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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!

E muito obrigada a todos os voluntários. 

Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!

A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.






































quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


quinta-feira, 21 de julho de 2016

O cuidado com aqueles que cuidam


As pessoas que cuidam do paciente com câncer também devem cuidar de si próprios.

Isto significa que apesar que o paciente requeira cada vez mais cuidados e suas necessidades aumentem o cuidador deve reservar um tempo para si e a atender suas próprias necessidades, o que não significa de maneira alguma que está abandonando seu ente querido, pelo contrário dando-se um tempo terá mais energia para ajudar a quem mais precisa.

Como lidar com possíveis lapsos de memória

Em alguns casos os pensamentos dos pacientes são afetados e apresentam problemas para raciocinar e atuar normalmente, por exemplo, pode ser que o paciente não saiba quem é ou onde ele se encontra ou que dia é. Existem muitos fatores que podem determinar o aparecimento de confusão, por exemplo, transtornos hepáticos, obstrução intestinal, medicamentos que afetam o sistema nervoso central, abstinência de medicamentos, etc.

Quando o paciente se encontra confuso e apresenta inquietação, ansiedade, depressão, irritabilidade ou fica de mau humor frequentemente, pode se tratar de delírio que é um estado avançado de confusão por ser parecido com ela deve ser diferenciada quando o paciente não sabe onde ele está ou vê coisas que na realidade não existem; nesse caso deve ser comunicado o médico imediatamente para elucidação diagnóstica.
 

Como a Dor afeta a Vida do Paciente com Câncer

Cerca de dois terços dos pacientes com câncer avançado sentem dor, para esses pacientes o controle da dor é uma das metas mais importantes do tratamento.
 
A dor pode afetar a vida do paciente com câncer. Os pacientes com dor crônica não conseguem realizar suas atividades rotineiras e podem inclusive ter problemas para dormir ou alimentar-se.

O tratamento da dor está baseado no controle e alívio do sintoma, para isso podem ser utilizados analgésicos potentes que serão prescritos por seu médico vendo sua necessidade já que cada pessoa é única e a dor é específica e individual. Nunca tome medicamentos por conta própria, pergunte a seu médico e siga sempre suas orientações.
 

O câncer pode desencadear sensação de cansaço

Cansaço é a sensação de sentir-se esgotado física, mental e emocionalmente.
 
O cansaço relacionado com o câncer se apresenta como uma sensação persistente de esgotamento podendo tornar-se crônico persistindo com o tempo e interferindo com suas atividades rotineiras. Ao contrário do cansaço provocado pela vida cotidiana esse tipo de cansaço muitas vezes não é aliviado com o descanso e repouso. O cansaço é um sintoma que pode afetar muito sua qualidade de vida por isso é muito importante que quando visite seu médico lhe explique exatamente o que está sentindo.

Entenda o que é Câncer Metastático

O que é câncer metastático?

Tumor metastático é aquele que se espalhou a partir do lugar onde se iniciou 
para outro local do corpo. Um tumor formado por células cancerígenas metastáticas 
é denominado tumor metastático ou metástase. 
O processo pelo qual as células cancerígenas se espalham para outras partes 
do corpo é também chamado de metástase.
O tumor metastático tem o mesmo nome e o mesmo tipo de células cancerígenas 
do tumor primário onde se originou. Por exemplo, o câncer de mama que se dissemina 
para o pulmão formando um tumor metastático é o câncer de mama metastático e não 
um câncer de pulmão.
Sob um microscópio, as células cancerígenas metastáticas geralmente têm a mesma 
aparência das células do câncer de origem. Além disso, as células metastáticas e as 
células do tumor primário geralmente têm algumas características moleculares em 
comum, como a expressão de determinadas proteínas ou a presença de alterações 
cromossômicas específicas.
Embora alguns tipos de câncer metastático possam ser curados com os tratamentos 
atuais, a maioria não tem cura. No entanto, os tratamentos estão disponíveis para todos 
os pacientes com câncer metastático. Em geral, o principal objetivo destes tratamentos 
é controlar o desenvolvimento da doença ou aliviar os sintomas causados pela metástase. 
Em alguns casos, os tratamentos do câncer metastático podem ajudar a prolongar a 
sobrevida. No entanto, a maioria das pessoas que morrem de câncer é devido à doença 
metastática.

Qualquer tipo de câncer pode se tornar um tumor metastático?

Praticamente todos os tipos de câncer, incluindo os cânceres do sangue e do 
sistema linfático (leucemia, mieloma múltiplo e linfoma), podem formar tumores 
metastáticos. Embora raro, a metástase dos cânceres do sangue e do sistema 
linfático para o pulmão, coração, sistema nervoso central e outros tecidos tem 
sido relatadas.

Quais os locais para onde o câncer pode se disseminar?
Os locais mais comuns de metástases são: osso, fígado e pulmão. 
Embora a maioria dos cânceres tenha a capacidade de se espalhar para diferentes 
partes do corpo, eles tendem a de disseminar com mais frequência para um local 
mais do que para outros. 
A tabela a seguir mostra os locais mais comuns de metástase, 
excluindo os gânglios linfáticos, para vários tipos de câncer:

Tipo de câncerPrincipais Locais de Metástases*
BexigaFígado, Osso, Pulmão
MamaCérebro, Fígado, Osso, Pulmão
ColorretalFígado, Peritônio, Pulmão
RimCérebro, Fígado, Glândula Adrenal, Osso, Pulmão
PulmãoCérebro, Fígado, Glândula Adrenal, Osso, Pulmão
MelanomaCérebro, Fígado, Osso, Pele/Músculo, Pulmão
OvárioFígado, Peritônio, Pulmão
PâncreasFígado, Peritônio, Pulmão
PróstataFígado, Glândula Adrenal, Osso, Pulmão
EstômagoFígado, Peritônio, Pulmão
TireoideFígado, Osso, Pulmão
ÚteroFígado, Osso, Peritônio, Pulmão, Vagina
                    * Em ordem alfabética


Como o câncer se espalha?

A metástase de células cancerígenas envolve geralmente os seguintes passos:

Metástase local - As células cancerígenas invadem o tecido normal adjacente.

Intravasamento - As células cancerígenas invadem e passam através das
paredes dos vasos sanguíneos ou vasos linfáticos próximos.

Circulação - As células cancerígenas se movem através do sistema linfático 
e circulação sanguínea para outras partes do corpo.

Extravasamento - As células cancerígenas param de se mover em 
pequenos vasos sanguíneos denominados capilares. 
Elas invadem as paredes dos capilares e migram para o tecido adjacente.

Proliferação - As células cancerígenas se multiplicam num local distante
para formar pequenos tumores conhecidos como micrometástases.

Angiogênese - Micrometástases estimulam o crescimento de novos vasos 
sanguíneos para obter fornecimento de sangue. O suprimento de sangue é necessário 
para obter oxigênio e nutrientes necessários para o crescimento continuado do tumor.

Como os cânceres do sistema linfático ou do sangue já estão presentes no interior 
dos vasos linfáticos, linfonodos ou vasos sanguíneos, nem todos estes passos são 
necessários para a metástase. Além disso, o sistema linfático drena para o sistema 
arterial em dois locais dentro do pescoço.

A capacidade de uma célula cancerígena metastizar depende de suas propriedades
individuais, as propriedades das células não cancerosas, incluindo as células do 
sistema imunológico, presentes no local de origem e as propriedades das células 
encontradas no sistema linfático ou na corrente sanguínea no local da metástase. 
Nem todas as células cancerígenas, por si só têm a capacidade de metastizar. 
Além disso, as células não cancerígenas do local de origem podem ser capazes de 
bloquear a metástase das células cancerígenas. Além disso, o fato das células cancerígenas 
alcançarem outro local do corpo não garante que um tumor metastático irá se formar. 
As células cancerígenas metastáticas podem permanecer dormentes em um local 
distante por muitos anos antes de começarem a crescerem novamente.

O câncer metastático tem sintomas?
Algumas pessoas com tumores metastáticos não tem sintomas. 
As metástases são encontradas por exames de Raios X ou outros exames de imagem.
Quando os sintomas do câncer metastático ocorrem, o tipo e a frequência desses 
sintomas dependerão do tamanho e da localização da metástase. 
Por exemplo, o tumor que se espalha para o osso é susceptível de causar dor e 
pode levar a fraturas ósseas. O que se dissemina para o cérebro pode causar uma 
variedade de sintomas, incluindo dores de cabeça ou convulsões. 
Falta de ar pode ser um sinal de metástase pulmonar. 
Inchaço abdominal ou icterícia pode indicar que a doença se espalhou para o fígado.
Às vezes, a doença original só é diagnosticada quando o tumor metastático 
causa sintomas. Por exemplo, um homem com câncer de próstata disseminado 
para os ossos pélvicos pode apresentar dores lombares causadas pela doença nos ossos, 
antes de ter outros sintomas do tumor na próstata.

É possível ter um tumor metastático, sem ter um câncer primário?
Não. Um tumor metastático sempre é causado por células cancerígenas de outra 
parte do corpo.
Na maioria dos casos, quando um tumor metastático é diagnosticado, o tumor 
primário também pode ser encontrado. A pesquisa para o diagnóstico do tumor 
primário pode envolver exames de laboratório, raios X, tomografia computadorizada, 
ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitrons e outros procedimentos.
No entanto, em alguns pacientes, o tumor metastático é diagnosticado sem ser 
localizado o tumor primário, apesar de serem realizados vários exames, porque é 
muito pequeno ou regrediu completamente. 
Os patologistas sabem que o tumor diagnosticado é uma metástase porque as 
células não se parecem com as do órgão ou tecido onde o tumor foi encontrado. 
Nestes casos, o tumor é denominado primário desconhecido.
Atualmente, com o aprimoramento das técnicas de diagnóstico, o número de casos 
de primário desconhecido está diminuindo.

Se uma pessoa tratada previamente para um determinado tipo de câncer 
for diagnostica com câncer uma segunda vez, esse novo câncer é um 
novo câncer primário ou metastático?

O câncer pode ser um novo tumor primário, mas, na maioria dos casos, é uma metástase.

Quais são os tratamentos utilizados para o câncer metastático?

O tumor metastático pode ser tratado com terapia sistêmica (quimioterapia, terapia 
biológica, terapia alvo, hormonioterapia), terapia local (cirurgia, radioterapia) ou 
uma combinação destes tratamentos. A escolha do tratamento depende geralmente 
do tipo de tumor primário, tamanho, localização, número de tumores metastáticos, 
idade do paciente, estado de saúde geral e dos tipos de tratamentos já realizados. 
Nos pacientes com primário desconhecido é possível tratar a doença mesmo que o 
primário não seja localizado.

Existem novos tratamentos para o câncer metastático em desenvolvimento?
Sim, os pesquisadores estão estudando novas maneiras para destruir ou bloquear 
o crescimento das células do tumor primário e das células metastáticas, incluindo 
novas formas de aumentar a resposta do sistema imunológico contra tumores. 
Além disso, os pesquisadores estão tentando encontrar novas formas de interromper 
os passos individuais do processo metastático.
Antes de qualquer novo tratamento ser amplamente disponibilizado aos pacientes, 
deve ser estudado em protocolos clínicos para garantir sua eficácia e segurança
no tratamento da doença. Os protocolos clínicos são um passo fundamental para 
melhorar o tratamento do câncer. Os resultados prévios dos protocolos clínicos levaram 
ao avanço não só dos tratamentos do câncer, mas também para a detecção, diagnóstico 
e prevenção da doença. Os pacientes interessados em participar de um protocolo clínico 
devem conversar com seu médico.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cuidados Paliativos e a Psicologia

O paciente sempre deve ser entendido como um ser biológico, social, psicológico e espiritual, de maneira única e indivisível, devendo ser tratado em todas estas esferas, visto que a desorganização de uma delas provoca alteração em todas as outras. Devido a essa condição em que se encontram os pacientes, é necessário que além dos pacientes, os familiares e os próprios colaboradores do Hospital de Câncer de Barretos também tenham o auxílio da equipe de psicologia.

A equipe de psicologia é também responsável por colaborar com a humanização no delicado trabalho em equipe, de decisões conjuntas e trabalhos que se completam, integrando-se e proporcionando uma abordagem mais abrangente de cuidados ao paciente e à sua família.


Assistência Ambulatorial em Cuidados Paliativos


No momento em que os pacientes apresentam recidivas tumorais, metástase e são caracterizados dentro dos critérios de protocolo(como pacientes fora de possibilidade de cura e/ou com dor crônica), eles são encaminhados ao ambulatório do Hospital São Judas Tadeu para avaliação.

No ambulatório da unidade existem dois ambientes de espera: um para os pacientes acamados que precisam repousar e outro para os que podem permanecer sentados. Nestes ambientes são realizadas avaliações médicas e da equipe, mas os pacientes geralmente ainda não sabem o motivo pelo qual foram transferidos de unidades e como será o tratamento de agora em diante – já que essas informações serão dadas apenas pelo médico responsável.

O papel do psicólogo num primeiro momento em atendimento ambulatorial é o de acolher, estabelecer vínculo, familiarizar pacientes e familiares ao “novo” e desmistificar crenças sobre a Unidade de Cuidados Paliativos. Em um segundo momento, faz-se necessário identificar, trabalhar, diagnosticar e propor melhorias as demandas de cada paciente e, caso haja necessidade de intervenção psiquiátrica, o paciente é encaminhado ao serviço da cidade de origem.

Assistência de internação em Cuidados Paliativos

Os pacientes em estágio avançado da doença podem sofrer impacto psicológico devido ao estigma em ser considerado um paciente “terminal”. Como esses quadros, surgem alguns sintomas como:


  • Medo da degeneração e decadência do corpo
  • Medo do isolamento
  • Abandono ou do futuro dos familiares
  • Interrupção prematura de planos e metas de vida
  • Medo da separação
  • Medo da própria morte
  • Finitude da vida
  • Perda da autonomia e identidade
  • Sentimento de impotência
  • Fracasso
  • Desesperança
  • Desamparo
  • Solidão
  • Medo da mutilação
  • Limitações
  • Dor
  • Medo do sofrimento físico causado pelo agravamento do quadro clínico
  • Intervenções invasivas e desconhecidas

O trabalho da psicologia inicialmente é de acolhimento inicial ao paciente e ao cuidador após sua chegada na Unidade, avaliação das alterações emocionais e comportamentais dos pacientes internados encaminhados pelos médicos ou por profissionais da equipe multidisciplinar, acompanhamento familiar e suporte a equipe.

O psicólogo pode ser um elemento facilitador para que o paciente possa falar melhor de suas idéias, necessidades ou temores. A escuta atenta ao paciente e/ou familiar pode nortear a idéia do acolhimento, da continência, sentir-se aceito e respeitado o que pode ser um elemento principal no alivio do sofrimento. Ao mesmo tempo em que se processa a escuta atenta, devemos favorecer a possibilidade de expressão dos sentimentos presentes.

As famílias também passam por diversos estágios, coincidentes ou não com os vividos pelos pacientes. Ocorrem problemas de comunicação, isolamento e confusão nos papéis familiares. Em cuidados paliativos, a família deve ser acolhida nestes momentos de intenso sofrimento em que se está vivendo a perda do paciente, bem como poder falar sobre a sensação de impotência diante do sofrimento e da dor.

Assistência domiciliar em Cuidados Paliativos oncológicos

Podemos observar que a prática em atendimento domiciliar na área da saúde vem crescendo, nos setores público e privado, tendo vantagens diversas, como a relação custo-benefício e a humanização aplicada ao tratamento. 

O Hospital de Câncer de Barretos conta hoje com o Programa de Assistência Domiciliar Semanal aos pacientes que residem em Barretos no momento e que, devido às debilitações, dificultam o acesso até ao hospital. Por questões burocráticas, essa assistência é dividida em Visita Domiciliar e Internação Domiciliar.

Os pacientes que passam por atendimento ambulatorial e que apresentam os critérios necessários para o ingresso no Programa de Assistência Domiciliar, são definidos como pacientes de Visita Domiciliar. Já aqueles pacientes que ficam internados por um período na enfermaria do hospital e se enquadram também nos critérios de Assistência Domiciliar, se tornam pacientes de Internação Domiciliar após sua alta hospitalar. A diferença da atuação da equipe em ambas as categorias é a mesma. Porém, os pacientes de Internação Domiciliar, geralmente necessitam de cuidados mais intensos da enfermagem.

O atendimento domiciliar (também conhecido como Home care) é um trabalho que envolve orientação à família e ao responsável pelos cuidados prescritos ao paciente, sendo uma modalidade de atuação ainda pouco conhecida. O papel do psicólogo é avaliar as necessidades do tratamento, compreender e traduzir as necessidades do paciente para facilitar o relacionamento do mesmo com a equipe de saúde responsável. 

A assistência em Cuidados Paliativos prevê o acompanhamento do paciente e familiar também no processo de luto, buscando acolher a família mesmo após a morte. A idéia é tirar o estigma comum: impedir que os familiares sintam-se esquecidos ou mesmo abandonados pela equipe, depois que o paciente vem a óbito. Para tanto, a equipe de psicologia do Hospital de Câncer de Barretos trabalha com famílias enlutadas, realizando um “fechamento” de todo esse processo, fazendo-a reconhecer que a sua participação foi importante para o paciente que faleceu.

Para realizar esse trabalho, a equipe de Assistência Domiciliar do Hospital de Câncer de Barretos realiza visitas e contatos com as famílias durante dois meses após o óbito do paciente. Esse processo abre um processo de acolhimento da equipe e para a equipe, fazendo com que a partilha da dor e a elaboração da recuperação e aceitação ocorram de maneira mais amena. Quando o psicólogo sinaliza complexidade aparentemente irreversível no luto vivenciado pela família, é proposta uma avaliação ambulatorial com alguns membros e, se necessário, o familiar é encaminhado para o departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Barretos.