dor no ponto em que elas ocorrem.
As metástases podem ser parciais ou completas dependendo da extensão no órgão linfático.
inchaço dos gânglios linfáticos pode causar outros sintomas se eles estão muito inchados.
Por exemplo, os gânglios linfáticos no mediastino (toráx) também podem causar tosse falta de ar.
Os linfonodos superficiais podem ser vistos com uma ultrassonografia, mas para entender o que eles contêm serve uma biópsia, ou seja a remoção e análise laboratorial do linfonodo.
Alguns exemplos:
Melanoma
melanoma geralmente se origina na camada superior da pele, mas pode rapidamente penetrar em profundidade.
Então se espalha rapidamente através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.
As áreas mais afetadas pelo melanoma metastático são a pele, pulmões, cérebro, fígado e ossos.
Câncer de mama metastático
Também chamado de carcinoma de mama no IV estágio, este é o tipo mais avançado de câncer de mama. A metástase é uma massa que se forma quando as células cancerosas se espalharam do local do tumor original (no caso da mama) para diversas áreas corporais.
Estas células podem viajar através do sistema linfático ou dos vasos sanguíneos e unem-se em outro órgão do corpo.
Normalmente as metástases regionais se espalham para os tecidos circundantes da mama. Em vez as metástases a distância podem atingir outros órgãos tais como o fígado, pulmões e ossos.
O câncer de mama que se espalhou para os linfonodos axilares tem resultados de sobrevivência muito piores do que o tumor primário.

Câncer pancreático
Frequentemente o adenocarcinoma do pâncreas invade os primeiros linfonodos abdominais e provoca uma metástase hepática.
Pode recorrer e o prognóstico é pessímo
Menos de 5% dos pacientes sobrevivem até 5 anos após o diagnóstico.
Câncer de ovário
De acordo com o estadiamento “FIGO”, o câncer de ovário em fase III é caracterizado das metástase aos linfonodos.
O carcinoma ovariano com metástases para linfonodos inguinais (virilha) é raro.
O câncer de ovário que forma metástases nos linfonodos inguinais com os ovários de tamanho normal é extremamente raro.



Câncer testicular
câncer no testículo é raro e hoje com um diagnóstico precoce é derrotado na maioria dos casos.
Este tipo de câncer é definido seminoma se afeta as células que produzem os espermatozóides, enquanto o “não-seminoma” não afeta as células germinativas.
As metástases desse tumor são formados antes nos gânglios linfáticos abdominais (retroperitonial), em seguida no fígado e nos pulmões.
Câncer de cólon
O câncer cólon retal no primeiro e segundo estágio não induz a formação de metástases, mas no terceiro estágio se formam metástases nos linfonodos regionais.
O quarto estágio é caracterizado pela formação de metástases distantes, especialmente doença hepática e pulmonar ovaiche.
Linfonodo sentinela
A biópsia do linfonodo sentinela é um método confiável de amostra dos gânglios linfáticos afetados pela metástase.
Originalmente desenvolvido pelo melanoma, esta biópsia foi adaptada para aplicação em outras neoplasias malignas tais como câncer de mama.
Os linfonodos sentinela histologicamente positivos são capazes de prever as metástases a distância e representam os indicadores de prognóstico desfavorável, mesmo quando eles ocorrerem fora do grupo de linfonodos regionais.

Remoção do linfonodo no pescoço
A remoção dos linfonodos cervicais laterais ou supraclavicular é útil para o tratamento do tumor.
Pode ser relizado em 3 maneiras diferentes, dependendo da pessoa.
Quando existe um tumor maligno na vizinhança, a linfa transporta as células cancerosas que permanecem presas e crescem dentro do linfonodo.
Os tumores no pescoço e no cérebro que afetam os gânglios linfáticos estão espalhados ao longo do sistema linfático. A melhor maneira de se livrar deste problema é a remoção dos gânglios linfáticos.
O que é a remoção do linfonodo no pescoço?
Também è chamado de dissecação do pescoço. É a remoção dos gânglios linfáticos e tecidos circundantes da área afetada pelo tumor.
A extensão da parte removida depende da área em causa e a finalidade da cirurgia.
A detecção do linfonodo afetado pela tomografia computadorizada, ressonância magnetica e a tomografia com emissão de positrões (PET).
A remoção do linfonodo pode determinar a presença de células cancerosas no sistema linfático.
Dissecação do pescoço
Este procedimento pode durar 2 ou 4 horas, dependendo do tipo de dissecação e é realizada sob anestesia geral. A incisão ao longo da prega da pele é vertical em caso de dissecção radical modificada no pescoço.
Se identifica e se remove o linfonodo afetado.
A nível muscular se remover apenas o músculo esternocleidomastóideo.
A incisão é fechada com suturas de nylon ou grampos para a pele.
A operação deixa poucas cicatrizes que se claream com o tempo.
Após 6-10 dias os grampos e fios de sutura são removidos.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

10 dicas de nutrição para pacientes em tratamento do câncer

Não deixe a falta de apetite nem as náuseas atrapalharem a sua alimentação

Seja por meio de quimioterapiaradioterapia ou hormonioterapia, o tratamento do câncer pode provocar efeitos colaterais que interferem até na alimentação do paciente. "O tumor e o tratamento fazem o metabolismo da pessoa gastar mais energia e, ao mesmo tempo, perder o apetite, o que pode provocar desnutrição", contra o nutricionista Nivaldo Pinho. 

Junto a essa dificuldade, o tratamento pode causar náuseas, diarreia, falta de salivação, alteração no paladar e dificuldade de mastigar e digerir os nutrientes. A fim de amenizar esses efeitos, os cuidados na escolha dos alimentos e na forma de realizar as refeições devem ser redobrados. Anote o que especialistas em nutrição oncológica recomendam para garantir todos os nutrientes necessários e ter um corpo mais preparado para vencer essa doença.

Realce o paladar

Uma das primeiras mudanças que o paciente em tratamento do câncer nota é a modificação do paladar. O nutricionista Vitor Rosa, do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), conta que a quimioterapia e a radioterapia, quando realizada na região de cabeça e pescoço, destroem as células das glândulas salivares e papilas gustativas, o que diminui a salivação e a percepção do gosto dos alimentos. 

Especialistas também acreditam que o próprio tumor pode aumentar a produção de moléculas chamadas interleucinas, que estão presentes em processos inflamatórios. "Elas provocam alterações no sistema nervoso central, o que deixa um gosto metálico na boca", explica o nutricionista Nivaldo Pinho. 

Para deixar o paladar mais aguçado, procure enxaguar a boca com água ou chá de camomila antes das refeições. "Se não existirem feridas na boca, balas azedas ou ácidas e alimentos ácidos também realçam o paladar, assim como manjericão, orégano, hortelã e outros temperos naturais", aconselha Vitor Rosa. Já para aliviar o gosto metálico, substitua os talheres de metal por aqueles de plástico.

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resultado de exame de mama demora até um mês

Entre o pedido do exame e o resultado, paciente espera trinta dias


Dados inéditos do Sismama, novo sistema de informação sobre o câncer de mama no Brasil, mostram que, em um terço dos casos, a demora entre o pedido de mamografia diagnóstica e o resultado chega a 30 dias no sistema público de saúde. A mamografia diagnóstica é aquela feita quando há suspeita de câncer. 

Além disso, 22% dos exames de punção de nódulos para diagnóstico do câncer têm resultados insatisfatórios, o que pode indicar uma coleta inadequada.
A Sociedade Norte-Americana de Câncer recomenda prazo de 30 dias entre o paciente perceber um nódulo, fazer os exames, detectar o câncer e operá-lo, o que torna os resultados nacionais aquém dos considerados ideais para se evitar que a doença avance e seja mais difícil de ser tratada.
O estudo também revela que 45% das mamografias de rastreamento do câncer (para mulheres saudáveis) foram feitas por pessoas com menos de 50 anos, apesar de a indicação nesses casos poder trazer mais malefícios do que benefícios, em razão da radiação.
No caso das punções, a literatura científica registra exames insatisfatórios em até 20% dos casos - o que coloca a realidade nacional dentro do esperado. Estados como Bahia e Goiás, porém, registraram 37% e 38% de exames insatisfatórios.
O diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini considera, porém, que os prazos de espera até o momento para a mamografia são "bastante aceitáveis". O câncer de mama é o mais incidente na população feminina, quando descontados os tumores de pele não melanoma, e deve registrar 49 casos a cada 100 mil mulheres neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Reabilitação Funcional Pós Mastectomia

O período de recuperação de pacientes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.


A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a
recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e
da rigidez nas costas e no pescoço.

Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão
logo o médico autorize, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a cirurgia.
Inicialmente, os exercícios são leves e podem ser feitos na cama.
Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária.

No hospital, no dia seguinte ao da cirurgia


Mantenha o braço 20 cm afastado do corpo e a mão,
punho e cotovelo do lado operado apoiados sobre
um travesseiro, de modo a ficarem mais altos que
o ombro para evitar inchaço e diminuir a tensão.


Inicie movimentos suaves de dedos, punho, cotovelo e ombro assim
que seu médico permitir. Faça 10 séries em cada articulação, 3 vezes ao dia.
Se você fez a reconstrução, movimente tudo menos o ombro, faça também
movimentos com pé e joelhos e eleve de vez em quando o quadril.

Respiração profunda

É necessário e saudável praticar respiração profunda para aumentar a movimentação
do tórax, ajudar no relaxamento e na redução de tensões do corpo e mente:

  • Deite-se de costas, respire normalmente 3 vezes.
  • Respire profundamente enchendo os pulmões com o máximo de ar que puder. 
  • Segure o ar por alguns segundos e relaxe. 
  • Imagine suas tensões e preocupações saindo com o ar exalado. Repita 5 vezes.
  • Respire 3 vezes normalmente para finalizar.

No hospital

Você pode permanecer de 2 a 5 dias internada, período em que pode ficar
com as pernas flexionadas e elevadas no leito, conforme orientação médica.
É importante não forçar o ombro do lado operado nos primeiros dias,
mas cotovelos e mão podem ser movimentados normalmente.
Para não sentir dores nas costas, dobre e estique as pernas sempre que puder. 
Você pode levantar e abaixar o quadril mantendo os joelhos flexionados de 
forma a aliviar a pressão nas costas na cama.

Em casa

Procure fazer exercícios somente com os braços, deixando o restante do corpo relaxado.
Respire profundamente. Quando sentir algum desconforto, relaxe um pouco antes de
continuar os movimentos. Se possível faça os exercícios diante de um espelho, pois assim
você terá uma melhor visão de si mesma. Faça os exercícios duas vezes ao dia e aos poucos.
Aumente o número de repetições, começando por 5 até chegar ao máximo de 15 vezes.
Fique de pé, procure deixar a cabeça reta, os braços soltos ao lado 
do corpo. Separe os pés um pouco e procure deixá-los um ao lado 
do outro. Deixe as costas retas, alinhadas e relaxadas, encoste a 
nuca e as nádegas na parede.
Movimentos de relaxamento

Movimento pendular: em pé, próxima de uma parede, dobre seu corpo até que o braço do lado não operado encoste-se à parede com um apoio. Solte bem o outro braço e balance para frente e para trás, de um lado para outro.
Girando a cabeça: deixe os ombros e 
braços bem soltos do lado do corpo e gire 
a cabeça imaginando desenhar um círculo 
bem amplo com o topo da cabeça, para
um lado e para outro. 
Repita 3 vezes para cada lado.
Girando o ombro: em pé, deixe os 
braços soltos e gire o ombro imaginando
desenhar um círculo. Primeiro para frente
e depois para trás. 
Repita o exercício 3 vezes para cada lado.

Movimentos de abertura

Elevando o braço:
Fique em pé próximo à parede, mas não muito perto dela. 
Toque a parede com os dedos do lado operado e vá 
subindo 3 vezes, com movimento dos dedos, lentamente, 
até o ponto máximo que você conseguir, 
conte até 10 e abaixo o braço.


Abrindo o braço:

Fique em pé, coloque o braço do lado operado
voltado para a parede. Vá subindo com os 
dedos até o ponto máximo que você conseguir, 
conte até 10, e coloque o braço no ombro 
contralateral, descanse.


Alcançando a orelha oposta:
Fique em pé com as mãos ao longo do corpo. 
Coloque a mão do lado operado sobre a cabeça, 
tente alcançar a orelha do lado oposto passando 
o braço por cima da cabeça. Conte até 10, relaxe.

Alcançando as costas:
Coloque o braço nas costas. Mantendo-se reta, dobre o cotovelo, levando a mão para cima e para baixo.
Eleve os braços estendidos lateralmente até a altura dos ombros. Com a palma das mãos para cima, dobre os cotovelos tentando colocar as mãos na nuca.
Eleve o braço lateralmente com a palma da mão para baixo. Tente alcançar o ombro do lado oposto, mantendo o cotovelo na altura do nariz.
Polia:
Passe uma corda ou barbante por cima de uma barra de chuveiro, varal ou sobre a porta. Sente-se e segure as pontas com as mãos, estique-as para frente, puxe alternadamente, para cima e para baixo, ajudando a abrir o braço afetado com o braço bom. Também pode ser feito com os braços esticados ao lado do corpo.

Bastão:
Segurando o bastão em frente
ao corpo, eleve os braços até a 
altura dos ombros. 
Volte à posição inicial.
Segurando o bastão atrás do corpo, 
dobre os cotovelos lateralmente, 
levando-o até a altura da cintura, 
sem dobrar os punhos. 
Volte à posição inicial. Deixe o bastão 
sempre bem junto ao corpo.
Segurando o bastão em frente ao corpo, 
eleve os braços sem dobrar os
cotovelos, até acima da cabeça. 
Dobrando os cotovelos lateralmente,
tente colocar o bastão na nuca.


Amassando a bolinha:
Você pode ficar de pé ou deitada com os braços
elevados acima do ombro. Este exercício pode
ser feito a qualquer hora do dia.

Na posição de sua escolha, aperte uma bolinha
de borracha 20 vezes (2 vezes ao dia)
contraindo todos os músculos do braço.
Mantendo por três segundos cada contração.




Exercícios especiais
Deite-se, entrelace os dedos das mãos,
mantendo os cotovelos esticados.
Eleve os braços a partir da barriga até
o chão no alto da cabeça, pare nesta posição, respire fundo, conte até 5 e volte.
Repita 10 vezes.
Deite-se de lado com o braço operado
para cima ao longo do corpo e a mão
encostada no quadril. Levante o braço
até tocar o chão acima de sua cabeça.
Pare com a mão nesta posição,
conte até 5 e volte. Repita 10 vezes.



Atividades da vida cotidiana


Higiene:
Pentear os cabelos ajuda muito na 
recuperação. No começo, se este 
movimento, for difícil, faça-o sentada, 
apoiando o cotovelo em uma mesa, 
para aliviar o peso do braço. 
Com o tempo faça sem o apoio.

Vestuário:

Comece sempre vestindo uma blusa
ou camiseta pelo lado operado, tendo
o outro braço como ajudante.
Para despir, deixe o braço do lado
operado por último.
Procure carregar a bolsa do lado que
não foi operado.
É importante não carregar muito peso.


Atividades domésticas:

Ao lavar e pendurar roupas, 
comece com as peças leves como meias, 
lenços e calcinhas, aumentando o volume 
aos poucos,mas fazendo tudo sem pressa 
e com atenção.

Ao passar roupas, faça com o lado 
operado com muito cuidado para não 
se queimar. Se o braço cansar, pare e descanse.



Trabalho e lazer:

Os trabalhos manuais podem ser realizados 
desde que os braços sejam movimentados a
 cada 20 minutos para que relaxem.



Esporte:

Com a movimentação do ombro normalizada, pratique alguns esportes como hidroginástica, natação, yoga, danças de salão e ginástica. Todos com intensidade moderada.

Como fazer o autoexame da mama

Para fazer o autoexame da mama é necessário seguir três passos principais que incluem fazer observação em frente ao espelho, palpar a mama de pé e repetir a palpação deitada.
O autoexame da mama deve ser feito uma vez por mês, todos os meses, 3 a 5 dias após o aparecimento da menstruação ou em uma data fixa nas mulheres que já não têm menstruação.
Todas as mulheres após os 20 anos, com caso de câncer na família, ou com mais de 40 anos, sem caso de câncer na família, devem realizar o auto exame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama.

Passo-a-passo para fazer o autoexame da mama

Para fazer corretamente o autoexame da mama é importante fazer a avaliação em frente ao espelho, em pé e deitada, seguindo os seguintes passos:
1. Observação com braços caídos1. Observação com braços caídos
2. Observação com braços levantados2. Observação com braços levantados
3. Observação com mãos na anca3. Observação com mãos na anca

1. Como fazer a observação em frente ao espelho

Para se fazer a observação em frente ao espelho deve-se ficar retirar toda a roupa e observar seguindo o seguinte esquema:
  1. Primeiro, observar com os braços caídos;
  2. Depois, levantar os braços e observar as mamas;
  3. Por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama.
Durante a observação é importante avaliar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas é recomendado consultar o ginecologista.
4. Posição para fazer autoexame4. Posição para fazer autoexame
5. Movimentos para fazer autoexame5. Movimentos para fazer autoexame
6. Espremer os mamilos6. Espremer os mamilos

2. Como fazer a palpação de pé

A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso deve-se:
  1. Levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça como mostra a imagem 4;
  2. Palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita usando os movimentos da imagem 5;
  3. Repetir estes passos para a mama do lado direito.
A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido, como mostra a imagem 6.

3. Como fazer a palpação deitada

Para se fazer a palpação deitada deve-se:
  1. Deitar e colocar o braço esquerdo na nuca, como mostra a imagem 4;
  2. Colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para ser mais confortável;
  3. Palpar a mama esquerda com a mão direita, como mostra a imagem 5.
Estes passos devem ser repetidos na mama direita para terminar a avaliação das duas mamas. Caso seja possível sentir alterações que não estavam presentes no exame anterior é recomendado consultar o ginecologista para fazer exames diagnóstico e identificar o problema.

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