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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quimioterapia

A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.

O primeiro quimioterápico antineoplásico foi desenvolvido a partir do gás mostarda, usado nas duas Guerras Mundiais como arma química. Após a exposição de soldados a este agente, observou-se que eles desenvolveram hipoplasia medular e linfóide, o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. A partir da publicação, em 1946, dos estudos clínicos feitos com o gás mostarda e das observações sobre os efeitos do ácido fólico em crianças com leucemias, verificou-se avanço crescente da quimioterapia antineoplásica. Atualmente, quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica. Os avanços verificados nas últimas décadas, na área da quimioterapia antineoplásica, têm facilitado consideravelmente a aplicação de outros tipos de tratamento de câncer e permitido maior número de curas.


Mecanismos de ação e classificação das drogas antineoplásicas
Os agentes utilizados no tratamento do câncer afetam tanto as células normais como as neoplásicas, porém eles acarretam maior dano às células malignas do que às dos tecidos normais, devido às diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares. Os citotóxicos não são letais às células neoplásicas de modo seletivo. As diferenças existentes entre o crescimento das células malignas e os das células normais e as pequenas diferenças bioquímicas verificadas entre elas provavelmente se combinam para produzir seus efeitos específicos.

O ADN, material genético de todas as células, age como modelador na produção de formas específicas de ARN transportador, ARN ribossômico e ARN mensageiro e, deste modo, determina qual enzima irá ser sintetizada pela célula. As enzimas são responsáveis pela maioria das funções celulares, e a interferência nesses processos irá afetar a função e a proliferação tanto das células normais como das neoplásicas. A maioria das drogas utilizadas na quimioterapia antineoplásica interfere de algum modo nesse mecanismo celular, e a melhor compreensão do ciclo celular normal levou à definição clara dos mecanismos de ação da maioria das drogas. Foi a partir dessa definição que Bruce e col.(1969) classificaram os quimioterápicos conforme a sua atuação sobre o ciclo celular em:
 • Ciclo-inespecíficos - Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo, como, por exemplo, a mostarda nitrogenada.
• Ciclo-específicos - Os quimioterápicos que atuam somente nas células que se encontram em proliferação, como é o caso da ciclofosfamida.
• Fase-específicos - Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular, como, por exemplo, o metotrexato (fase S), o etoposídeo (fase G2) e a vincristina (fase M).
 


Tipos e finalidades da quimioterapia
A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos. O uso de drogas isoladas (monoquimioterapia) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas, na maioria dos tumores, sendo atualmente de uso muito restrito.
A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular, utilizar a ação sinérgica das drogas, diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas e promover maior resposta por dose administrada.
A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia. De acordo com as suas finalidades, a quimioterapia é classificada em:
 • Curativa - quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor, como nos casos de doença de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas de testículo, coriocarcinoma gestacional e outros tumores.
• Adjuvante - quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à distância. Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama operado em estádio II.
• Neoadjuvante ou prévia - quando indicada para se obter a redução parcial do tumor, visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia. Exemplo: quimioterapia pré-operatória aplicada em caso de sarcomas de partes moles e ósseos.
• Paliativa - não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente. É o caso da quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão.
 

Toxicidade dos quimioterápicos

Os quimioterápicos não atuam exclusivamente sobre as células tumorais. As estruturas normais que se renovam constantemente, como a medula óssea, os pêlos e a mucosa do tubo digestivo, são também atingidas pela ação dos quimioterápicos. No entanto, como as células normais apresentam um tempo de recuperação previsível, ao contrário das células anaplásicas, é possível que a quimioterapia seja aplicada repetidamente, desde que observado o intervalo de tempo necessário para a recuperação da medula óssea e da mucosa do tubo digestivo. Por este motivo, a quimioterapia é aplicada em ciclos periódicos.
Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como mielode-pressão, alopecia e alterações gastrintestinais (náuseas, vômitos e diarréia).
As doses para pessoas idosas e debilitadas devem ser menores, inicialmente, até que se determine o grau de toxicidade e de reversibilidade dos sintomas indesejáveis.
O quadro abaixo mostra exemplos de efeitos tóxicos dos quimioterápicos, conforme a época em que se manifestam após a aplicação.
Precoces*
(de 0 a 3 dias)
Imediatos
(de 7 a 21 dias)
Tardios
(meses)
Ultra-Tardios
(meses ou anos)
• Náuseas
• Vômitos
• Mal estar
• Adinamia
• Artralgias
• Agitação
• Exantemas
• Flebites
• Mielossupressão granulocitopenia plaquetopenia anemia
• Mucosites
• Cistite hemorrágica devida à ciclofosfamida
• Imunossupressão
• Potencialização dos efeitos das radiações devida à actinomicina D, à adriamicina e ao 5-fluoruracil
• Miocardiopatia devida aos antracícliclos e outros
• Hiperpigmentação e esclerodermia causadas pela bleomicina
• Alopecia
• Pneumonite devida à bleomicina
• Imunossupressão
• Neurotoxidade causada pela vincristina, pela vimblastina e pela cisplatina
• Nefrotoxidade devida à cisplatina
• Infertilidade
• Carcinogênese
• Mutagênese
• Distúrbio do crescimento em crianças
• Seqüelas no sistema nervoso central
• Fibrose/cirrose hepática devida ao metotrexato
* Síndrome da toxicidade precoce (Delgado 1983)
A cada dia, medicamentos novos são postos à disposição dos oncologistas visando à redução da toxicidade dos quimioterápicos (mesna, por exemplo), à manutenção da quimioterapia (fatores de crescimento hematopoético e antieméticos, por exemplo), e a intensificação dos quimioterápicos (ácido folínico, por exemplo). O transplante de medula óssea também tem permitido superar o problema da toxicidade hematológica da quimioterapia como fator limitante do tratamento, a par de consitutuir-se ele próprio em um método terapêutico de doenças hematológicas. É preciso salientar, porém, que a maioria desses medicamentos e métodos tem se mostrado inacessível à maioria dos pacientes, mais por seus custos do que por sua disponibilidade (comercial, institucional ou de doadores de órgãos); além do que eles também se acompanham de efeitos tardios ainda não totalmente conhecidos nem bem controlados.


Critérios para aplicação da quimioterapia
Para evitar os efeitos tóxicos intoleráveis dos quimioterápicos e que eles ponham em risco a vida dos pacientes, são obedecidos critérios para a indicação da quimioterapia.

Esses critérios são variados e dependem das condições clínicas do paciente e das drogas selecionadas para o tratamento.
A seguir, são listados alguns requisitos ideais para a aplicação da quimioterapia:

Condições gerais do paciente:
 • menos de 10% de perda do peso corporal desde o início da doença;
• ausência de contra-indicações clínicas para as drogas selecionadas;
• ausência de infecção ou infecção presente, mas sob controle;
• capacidade funcional correspondente aos três primeiros níveis, segundo os índices propostos por Zubrod e Karnofsky.
 
Contagem das células do sangue e dosagem de hemoglobina. (Os valores exigidos para aplicação da quimioterapia em crianças são menores.):
 Leucócitos > 4.000/mm³
Neutrófilos > 2.000/mm³
Plaquetas > 150.000/mm³
Hemoglobina > 10 g/dl
 
Dosagens séricas:
 Uréia < 50 mg/dl
Creatinina < 1,5 mg/dl
Bilirrubina total < 3,0 mg/dl
Ácido Úrico < 5,0 mg/dl
Transferasses (transaminases) < 50 Ul/ml
 

Ressalte-se que esses critérios não são rígidos, mas devem ser adaptados às características individuais do paciente e do tumor que o acomete.
Avaliação da capacidade funcional
NíveisCritérios
ZUBRODKARNOFSKY
0100-90%Paciente assintomático ou com sintomas mínimos
189-70%Paciente sintomático, mas com capacidade para o atendimento ambulatorial
269-50%Paciente permanece no leito menos da metade do dia
349-30%Paciente permanece no leito mais da metade do dia
429-10%Paciente acamado, necessitando de cuidados constantes


Resistência aos quimioterápicos
A maior falha da quimioterapia antineoplásica é devida à resistência às drogas. Esta resistência ocorre ou porque as populações celulares desenvolvem nova codificação genética (mutação) ou porque são estimuladas a desenvolver tipos celulares resistentes ao serem expostas às drogas, o que lhes permite enveredar por vias metabólicas alternativas, através da síntese de novas enzimas. É também observada resistência nos casos em que o tratamento é descontinuado, quando a população tumoral é ainda sensível às drogas, em que a quimioterapia é aplicada a intervalos irregulares e em que doses inadequadas são administradas. A partir dos anos setenta, tem se detectado, em laboratório, um tipo de resistência cruzada apresentada por linhagens celulares, entre quimioterápicos diversos, cuja característica comum é serem derivados de produtos naturais. Este tipo de fenômeno passou a ser denominado "resistência a múltiplas drogas" e está relacionado à diminuição da concentração intracelular do quimioterápico e a presença de uma glicoproteína, ligada à membrana plasmática, a glicoproteína 170-P.
É interessante deduzir-se que é possível reverter o mecanismo de resistência a partir do uso de compostos que inativem a glicoproteína 170-P. Alguns deles já são conhecidos, porém ainda encontram-se sob estudos clínicos.É necessário enfatizar a vantagem de iniciar-se a quimioterapia quando a população tumoral é pequena, a fração de crescimento é grande e a probabilidade de resistência por parte das células com potencial mutagênico é mínima. Estas são as condições ideais para se proceder à quimioterapia adjuvante.


Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer
Os agentes antineoplásicos mais empregados no tratamento do câncer incluem os alquilantes polifuncionais, os antimetabólitos, os antibióticos antitumorais, os inibidores mitóticos e outros. Novas drogas estão sendo permanentemente isoladas e aplicadas experimentalmente em modelos animais antes de serem usadas no homem.

Alquilantes
 
São compostos capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil. Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar, fenômeno este indispensável para a replicação. Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico.
Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer, eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular. As principais drogas empregadas dessa categoria incluem a mostarda nitrogenada, a mostarda fenil-alanina, a ciclofosfamida, o bussulfam, as nitrosuréias, a cisplatina e o seu análago carboplatina, e a ifosfamida.
 

Antimetabólitos
 
Os antimetabólitos afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do ADN e do ARN. Deste modo, impedem a multiplicação e função normais da célula. Esta inibição da biossíntese pode ser dirigida às purinas (como é a ação dos quimioterápicos 6-mercaptopurina e 6-tioguanina), à produção de ácido timidílico (5-fluoruracil e metotrexato) e a outras etapas da síntese de ácidos nucléicos (citosina-arabinosídeo C). Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). A duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média de destruição destas células, as quais são impedidas de entrar em mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S. Como pode ser deduzido, as diferenças entre a cinética celular de cada tipo de tumor pode ter considerável efeito na clínica, tanto na indicação quanto no esquema de administração desses agentes.
 

Antibióticos
 
São um grupo de substâncias com estrutura química variada que, embora interajam com o ADN e inibam a síntese deste ácido ou de proteínas, não atuam especificamente sobre uma determinada fase do ciclo celular. Apesar de apresentarem tal variação, possuem em comum anéis insaturados que permitem a incorporação de excesso de elétrons e a conseqüente produção de radicais livres reativos. Podem apresentar outro grupo funcional que lhes acrescenta novos mecanismos de ação, como alquilação (mitomicina C), inibição enzimática (actinomicina D e mitramicina) ou inibição da função do ADN por intercalação (bleomicina, daunorrubicina, actinomicina D e adriamicina e seus análogos mitroxantona e epirrubicina). Como todos os quimioterápicos, os antibióticos atuam tanto sobre as células normais como sobre as malignas. Por isso, também apresentam efeitos colaterais indesejáveis.
 

Inibidores mitóticos
 
Os inibidores mitóticos podem paralisar a mitose na metáfase, devido à sua ação sobre a proteína tubulina, formadora dos microtúbulos que constituem o fuso espiralar, pelo qual migram os cromossomos. Deste modo, os cromossomos, durante a metáfase, ficam impedidos de migrar, ocorrendo a interrupção da divisão celular. Esta função tem sido útil na "sincronização" das células quando os inibidores mitóticos são combinados com agentes específicos da fase S do ciclo. Devido ao seu modo de ação específico, os inibidores mitóticos devem ser associados a outros agentes para maior efetividade da quimioterapia. Neste grupo de drogas estão incluídos os alcalóides da vinca rósea (vincristina, vimblastina e vindesina) e os derivados da podofilotoxina (o VP-l6, etoposídeo; e o VM-26, teniposídeo).
 

Outros agentes
 
Algumas drogas não podem ser agrupadas em uma determinada classe de ação farmacológica. Entre elas, destacam-se a dacarbazina, indicada no tratamento do melanoma avançado, sarcomas de partes moles e linfomas; a procarbazina, cujo mecanismo de ação não foi ainda completamente explicado, e que é utilizada no tratamento da doença de Hodgkin; a L-asparaginase, que hidrolisa a L-asparagina e impede a síntese protéica, utilizada no tratamento da leucemia linfocítica aguda.
É necessário ressaltar que a quimioterapia antineoplásica requer, por sua complexidade, profissional devidamente capacitado para a sua indicação e aplicação. Ela deve ser empregada e supervisionada por especialista bem treinado nas áreas da oncologia médica e/ou pediátrica e que disponha de condições físicas e materiais adequadas para a sua administração. É necessário que o oncologista clínico mantenha-se atualizado com o constante lançamento, no mercado, de novas drogas para uso em oncologia.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Saiba quais são os sinais de câncer de pele

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que inclui as principais características que, normalmente, aparecem nas manchas, pintas e sinais do câncer. Elas são:
  1. Assimetria da lesão: uma metade é muito diferente da outra, pode ser sinal de câncer;
  2. Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.
Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.
Principais características do câncer de pele Principais características do câncer de pele
A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.
Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observaar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer e, por isso, inlcuem:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:
  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

Carcinoma espinocelular
Carcinoma espinocelular

Carcinoma Basocelular - comum no rosto
Carcinoma Basocelular - comum no rosto

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo.

Quando ir no médico

Deve-se ir no dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada, do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.
O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. Veja como pode ser feito oTratamento para câncer de pele.

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.
Melanoma maligno com diferentes coresMelanoma maligno com diferentes cores
Melanoma maligno com cascaMelanoma maligno com casca
O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma.

Quando ir no médico

Deve-se ir no dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada, do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.
O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. Veja como pode ser feito oTratamento para câncer de pele.





Saiba quais os tipos de câncer mais comuns entre as mulheres



Ainda hoje o câncer é considerado uma doença que desperta medos e desesperos para as pessoas diagnosticadas, mesmo sendo uma doença muito comum nos dias atuais.
Dia 28/05 é o Dia Internacional pela Saúde da Mulher. Uma data para nos lembrar sempre que devemos estar em dias com nossa saúde e procurar um médico ao menor sinal de quebra de rotina do seu corpo. Por isso, nesta data fazemos um alerta às mulheres sobre o risco do câncer e sobre a necessidade da detecção precoce para evitar complicações.
Para você ter uma ideia, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a segunda causa de morte natural no país. Na sua frente estão apenas os problemas cardíacos.
Os cânceres de mama, ovário, pele, útero e colorretal são os que se manifestam com mais frequência nas mulheres. Por tanto, para esclarecer melhor cada um e alertar sobre seus riscos, separamos algumas informações sobre eles.

Câncer de mama

É mais comum após os 30 anos, sendo ainda mais frequente a partir dos 50 anos. A mamografia é o exame indicado para detecção da doença, principalmente a partir dos 40 anos. Um dos hábitos que os médicos estimulam é o autoexame dos seios. Você pode examinar seus seios rotineiramente, usando os dedos para vasculhar, delicadamente, as mamas. Se você notar um espessamento da pele das mamas, secreção saindo dos mamilos ou nódulos, procure seu médico imediatamente.
Saiba que aproximadamente 1 em cada 5 sobreviventes do câncer no mundo diagnosticados nos últimos cinco anos é uma mulher que teve câncer de mama.

Câncer colorretal

O segundo tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil é o de cólon (uma parte do intestino grosso) e do reto. Os tumores crescem na região a partir de pólipos, um tipo de lesão que geralmente não evolui para o câncer e que é facilmente tratável. Fique atenta para dores no estômago e diarreias constantes, além de sangramentos nas fezes.

Câncer do colo do útero

Como é causado pela infecção persistente pelo vírus HPV, o governo brasileiro tem investido em vacinas contra o vírus para prevenir novos casos. A infecção persistente pelo HPV é responsável por quase todos os cânceres de colo do útero e por inúmeros outros cânceres: vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.
Muitas mulheres são infectadas pelo HPV, mas não desenvolvem câncer. Em outros casos, entretanto, há alterações nas células do útero, que podem evoluir para a doença. Evite o câncer do colo do útero fazendo exames de Papanicolau, que pode detectar essas alterações e possibilitar o tratamento no início. As chances de cura são altas, sobretudo nos primeiros estágios da doença.

Câncer de pele não melanoma

Talvez por causa do sol intenso, o câncer de pele é o mais comum no Brasil. É mais comum em quem tem mais de 40 anos e em pessoas com a pele muito clara, que não se protegem adequadamente dos raios solares. Previna-se evitando os horários em que o sol está mais forte (das 10h às 16h), usando o protetor solar adequado ao seu tom de pele.

Câncer de ovário

Ele é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e também o mais fatal. Mulheres com histórico de outros casos de câncer na família, que tenham tomado estrogênio por mais de dez anos e que nunca tiveram filhos podem fazer parte do grupo de risco. Consulte o seu ginecologista para saber quais são as melhores medidas preventivas, já que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário.
Segundo o Inca, no Brasil, a estimativa para 2016 é de 6.150 mulheres diagnosticadas com a doença, e ao menos 3.330 mortes. Os sintomas do câncer de ovário são discretos e tardios, ou seja, costumam aparecer apenas quando a doença já está em estágio avançado e espalhou-se por boa parte do aparelho reprodutor.

AUTO EXAME DA BOCA. Saiba como verificar a sua boca e surgimento de anormalidades.



Cuidados com a boca: Autoexame

Previna-se contra o câncer de boca, reduzindo o fumo e o álcool e fazendo uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes.


1. Lave bem a boca e remova próteses dentárias, se for o caso. Olhe atentamente a boca, sob luz adequada, e palpe as diversas regiões do céu da boca, língua, lábios e gengiva. Os tabagistas e etilistas devem estar ainda mais atentos e fazer o autoexame com frequência.
2. De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço e examine se há algum sinal que não tenha notado anteriormente. Toque suavemente com as pontas dos dedos todo o rosto e procure por sinais e nódulos até então desconhecidos.
3. Observe também se o seu rosto está com os dois lados do mesmo tamanho.
4. Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação. Observe se os lábios estão mais avermelhados ou esbranquiçados em algum ponto.autoexame de boca
5. Com a ponta do dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a sua parte interna. Faça isso nos dois lados.
6. Com a ponta do dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.
7. Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
8. Incline a cabeça para trás e, abrindo a boca o máximo possível, examine atentamente o céu da boca. Palpe com o dedo indicador todo o céu da boca. Em seguida, diga ÁÁÁÁ... e observe o fundo da garganta.
9. Ponha a língua para fora e observe a parte de cima. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxando a língua para a esquerda, observe o lado esquerdo da mesma. Repita o procedimento para o lado direito.autoexame de boca10. Observe se a língua está mais esbranquiçada ou avermelhada em algum ponto ou machucada. Sinta se algum local da língua dói mais do que outros quando você passa o dedo ou escova os dentes.autoexame de boca
11. Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano. Apalpe-a em toda a sua extensão com os dedos indicador e polegar da outra mão.
12. Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferenças entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, palpando com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas.autoexame de boca
13. Finalmente, introduza o polegar por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.

O que procurar?
• Mudanças na aparência dos lábios e da porção interna da boca, endurecimentos, caroços, feridas, sangramentos, inchações e áreas dormentes.
• Mudança de coloração.
• Áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras ou pontes móveis).
• Feridas que não cicatrizam em duas semanas.
• Dentes quebrados ou amolecidos.

Recomendações
• Faça o autoexame da boca mensalmente.
• Se notar alguma anormalidade, procure imediatamente um dentista ou um médico especialista (Cirurgião de Cabeça e Pescoço).
• Ao observar alterações na fala e na deglutição, por mais de 15 dias consecutivos, procure orientação médica.
Juntos na luta contra o câncer.
Abril. Mês de Conscientização sobre o câncer de boca.