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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ansiedade e depressão em pacientes com câncer


É bastante comum de encontrar pessoas portadoras de câncer ansiosas ou deprimidas, no entanto, quando o paciente se encontra alterado emocionalmente por longos períodos de tempo ou tem dificuldades para realizar suas atividades rotineiras essa pessoa pode estar com depressão clínica ou ansiedade grave que requerem de atenção e tratamento imediato.
 
A família e os amigos devem estar atentos aos sintomas de angústia que o paciente pode apresentar, e ao notar sintomas de ansiedade ou depressão devem ajudar à pessoa a procurar atendimento médico especializado. A participação da família é muito importante nesse momento.

 A ansiedade e a depressão podem ser tratadas com medicamentos e psicoterapia, o objetivo do tratamento é que o paciente portador de câncer se sinta melhor e aumente sua qualidade de vida.

Entenda o que são Cuidados Paliativos

Os cuidados paliativos são a atenção que se oferece ao paciente para tratar os sintomas provocados pela doença, aliviar o sofrimento e melhorar sua qualidade de vida.
Os cuidados paliativos são proporcionados em todas as etapas da doença e não somente na fase final da vida do paciente, cuidados paliativos não são de maneira alguma sinônimo de "não há mais nada a fazer” lembre-se que sempre existe algo que pode ser feito.
Falar sobre câncer avançado pode ser difícil sobre tudo porque todas as pessoas diagnosticadas com a doença esperam que ela seja curada e quando isto não ocorre é muito difícil pensar na própria vida como uma possibilidade de finitude.
Em alguns casos o câncer avança e as opções de tratamento se tornam limitadas, nessa circunstância a equipe médica está encarregada de orientar acerca das possibilidades existentes incluindo orientações sobre o fim da vida.
O tratamento provavelmente continuará, no entanto talvez já não com o intuito de cura e sim de controle dos sintomas provocados pela doença oferecendo ao paciente uma melhor qualidade de vida.
 
Quando os sintomas da doença aumentam o foco do tratamento começa a mudar para o controle dos sintomas com o objetivo do pacientes se sentir melhor e mais confortável.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A psicodiagnóstico usam métodos para ajudar pacientes em fase de tratamento

No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista
No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista

Psicodiagnóstico é considerada a área de entrada para um possível tratamento onde se compreendem a personalidade de cada paciente, e para que isso seja realizado usam se de métodos de entrevista semidirigida, técnicas projetivas.

No psicodiagnóstico é feito uma breve entrevista na qual, no momento dessas conversar com o paciente, o psicólogo ele passa há descobrir um pouco mais sobre o cliente.

Segundo VAN KOLCK (1984), as técnicas projetivas devem ser consideradas como um instrumento para o diagnóstico psicológico. Ele defende que uma técnica não vai trazer em si o diagnóstico, mas poderá representar importante contribuição. Outros procedimentos como observação e entrevistas, também devem ser considerados.

Como diz Almeida & Prado (1999), "As entrevistas são um instrumento de grande importância nesse processo, pois a partir delas buscamos conhecer tanto a vida do paciente, quanto os dados sobre o seu estado mental naquele momento. Têm como objetivos a investigação, o diagnóstico, a psicoterapia e o prognóstico.".

O processo da psicodiagnósticos pode levar em média de cinco a seis sessões, pois são testes complicados, indicações terapeutas na qual beneficia tanto o paciente e a família. Entretanto como se diz Almeida – Prado "O psicodiagnóstico deve ser valorizado por favorecer a abertura de um espaço para reflexão, espaço interno essencial para manter a experiência viva."

Estou perdido ou (de fato) seguindo minha verdade?

 
 Todos os dias ouço histórias de pessoas que deixaram de lado seus sonhos porque não tiveram tempo, energia ou coragem suficientes para prosseguir.
Ouço também aqueles que estão perdidos, presos numa vida que não lhes traz muito sentido, que não parece estar alinhada com quem de fato eles são. E acabam experimentando sentimentos de ansiedade e confusão.
Mas como ter uma pista sobre estar ou não seguindo o caminho que é seu de verdade? Como saber se as escolhas que faço hoje estão alinhadas com quem eu sou? Como saber se estou só seguindo uma roda viva ou se estou criando meu próprio caminho?
Ao iniciar essas reflexões, muitas dessas pessoas acabam se encontrando e retomando seus sonhos. Mas muitas também se deparam com diversas dificuldades e, por conta disso, desistem de vez e arquivam seus desejos de outrora.
Se você também se sente perdido, se não sabe se suas escolhas estão no caminho certo, talvez esse artigo possa ajudá-lo nessa reflexão.

Por isso, o que sempre digo para meus pacientes e coachees é: observe seus próprios sentimentos. Eles irão te nortear sobre que caminho faz sentido para você mesmo. Porque uma vez que você começa a perseguir sua verdadeira paixão, você vai se sentir leve, cheio de energia e cheio de orgulho por ter vencido a si mesmo.
Para você, desejo uma excelente caminhada!

4 maneiras construtivas de lidar com as críticas

Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor
Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor
Se você faz parte de uma equipe de trabalho, uma família, uma turma de escola, uma vizinhança, então você já teve de passar por situações como essas:
- Já te criticaram por algo que você disse,
- Já te julgaram por algo que você fez (ou não fez),
- Já te criticaram por alguma opinião que você deu,
- Já te julgaram pelas amizades que você coleciona.

O tempo todo somos julgados por quem demonstramos ser, por nossas supostas falhas, por nossos erros reais. Mas, enquanto a vontade é a de virar as costas para quem nos julga ou nos critica, talvez essa seja exatamente a oportunidade que temos de crescer e amadurecer.

Tenho dito aqui nos artigos anteriores que as pessoas não estão em nossa vida por acaso. O mesmo pode-se dizer sobre as situações que vivenciamos. Sei que é terrível receber críticas ou ser julgado, mas podemos utilizar essas situações para construirmos tijolo por tijolo nossas forças e derrubarmos tijolo por tijolo nossas fraquezas.

Portanto, quando receber críticas, tente seguir os passos a seguir:


#1
Respire por um momento, defina seus limites, e responda, sem ficar na defensiva
A crítica, independentemente de boa ou má, pode nos afetar negativamente. Portanto, antes de reagir, respire por um momento e peça um tempo ao interlocutor para pensar a respeito da crítica. Explique que você ouviu o que foi dito, mas que não consegue digerir aqui e agora. Diga que gostaria de retomar a conversa assim que refletir sobre o assunto.

Se a crítica ocorre por texto (e-mail, whatsapp etc), tente não responder imediatamente. Afaste-se do texto, vá fazer outra atividade, tome um banho gostoso, faça qualquer outra coisa para refrescar seus pensamentos. Só depois de ter relaxado um pouquinho, esforce-se para responder da forma mais madura que conseguir, sem ficar na defensiva, sem ironias e sem provocar novo conflito. Tente aprender com o que lhe foi dito.


#2
Foque nos fatos, não no tom nem na forma que foi criticado ou julgado
Num mundo ideal, todos deveríamos ser mestres na maneira de nos comunicar com os demais, mas isso está longe de ser a realidade. Mesmo quando estamos com a melhor das intensões e com o melhor dos conselhos, uma má escolha de palavras pode colocar tudo a perder.

Da mesma forma, um feedback maldoso pode muito bem conter críticas construtivas e verdadeiras. Por isso é importante focar nos fatos, não no tom nem na forma. Concentre-se nas ideias do que lhe foi dito. Evite desperdiçar energia no sentimento de vitimização ou de auto-piedade. Canalize seus pensamentos e atitudes para construir algo positivo a partir daí.


#3
Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor, não como motivo para deixá-lo(a) para baixo
Quando passamos por alguma situação difícil, nossa melhor alternativa é usá-la para crescer e seguir adiante. Não é possível viver uma vida imune às críticas, isso faz parte da vida de qualquer um. E muitas delas, por mais doloridas que sejam, são até verdadeiras. É preciso ter humildade para ouvi-las.

Podemos usar a situação para nos motivas, para nos superar, para alcançar algum autoconhecimento sobre nossos erros, falhas, vacilos. 

Podemos escolher amadurecer, mesmo que não seja nada fácil.


#4
Entenda o ponto de vista de quem está criticando ou julgando
Entender o ponto de vista do interlocutor não significa concordar com ele. Significa entender por que ele pensa assim. Será que o contexto no o qual foi criado e educado foi diferente do seu? Será que a família que o criou passou que tipo de valores e princípios para ele(a)? Será que a pessoa vem de outra religião, outra cultura, outra época, outra cidade, outro país?

Se você perceber que a pessoa tem uma forma de enxergar o mundo bem diferente de você, talvez um caminho seja separar a mensagem em pontos a considerar e pontos a desconsiderar.

Não descarte todo o conteúdo da crítica, pois você pode aumentar ainda mais sua forma de enxergar o mundo, aumentando também sua zona de conforto.

E lembre-se: só é criticado aquele que aparece. Como diria o filósofo Elbert Hubbard, “para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.

Psicoterapia pode ser a cura para problemas emocionais



A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo
A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo

Problemas emocionais e de relação são resolvidos com conhecimento científico da psicoterapia.

O sofrimento humano muitas vezes é menosprezado e as pessoas que sentem não sabem lidar com as dificuldades. Os sintomas podem surgir com um simples conflito, podendo ir até a transtornos psicopatológicos e crises existenciais.

Na psicoterapia a pessoa pode se desenvolver, amadurecer, se conhecer, sendo uma coisa que acontece naturalmente com cada indivíduo e que alguns sentem mais dificuldade.

A psicoterapia é constantemente utilizada no tratamento de pessoas com transtornos psicológicos, transtorno de personalidade, esquizoide, entre varias outras variações.

A psicoterapia vem sendo estudada há muito tempo, desenvolvendo resultados cada vez mais significativos. Geralmente os prazos de tratamento variam de pessoa para pessoa dependendo da gravidade do problema. Hoje a psicoterapia consegue resultados almejados em torno de 3 anos de tratamento

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?
As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

O quanto nossas dores (físicas, emocionais, financeiras...) nos ajudam a crescer? Certamente elas ajudariam muito mais se tivéssemos olhos e coração abertos o suficiente para enxergar as maravilhas que podem se esconder por trás de cada situação que passamos.


Escuto muitos ainda questionarem essa ideia. Não concordando ou não entendendo como algum tipo de dor faria um ser crescer e amadurecer. Pois bem, muitas vezes estamos tão inseridos em uma situação que não conseguimos enxergar ou perceber nada além dos nossos olhos físicos. A dor é real, a pessoa está sentindo realmente a dor no corpo físico, dores de cabeça, musculares, doenças, tratamentos médicos. No seu emocional, tristezas, perdas, luto, separações, ansiedade, medos, culpas, situações afetivas. Na parte financeira, desemprego, dívidas, contas, nos alimentar, nos vestir, estudar, enfim, viver e sobreviver. Tudo isso e outras mais nos causam dor, sem sombra de dúvida. Alguns sentem mais um tipo de dor e tiram de letra outras. Se entendermos que aonde a dor aperta mais é justamente aí que temos um aprendizado a ser feito aceitaríamos talvez como um ciclo a ser passado. E se a dor é inevitável e o sofrimento é opcional; o que ainda não entendemos, ou o que precisamos fazer para que não soframos com as situações?


Pois bem, na frase muito verdadeira em que afirma-se que o sofrimento é opcional, realmente ele é. Uma vez que cada um reagirá de uma forma diferente, perante as situações. Nesse momento podemos fazer um exercício e olhar para nossa vida, procurar ver que situações já passamos e tivemos sofrimento. Após esse exercício procuremos ver a forma que reagimos frente a ele. Muitas pessoas se apegam ao sofrimento, carregam-no vida afora, como se ele fosse uma extensão do próprio corpo. Não buscam auxílio para eliminá-lo, mas sim ficam na queixa, na vitimização, aprendem a conviver com ele, assim não descobrindo a verdadeira causa que poderia auxiliar a extingui-lo.


Existem muitas formas de superar e não se apegar ao sofrimento; delimite-se um tempo para lamentar, viver a situação, passar pelo processo da dificuldade em questão. Precisamos entender o que temos que aprender com a situação. Após isso, tome a atitude de eliminar a postura vitimista e, se perceber que as coisas continuam na mesma, o sentimento não melhora, não está conseguindo sair da situação, pelo contrário os sintomas estão aumentando, procure ajuda de alguém capacitado para auxiliar. Para cada área há um profissional que já atendeu e acompanhou vários casos parecidos ou iguais aos seus.


Mas e voltando ao assunto em que a dor pode nos fazer crescer e evoluir? Muitos não entendem como isso poderá acontecer. De modo “simples”, primeiramente nos questionando o que tenho que aprender e compreender? O que posso/devo mudar? De modo simples, podemos dizer que ela nos auxilia a enxergar características que achávamos não possuir, ou, vendo de outra forma nos faz desenvolver atributos. A dor (novamente entenda-se dor tanto como as emocionais, físicas, financeiras, etc.) pode nos tornar mais fortes, menos ranzinza, pode nos ensinar a ter mais compaixão pelo próximo, a sermos mais humildes, a ter mais paciência, sermos menos egoístas assim mais altruístas, mais corajosos, desapegarmos do material, aprendermos a viver de uma forma mais simples, a nos doarmos mais, a sermos mais leves, mais espiritualizados, mais alegres e mais felizes.


Então, ela realmente pode nos ajudar a crescer e evoluir, mas não fará isso sozinha. Isso dependerá da nossa postura frente a ela e do nosso necessário desapego dela. Cabe a cada um fazer sua parte, porque essa ninguém fará por nós. E convenhamos, é tão bom convivermos com pessoas alegres, leves e felizes, não é? Você não gosta? Então decida por ser essa pessoa você também. 

O possível efeito de estresse sobre o câncer

Muitas vezes recebo pacientes oncológicos que me dizem saber quando o seu câncer se iniciou. Uns mencionam a morte da mãe, outros o adoecimento do pai por Alzheimer, a perda de uma filho, um divórcio, uma aposentadoria indesejada, etc... ou seja, sempre há, anteriormente, uma perda muito sentida.

Em geral, quando o resultado histopatológico chega, há uma relação temporal entre o início da neoplasia , ou da recidiva e o fato traumático mencionado. Não podemos afirmar, porém, que uma perda importante cause necessariamente o câncer. Diversas pessoas sofrem perdas bastante dolorosas e não desenvolvem neoplasias. 

O que podemos afirmar é que uma perda importante que não tenha sido ressignificada pode ajudar o aparecimento de doenças, dentre elas o câncer. 

Ressignificar uma perda é metabolizá-la bem, aceitá-la e transpor o fato criando outros significados para ele. 

Há pessoas que se fixam em um fato e continuam a vivê-lo sem evoluir para outras etapas, não criando outros projetos, outras metas; tornam-se prisioneiros do passado.

Isso causa um estresse continuado e crônico, que mesmo não sendo sentido pela pessoa, vai minando o funcionamento do seu organismo como um todo e propiciando o aparecimento de algumas doenças. O termo "stress", cuja variação foi mencionada acima e tão usado hoje em dia, foi cunhado por Hans Seile na década de cinqüenta e quer dizer "pressão" em alemão. 

O ser humano necessita de certa quantidade de pressão para cumprir suas tarefas diárias, ser estimulado a perseguir novos objetivos e até para saciar as necessidades básicas de fome e sede. Isso é o que chamamos de estresse positivo ou EUSTRESS.

Quando, porém, uma tarefa exige uma quantidade exagerada de energia para ser desempenhada, ela tomará recursos do indivíduo que estavam alocados para outras funções. Estas, por sua vez, ficarão comprometidas. Muitos acidentes de trânsito ocorrem por esse deslocamento de energia que torna a pessoa desatenta e diminui seus reflexos. Esse é o estresse negativo ou DISTRESS. 

Ainda há os casos em que o gasto energético não é demasiado, mas muito prolongado, podendo acarretar desgaste no sistema como um todo e acarretar várias reações, todas maléficas, como, por exemplo, o adoecimento.

A Psiconeuroimunologia, ciência que explica o funcionamento sistêmico do ser, confere autenticidade a essa posição.

Para a PNI, a saúde é o equilíbrio dinâmico entre os diversos sistemas que compõem o ser. Qualquer alteração em um dos sistemas (psicológico, neurológico, endocrinológico ou imunológico), acarreta um desequilíbrio em todas a partes do indivíduo. 

A tendência posterior é a de o sistema se reequilibrar, pois possui vários mecanismos para tal. No entanto, um desequilíbrio continuado pode ser fatal, levando o sistema à falência e ensejando o aparecimento de doenças.

O estresse continuado, ocasionado por um trauma não sobrepujado, mina o sistema imunológico. Propicia, por mecanismos de retro-alimentação, o descontrole de neuro-transmissores cerebrais (entre eles a serotonina e a nor-adrenalina), causando depressão. Como sabemos, um organismo debilitado em suas defesas (especialmente carente das células Nk, matadoras naturais, que combatem células tumorais) e deprimido tem mais chances de permitir o aparecimento e o desenvolvimento de tumores.

Costuma-se dizer que as pessoas adoecem da mesma forma que vivem: se são compassivas na vida, o serão ao enfrentar as doenças; e se são assertivas, ousadas, agressiva, da mesma forma lutarão contra elas.

A posição de "vítima" de certos pacientes, mesmo após vencida a doença, também é por demais negativa, porque impede que superem o papel de "doente" e adotem o de "ter tido um câncer".

A "vítima" é sempre passiva diante do que lhe acontece. Essa atitude, que a princípio é mais confortável, a longo prazo imobiliza a pessoa, retirando-lhe qualquer sensação de controle sobre sua vida. 

Raciocínio semelhante pode ser utilizado na expectativa de recorrência de um câncer. É sempre curioso perceber que, em duas pessoas com a mesma idade e condições físicas semelhantes, a neoplasia pode evoluir de forma totalmente diferente.

Há pessoas que lidam com o diagnóstico de câncer enfrentando-o com dor, é claro, porém dentro da realidade. Elas procuram utilizar-se de todas as possibilidades que o arsenal médico e das áreas afins oferecem e, mesmo sabendo que têm uma doença potencialmente fatal, conseguem apartear a doença e continuar com as suas vidas normalmente após a alta. Acreditam na vida que pode ser vivida a partir de então. Alguns indivíduos, diante da possibilidade real de finitude, refazem seus planos de vida, mudam seus valores, tornam-se pessoas mais autênticas e vivem realmente o presente, que, afinal, é o único tempo que todos nós temos...

O medo da recidiva de um câncer é claro que pairará sempre sobre o paciente, seus familiares e amigos. Muitos, no entanto, conseguem não se paralisar com essa possibilidade e vivem uma vida com muito mais senso de sua autenticidade.

Muitas vezes, quando a doença já avançou, o medo não é propriamente da morte, mas do sofrimento, da dor, da desfiguração, da dependência. Enfim, da perda da autonomia. Para a dor a Medicina já possui recursos que aliviam sobremaneira o sofrimento. Nos dias atuais, a fase terminal de um câncer, se bem conduzida, não precisa ser terrível.

Nessa etapa, em que não há mais esperança de cura, trabalha-se unicamente pela qualidade de vida da pessoa e de sua família. Sempre há o que fazer para aliviar os sintomas e dar conforto.

Hoje estou permanentemente em contato com pacientes oncológicos que têm plena consciência de que sua doença é crônica. Sabem que não vão curar-se, mas também que a doença não é uma sentença de morte iminente.

Há cada vez mais pacientes que lutam e combatem um câncer por anos a fio e continuam vivendo tão plenamente quanto suas possibilidades permitem.

Nesse caso, a meu ver, a comunicação clara e verdadeira entre a equipe médica, paciente e familiares diminui sobremaneira o peso das dúvidas, dos segredos e dos cuidados fortuitos de poupar o paciente e a família do real estado de saúde da pessoa.

Essa sinceridade pode, às vezes, permitir que assuntos não resolvidos entre os familiares possam ser ventilados, providências legais sejam tomadas a tempo e perdões e despedidas possam ocorrer.

Em alguns casos, porém, observamos o contrário acontecer. Paciente e família imaginarem que a morte é iminente sem que seja esse o caso. Antecipam desnecessariamente a dor, o luto, a tristeza e a perda, sem aproveitar qualitativa e quantitativamente um tempo precioso com seus entes queridos.

Atualmente, já está constatado o importante papel da alegria na prevenção de processos de adoecimento. A Clinica Mayo acaba de publicar um estudo retrospectivo sobre pessoas entrevistadas há trinta anos que se dividiam entre otimistas e pessimistas. Ao longo dos anos seguintes à pesquisa, os componentes do primeiro grupo adoeceram 50% menos das mais diversas doenças, do que as que se qualificavam como pessimistas.

Podemos citar ainda um outro estudo publicado em agosto de 2002 pela Revista Câncer. Nele, além da influência do estresse na imunomodulação e, por consequinte, na ligação entre sistema imune deficiente e progressão do câncer, abriu-se uma outra senda interessante de investigação: O tumor é uma vida dentro da vida. Para se desenvolver, precisa de nutrição e mobiliza o mecanismo de angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos. 

É através desta nova e anômala rede de vasos sanguíneos que o tumor se alimenta e permite a multiplicação infinita de suas células.

O referido estudo da Universidade de Iowa mostra que mulheres que se definiam como tendo um bom sistema de apoio social e diagnosticadas com câncer de ovário tinham uma formação de novos vasos menor, ou seja, uma melhor expectativa para a sua doença, pois menos nutrientes chegavam ao tumor.

Por fim gostaria de mencionar que a medicina hoje já tem uma expectativa tão positiva para certos tipos de câncer em crianças, adolescentes ou adultos ainda sem filhos, que tenta proteger de forma química, cirúrgica ou através da criopreservação parte das gônadas (os órgãos reprodutivos), antevendo um futuro em que a criação de uma prole seja possível.

Falar que uma mulher que teve câncer de mama está grávida já não é mais uma heresia. Tomando-se as devidas precauções, isso já faz parte da realidade.

Portanto, cabe a nós, cuidadores da equipe de saúde, ampliar a nossa compreensão desta intrincada doença e ajudar aos que nos chegam a passar com menos dor essa crise temporária e ou fatal.

A dor da perda

 ´A dor é suportável quando conseguimos
acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos
que ela não existe.´
Allá Bozarth-Campbell

´Às vezes, quando sentimos a falta de alguém, parece que
o mundo inteiro está vazio de gente.´
Lamartine


Primeiramente, quero abordar alguns mitos sobre o luto, que dificultam uma compreensão clara a respeito dessa experiência tão humana e universal. 

 Luto e pesar são uma mesma experiência.

A vivência da perda e do luto progride de acordo com fases previsíveis e sequenciadas.

Devemos sair do luto, em lugar de encará-lo.

A partir da perda de uma pessoa amada, devemos ter como objetivo superar o luto, o mais cedo possível.


A dor expressa em lágrimas é um sinal de fraqueza

Luto e pesar são a mesma experiência?
Há diferenças fundamentais entre as duas experiências e entender essa diferença é fundamental.


Pesar : é um complexo de pensamentos e sentimentos sobre a perda, que são vivenciados internamente. Em outras palavras, é o significado interno dado à experiência do luto.

Luto: é o pesar tornado público, quando você se apodera desses sentimentos e pensamentos e os expressa e compartilha com os que o cercam. Chorar, falar sobre a pessoa que morreu ou celebrar datas especiais são apenas alguns exemplos. Mesmo que esta expressão se dê sem a presença de outras pessoas, também pode ser entendida como uma forma saudável de luto.

Há uma seqüência previsível de fases na vivência do pesar e do luto?


Não é possível falar com precisão sobre essa seqüência, embora exista a necessidade de compreender o processo e, por que não dizer? - tentar controlá-lo. A noção de fases pode até mesmo ajudar as pessoas a encontrar sentido para sua experiência de luto, mas não é possível substituir o medo e a sensação de falta de sentido, naturais em uma experiência de luto, pelas falsas certezas de que as pessoas viveriam essa experiência seguindo pelas mesmas fases. 

O conceito de fases foi popularizado com a primeira publicação, em 1969, do livro ´Sobre a Morte e o Morrer´, de Elizabeth Kubler-Ross, sem dúvida um marco na literatura sobre o assunto. No entanto, ela jamais desejou que as pessoas passassem a interpretar literalmente sua descrição de fases do morrer, como foi feito, com conseqüências desastrosas para a compreensão do processo.

A pessoa enlutada com freqüência encontra outras, na mesma situação, que adotaram um sistema de crenças rígido sobre o que deve ser experimentado nessa jornada ao longo do luto. Essas crenças podem afetar profundamente o processo individual natural. Podemos encontrar respostas de desorganização, medo, culpa, mas também podemos não encontrá-las. Ou a regressão pode ou não acontecer ou se sobrepor a qualquer outra das respostas. As emoções podem seguir-se umas às outras com intervalos curtos ou até mesmo duas ou mais emoções podem estar presentes ao mesmo tempo. 

Cada pessoa fica enlutada de sua maneira, não existindo, portanto, maneiras melhores ou piores, nem a imposição de uma seqüência rígida, que normatiza o processo. O luto é uma experiência pessoal e única, para cada pessoa.

Devemos evitar o luto, em lugar de enfrentá-lo?


Talvez como resultado dos valores prevalentes na sociedade ocidental moderna, as pessoas enlutadas são encorajadas pela sua comunidade a prematuramente deixar para trás a experiência do luto. Como resultado, temos duas situações: ou o enlutado vive seu processo isoladamente ou força-se a abandona-lo, antes de te-lo completado. Amigos e familiares, bem-intencionados mas desinformados, tentam fazer com que o enlutado desenvolva auto-controle, entendendo que essa é a resposta adequada, tornando muito difícil para o enlutado enfrentar essa mensagem poderosa, que encoraja a repressão emocional.

Com freqüência, as pessoas me perguntam quanto tempo dura o luto. Entendo que esta é uma pergunta diretamente relacionada à impaciência que nossa cultura tem com o pesar e o desejo de sair logo da experiência do luto. Um exemplo disso é a pressão que o enlutado sofre, logo após a perda, para voltar à atividade normal. Aqueles que permanecem expressando tristeza por um tempo prolongado são considerados fracos, loucos. A mensagem sutil é ´seja forte, não se deixe abater´. Ou seja: o luto passa a ser visto como alguma coisa a ser evitada e não, que precisa ser vivida. E o enlutado passa a apresentar um comportamento socialmente aceitável, que, porém, contraria sua necessidade psicológica. Mascarar ou fugir do luto causa ansiedade, confusão e depressão. Se a pessoa enlutada receber pouco ou nenhum reconhecimento social para sua dor, poderá temer que seus pensamentos e sentimentos sejam anormais, o que nem sempre ocorre. 

A partir da perda de uma pessoa amada, devemos ter como objetivo superar o luto, o mais cedo possível?

O enlutado pode ouvir alguém lhe perguntar: Você já superou sua dor? Ou, o que é pior: ´Já está na hora de você sair dessa.´ Em termos clínicos, a dimensão final do pesar é com freqüência entendida como resolução, recuperação, restabelecimento ou reorganização. Por que não pensar em reconciliação? Esta palavra pode ter um significado mais apropriado acerca do processo vivido. Não significa passar pelo luto, significa crescer por meio dele. Reconciliação é mais expressiva daquilo que ocorre, à medida que o enlutado integra essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu. 

A reconciliação permitirá que o enlutado tenha um senso de confiança e energia renovado, uma habilidade para reconhecer totalmente a realidade da morte, e a capacidade de se tornar envolvido novamente. O mais importante: o enlutado poderá reconhecer que, embora difícil, a dor e o pesar são partes necessárias do viver. À medida que for ocorrendo a reconciliação, o enlutado poderá se dar conta que a vida será diferente sem a presença da pessoa que morreu. Mas para isso será necessário perceber que a reconciliação é um processo, não um evento. Além da compreensão intelectual, existe a compreensão emocional e espiritual. Ou seja: além de entender na mente, vai entender no coração: a pessoa amada morreu. A dor sentida vai deixar de ser onipresente e aguda, para se transformar em um sentimento de perda que pode ser reconhecido e dá vez a um significado e um propósito renovados. O sentimento de perda não desaparece completamente, ele é atenuadoe as crises de pesar, antes intensas, tornam-se menos freqüentes e mais suaves. À medida que o enlutado começa a fazer novos envolvimentos, emerge a esperança de continuar a viver. É possível perceber que, embora a pessoa que morreu jamais virá a ser esquecida, a vida pode e deve continuar a ser vivida. Não se trata de ´superar´ o pesar. Quando o enlutado começa a mergulhar no trabalho do luto, ele irá se reconciliar com ele. 

A dor expressa em lágrimas é um sinal de fraqueza?


Muitas vezes, as lágrimas devidas a uma perda são associadas a fraqueza e inadequação pessoal. O pior que o enlutado pode fazer é permitir que este julgamento o impeça de se expressar dessa maneira. Enquanto suas lágrimas podem ocasionar um sentimento de impotência nos amigos, família e cuidadores, é preciso que ele cuide para não se deixar inibir por eles. É possível que a pessoa que está preocupada com o enlutado tente, mesmo que de maneira sutil, por desejo de protegê-lo, evitar que ele chore, para protege-lo e a si mesma, da dor da perda. Ouvem-se frases como: ´As lágrimas não o trarão de volta´ ou ´Ele não gostaria de vê-lo chorar´ . No entanto, chorar é uma maneira natural de aliviar a tensão interna e permite que seja comunicada a necessidade de ser confortado.


Mesmo com dados ainda limitados, há evidências de pesquisa que apontam que a supressão das lágrimas aumenta a suscetibilidade a distúrbios relacionados ao stress. 

Por que cada perda é única?


O que há de muito especial nos seres humanos? Cada um é único, não há dois iguais e isso se reflete nos vínculos que estabelecemos, bem como nas condições da dor pela perda daqueles que amamos.

Há alguns fatores que contribuem para a compreensão dessa experiência incomparável que é o luto.

Fator 1) A natureza da relação com a pessoa que morreu
Fator 2) Circunstâncias da morte
Fator 3) Circunstâncias do sistema de apoio do enlutado
Fator 4) A personalidade - incomparável - do enlutado
Fator 5) A personalidade - incomparável - da pessoa que morreu
Fator 6) O contexto cultural do enlutado
Fator 7) O contexto religioso e espiritual do enlutado
Fator 8) Outras crises ou situações de stress na vida do enlutado
Fator 9) Questões de gênero
Fator 10) A experiência com os rituais de luto


Quando falo na dor da perda, assim entendida, preciso citar aqui um poeta brasileiro contemporâneo, que todos vocês conhecem, Caetano Veloso, que disse:

´Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.´

Qualidade de vida


Sempre que abordo o tema qualidade de vida, gosto de utilizar a expressão "vida com qualidade". Ambas parecem ter o mesmo significado, porém um olhar mais acurado descobrirá nelas conotações diferentes. Todos concordamos que temos que caminhar, tomar sol antes das dez da manhã, passar bloqueador solar, comer melhor, não beber, não fumar... mas, são tantos esses "mandamentos", que, no afã de cumpri-los, podemos acabar estressados, deixando de lado o que certamente é mais importante: a alegria de viver.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós.

Vivemos o tempo todo preocupados com a violência da cidade, com o dinheiro que precisamos ganhar, com as contas a pagar, se seremos demitidos, se teremos câncer, etc... Não ousamos mais, não somos mais criativos e não sabemos sequer o momento em que devemos ou não fazer algo. Nos tornamos escravos de consumos, sem entrarmos em contato se as coisas que consumimos fazem sentido e, principalmente, se as desejamos realmente. Quantos de nós conseguimos fazer contato verdadeiro consigo mesmo, conhecer suas próprias sensações e sentimentos. O normal na sociedade é a bitolação, a alienação e a prisão a conceitos que nada significam para as pessoas individualmente e, mesmo assim, elas não conseguem abrir mão desse enganoso "status quo".

Perdeu-se a alegria do bom encontro, de dançar, de cantar no banheiro, de cumprimentar o vizinho, de passear com os filhos, de seduzir o cônjuge, de convidar amigos para fazerem parte de sua vida, de fazer uma boa comidinha para agradar o outro. Impera o hedonismo, se dá mais valor aos livros de auto-ajuda do que à vida vivida de forma plena, nas alegrias ou nos sofrimentos.

Precisamos, olhar mais para o céu, olhar mais para as crianças que brincam, ver uma "pelada" da molecada na rua, rir alto com os amigos, mesmo em locais públicos, não levar tão a sério os pequenos tombos, rir de si próprio e porque seu time perdeu.

Vida com qualidade é permitir-se ir além. É sonhar sem deixar de aprender com as possibilidades. É espantar-se diante do belo, confrontar-se com os amigos sem precisar temê-los. E saber brigar com os inimigos de forma justa. Fazer de sua vida, uma taça cheia. Transbordar, porque está se realizando, em processo. Pessoas precisam se bastar mais, sem, necessariamente, serem auto-suficientes. Qualidade de vida não é entrar no modismo do "isto não pode, isto não deve"... É caminhar, dançar, transformar e criar a cada momento.

Câncer? menos mal...


Certamente, todos já ouvimos alguém falar no jornalístico da televisão, em depoimento marcado por um misto de espanto e desespero, que "eu não esperava que isso pudesse acontecer comigo". Mas, como foi na tv, distante, continuamos achando o mesmo - que aquilo de ruim que aconteceu é coisa impossível de nos atingir.

Assim se dá com o câncer. Sabemos do caso do parente do vizinho, do comerciante da esquina, do artista famoso... mas não visualizamos a menor possibilidade de acontecer conosco ou com um familiar nosso.

Infelizmente, nem sempre é assim. Na maioria das vezes, é bem verdade, por conta de falta de cuidado, principalmente daqueles em cujo histórico familiar haja casos da doença e que, por isso, têm maior predisposição ao câncer. A esses, em especial, conquanto seja impossível afastarem-se de todos os fatores ambientais cancerígenos, recomenda-se que se submetam regularmente a exames preventivos, o que nem sempre é seguido.

Mister se faz também, que tenhamos em mente que determinados agentes externos que podem ser evitados são responsáveis por grande parte das incidências. Temos, por exemplo, maior quantidade de casos de câncer de pulmão entre tabagistas, de pele entre pessoas que se expõem demasiadamente ao sol, câncer de boca ligado ao excesso de bebidas alcoólicas e assim por diante. 

A supressão de hábitos nocivos, como os mencionados acima, dietas alimentares mais sadias, evitar tensões emocionais desnecessárias, dentre outros fatores, reduzem em muito os riscos de se desenvolver a doença.

É importante frisar, contudo, aos que tiverem o dissabor de contraí-la, que vai longe o tempo em que o diagnóstico de câncer era como uma sentença de morte e, embora ainda seja a segunda doença que mais mata no mundo, com cerca de seis milhões de óbitos por ano, se detectado precocemente e mediante tratamento adequado, em 90% dos casos se atinge a cura.

Ressalve-se que esses índices de sucesso atingidos atualmente não são obra do acaso, mas sim resultado de avanços tecnológicos significativos ocorridos nas últimas décadas, com o desenvolvimento de verdadeiro arsenal terapêutico anti-câncer.

São novas técnicas cirúrgicas, descoberta de dezenas de medicamentos quimioterápicos, otimização de tratamentos à base de radioterapia e, mais recentemente, a inserção da hormonioterapia no combate a determinados tipos de tumor. Esses recursos, aplicados de forma combinada ou separadamente, levando-se em conta a individualidade do diagnóstico e as condições do paciente, permitem que se trate o mal minimizando a agressão ao organismo e proporcionando o conforto e bem-estar possível em cada caso.

A contribuir também para esse bom desempenho está a presença de profissionais de diversas áreas de saúde no acompanhamento ao paciente. Atualmente, são compostas equipes multidisciplinares, envolvendo médicos de diferentes especialidades, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros e assistentes sociais, entre outros, com intuito de administrar o tratamento mais correto e menos invasivo, melhorando, com isso, a qualidade de vida do paciente.

Neste contexto, um dos aspectos mais importantes é o emocional. Ao contrário do que se acreditava nos primórdios da medicina, de que o corpo e a mente seriam duas "entidades" separadas, um grande número de pesquisas recentes evidenciam, cada vez mais, a associação entre as variáveis psicológicas e a formação e o desenvolvimento de neoplasias. 

Ao estudo dessa relação interdisciplinar denominou-se Psico-Oncologia, especialidade da Psicologia de Saúde que se ocupa dos fatores psicossociais ligados à oncologia, desde a sua prevenção. É considerada hoje poderosa aliada ao tratamento médico convencional, fornecendo-lhe os subsídios indispensáveis ao enfrentamento da doença e à manutenção da dignidade do paciente e de seus familiares, mesmo nos momentos mais difíceis do processo.

As intervenções psicológicas, sejam elas através de atendimentos terapêuticos individuais ou em grupo, bem como de participação em grupos de apoio, são essenciais, pois promovem o equilíbrio emocional necessário a que o sistema imunológico reaja e auxilie o combate à doença e evitam sentimentos de frustração, animosidade, depressão e desmotivação com o tratamento, muito freqüentes em pacientes oncológicos.

Por tudo isso, está chegando o tempo de se reagir com tranqüilidade ao diagnóstico: É câncer? Então, menos mal...