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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!

E muito obrigada a todos os voluntários. 

Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!

A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.






































quinta-feira, 28 de julho de 2016

10 dicas de nutrição para pacientes em tratamento do câncer

Não deixe a falta de apetite nem as náuseas atrapalharem a sua alimentação

Seja por meio de quimioterapiaradioterapia ou hormonioterapia, o tratamento do câncer pode provocar efeitos colaterais que interferem até na alimentação do paciente. "O tumor e o tratamento fazem o metabolismo da pessoa gastar mais energia e, ao mesmo tempo, perder o apetite, o que pode provocar desnutrição", contra o nutricionista Nivaldo Pinho. 

Junto a essa dificuldade, o tratamento pode causar náuseas, diarreia, falta de salivação, alteração no paladar e dificuldade de mastigar e digerir os nutrientes. A fim de amenizar esses efeitos, os cuidados na escolha dos alimentos e na forma de realizar as refeições devem ser redobrados. Anote o que especialistas em nutrição oncológica recomendam para garantir todos os nutrientes necessários e ter um corpo mais preparado para vencer essa doença.

Realce o paladar

Uma das primeiras mudanças que o paciente em tratamento do câncer nota é a modificação do paladar. O nutricionista Vitor Rosa, do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), conta que a quimioterapia e a radioterapia, quando realizada na região de cabeça e pescoço, destroem as células das glândulas salivares e papilas gustativas, o que diminui a salivação e a percepção do gosto dos alimentos. 

Especialistas também acreditam que o próprio tumor pode aumentar a produção de moléculas chamadas interleucinas, que estão presentes em processos inflamatórios. "Elas provocam alterações no sistema nervoso central, o que deixa um gosto metálico na boca", explica o nutricionista Nivaldo Pinho. 

Para deixar o paladar mais aguçado, procure enxaguar a boca com água ou chá de camomila antes das refeições. "Se não existirem feridas na boca, balas azedas ou ácidas e alimentos ácidos também realçam o paladar, assim como manjericão, orégano, hortelã e outros temperos naturais", aconselha Vitor Rosa. Já para aliviar o gosto metálico, substitua os talheres de metal por aqueles de plástico.

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Biópsia sem medo

Biópsia sem medo

O exame não indica necessariamente a existência de tumores. 


Thinkstock/Getty Images
Bióspia é o procedimento no qual se obtém amostras de tecidos, células ou líquidos, que são analisadas por um médico patologista
Ao receber o pedido médico de uma biópsia muita gente se preocupa, já imaginando que o especialista suspeita da presença de um tumor.
Não é preciso ter medo. Trata-se de um procedimento no qual se obtém amostras de tecidos, células ou líquidos, para serem analisadas posteriormente por um médico patologista. Os resultados ajudam a concluir um diagnóstico.
“A biópsia ajuda a elucidar quadros inflamatórios, infecciosos e tumorais (benignos e malignos)”, explica Flávio Ferrarini Pimentel, radiologista especializado em punções e biópsias orientadas por imagem do Fleury Medicina e Saúde.
Ela pode diagnosticar desde doenças inofensivas, como formação de verrugas ou cistos, até as mais preocupantes, como o câncer .

A solicitação pode ser feita quando, por meio de um exame laboratorial ou de imagem, o médico percebe uma alteração significativa e precisa saber exatamente o que é; ou quando o paciente apresenta alguma síndrome clínica (como anemia, baixo número de plaquetas, uma alteração bioquímica) que requer maior investigação.
A biópsia pode ser feita em várias áreas do corpo. E o tamanho da amostra depende da dimensão da lesão ou do órgão onde está localizado o problema. “Em algumas situações retiramos todo o tecido lesionado para análise. Outras vezes, apenas fragmentos ou células”, diz o especialista.
Apesar de ser um procedimento cirúrgico, geralmente a biópsia é bem simples e exige somente anestesia local. “Antigamente quando os médicos detectavam nódulos em umultrassom , por exemplo, muitas vezes tinham de fazer uma cirurgia de grande porte para saber o que era. A biópsia é uma grande ferramenta que colabora com os diagnósticos e evita riscos desnecessários”, argumenta o médico Flávio Ferrarini Pimentel.
Conheça alguns tipos de biópsia:
Punção aspirativa : consiste em introduzir uma agulha muito fina em um nódulo para retirada de material para análise. Geralmente é indicada para pesquisa em nódulos de tireoide e de mama e linfonodos aumentados, mas também pode ser realizada, por exemplo, em órgãos mais profundos como o pulmão . Ajuda a detectar tanto doenças infecciosas quanto tumorais.

Biópsia excisional : intervenção cirúrgica que remove todo o tecido suspeito para análise. Indicada, por exemplo, quando há linfonodos aumentados na axila ou na virilha.
Biópsia incisional : é feita a remoção de um fragmento da lesão por meio de uma incisão cirúrgica. Indicada quando há presença de lesões maiores.
Biópsia externa : feita na pele ou nas mucosas, sob anestesia local, quando há suspeitas de câncer de pele ou doença que não é possível de ser diagnosticada apenas com o exame físico.
Biópsia endoscópica : pinça fragmentos da lesão no momento da endoscopia . É realizada por cirurgião endoscopista. Pode ser também orientada por ultrassonografia endoscópica.
Biópsia de medula óssea : é a coleta de uma amostra de medula (fragmentos do osso), geralmente realizada sob anestesia. Habitualmente a amostra é extraída do osso da bacia. Indicada para situações em que se pesquisam doenças do sangue – tanto benignas quanto malignas – ou quando há suspeitas de que a medula óssea esteja invadida por um tumor.
Biópsia de linfonodo sentinela : indicada para detectar metástases em quadros de câncer de mama e de pele. O linfonodo sentinela é removido e examinado para determinar se há células de câncer presentes. É baseada na ideia de que os tumores se espalham (metástases linfáticas) de forma ordenada a partir do tumor primário para os linfonodos sentinelas e então para outros linfonodos mais distantes. Resultado negativo sugere que o câncer não se espalhou pelo sistema linfático. Resultado positivo indica que a doença está presente no linfonodo sentinela e pode estar também em outros linfonodos na mesma área. A informação ajuda o médico a determinar o estágio da doença e traçar o melhor plano de tratamento.

Tipos de Biópsias para o Diagnóstico do Câncer de Mama


Biópsia é a remoção de uma pequena quantidade de tecido para avaliação anatomopatológica da presença (ou não) de câncer. A amostra removida durante a biópsia é analisada por um patologista, médico especializado na interpretação de exames laboratoriais e avaliação de células, tecidos e órgãos para diagnosticar a doença. Se células cancerosas estão presentes, o patologista determinará o tipo de câncer de mama a que corresponde.

Existem vários tipos de biópsias, como biópsia de aspiração por agulha fina, biópsia por agulha grossa e biópsia cirúrgica, cada uma com seus prós e contras. A escolha do tipo de biópsia depende da sua situação específica. Alguns dos fatores que o médico irá considerar incluem tipo de lesão, tamanho, localização, quantidade de tumores e outros problemas clínicos e preferências pessoais da paciente.

Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de mama são:

  • Punção Aspirativa por Agulha Fina

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas. O material obtido é submetido à análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada.

Punção aspirativa por agulha fina
  • Biópsia por Agulha Grossa (Core Biopsy)

A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom. 

O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a região da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Posteriormente é realizada uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia. Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise. 

Ao término do procedimento será feita a compressão local, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo.

Core biopsy
  • Biópsia Assistida a Vácuo (Mamotomia)

A mamotomia consiste na retirada de fragmentos de tecido, utilizando uma agulha mais grossa, que a core biopsy que por sua vez está acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado a uma cânula que permite a sucção do tecido mamário. O procedimento pode ser guiado por ultrassom ou mamografia.
 
A grande vantagem dessa técnica dá-se pela melhor capacidade do estudo de microcalcificações, densidades assimétricas e distorções, somente caracterizadas pela mamografia e com elevado índice de erro na core biopsy. Outras vantagens da mamotomia incluem: inserção única da agulha com único disparo, colocação de clipe metálico marcador para abordagens futuras e melhor controle da região e obtenção de fragmentos contíguos com maiores dimensões da lesão, resultando em menor número de resultados subestimados.
 
Similar a core biopsy a área a ser biopsiada, a sonda de biópsia e o seu trajeto até a alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada são localizados na tela do equipamento de imagem utilizado. Durante o procedimento a sonda permanece no mesmo local até a retirada de quantidade suficiente de material, que é colocado em um frasco com formol e encaminhado ao laboratório de patologia. Em alguns casos, antes da retirada da sonda do local da biópsia, pode ser colocado um clipe marcador, de titânio, que servirá de guia para uma eventual intervenção cirúrgica, ou simplesmente para orientar os futuros controles mamográficos.
 
Terminado o procedimento será feita a compressão da região a fim de evitar sangramento da área biopsiada, em seguida é feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo.
 
Embora o objetivo da mamotomia seja o diagnóstico, em parte dos casos, consegue-se a retirada total da lesão, porém isso não é necessário para que se obtenha o diagnóstico. Se a alteração for identificada como maligna, a precocidade do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao seu médico a oportunidade de adotar condutas, que podem incluir a cirurgia e outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos.  Nestes casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada na mamotomia, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia. 

  • Biópsia Cirúrgica

É realizada no centro cirúrgico durante o ato cirúrgico e tem a grande vantagem de poder se fazer a biópsia por congelamento durante o procedimento o que permite dar ao cirurgião as margens de segurança. Se a margem ainda tiver doença o cirurgião avança um pouco mais e o congelamento se repete até que as margens cirúrgicas estejam livres de doença.

  • Biópsia do Linfonodo

Se os linfonodos axilares estão aumentados, eles serão verificados para a disseminação da doença. Mesmo se os linfonodos não se encontrem alterados, os gânglios linfáticos axilares geralmente são investigados para metástases, no momento da cirurgia para retirada do tumor mamário. Isto é realizado com a biópsia do linfonodo sentinela ou dissecção dos linfonodos axilares.

Câncer de peritônio, que matou Hebe, é mais comum em mulheres idosas


Tumor que atingiu apresentadora é considerado raro.
Ela morreu no sábado (29), em São Paulo, aos 83 anos.



O câncer de peritônio, que provocou a morte da apresentadora Hebe Camargo, atinge principalmente mulheres idosas -- a partir dos 60 anos. Hebe foi diagnosticada com a doença há dois anos e meio, e morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29).


O peritônio é uma membrana fina que envolve os órgãos do abdômen, como o estômago e o intestino, separando-os dos músculos da região.
Os tumores do peritônio podem ser primários – quando se originam no próprio peritônio – ou secundários – quando um câncer que veio de outro órgão o atinge. Os tumores primários, como foi o de Hebe, são considerados raros.
Dentre os tumores primários, existem dois tipos – o mesotelioma e o carcinoma. Hebe teve o segundo, que é o mais raro deles. “A gente poderia seguramente falar que [a incidência do carcinoma de peritônio] é menor que três casos para cada 100 mil pessoas”, afirmou o cirurgião oncologista Ademar Lopes, que é vice-presidente do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.
O principal sintoma dos tumores é o acúmulo de líquido na cavidade abdominal, que provoca aumento de volume na barriga. Foi, inclusive, este sintoma que levou Hebe a procurar o médico, segundo um vídeo que ela mesmo gravou no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se tratava.
Outros sintomas incluem emagrecimento e indisposição. A pessoa pode ainda sofrer dores, mas isso nem sempre acontece. A falta de sintomas claros é um dos desafios no combate à doença, segundo Lopes, que nunca tratou a apresentadora.
“É difícil identificar cedo”, apontou o médico. “Em geral, quando o diagnóstico é feito, o câncer já se espalhou”, completou.
A maneira mais comum de tratar esse tipo de câncer, segundo ele, é a quimioterapia. “É um tumor que responde bem à quimioterapia, mas, em geral, as células se tornam resistentes e a doença progride”, explicou. Mulheres idosas têm menor tolerância à quimioterapia, o que também dificulta o tratamento.
O tratamento pode incluir ainda a cirurgia, caso sobre líquido acumulado após a quimioterapia. Em alguns casos, os tumores bloqueiam a passagem do bolo alimentar pelo intestino, e é preciso fazer uma cirurgia para desobstruir a região – Hebe também chegou a fazer uma dessas.

Câncer de peritônio

O que é Câncer de peritônio?

Sinônimos: câncer peritonial
O câncer de peritônio é um câncer raro, que afeta o peritônio, uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero. Toda essa camada é rica em vasos do sistema linfático, que funcionam como sistema de defesa do organismo. O câncer de peritônio pode ser classificado como primário ou secundário.
Getty Images
Figura da cavidade abdominal mostra o peritônio (em azul) e catéter

Fatores de risco

O câncer primário no peritônio é considerado raro, acometendo algo em torno de quatro ou cinco pessoas numa população de 100 mil. Seus fatores de risco ainda não são muito bem conhecidos e a doença não apresenta sintomas específicos.

No entanto, o câncer de peritônio primário é mais comum em mulheres do que em homens. Mulheres com risco de câncer de ovário têm um risco aumentado para câncer de peritônio. Isto é ainda mais provável há o fator genético. A idade avançada é outro fator de risco para o câncer de peritônio.
O câncer de peritôneo é bastante semelhante ao câncer de ovário. Isso porque o tecido do peritônio é dos ovários são formados por células epiteliais. É comum que os dois tipos de câncer apresentem sintomas semelhantes. O tratamento para os dois casos também pode ser o mesmo.

Tipos

O câncer de peritônio primário se forma na própria membrana e secundário quando ele inicia em algum órgão da região - sobretudo intestinos, ovário, útero, estômago, pâncreas ? e se implanta no peritônio.

O câncer primário de peritônio é conhecido como mesotelioma e também pode originar-se dele um carcinoma semelhante ao câncer de ovário. Já o câncer que vem de outros órgãos e se implanta no peritônio é conhecido como carcinomatose peritoneal.

Câncer primário no peritônio

Quando progride, o câncer primário no peritônio favorece o aparecimento de nódulos, podendo causar dor abdominal e acúmulo de líquido.
Como em qualquer tumor, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais positiva é a resposta ao tratamento. O tratamento é baseado na quimioterapia, que ataca e minimiza o tumor. Em alguns casos, após reavaliação médica, se opta por procedimentos cirúrgicos que visam remover lesões residuais e por quimioterapia intraperitoneal hipertérmica.

Câncer secundário no peritônio

Os casos em que um tumor de estômago, intestino ou ovário, por exemplo, cresce, se espalha e se implanta no peritônio são mais frequentes do que os diagnósticos de câncer primário no peritônio.
Nessas situações, células tumorais se desgrudam do órgão acometido e conseguem migrar e se implantar no peritônio, contribuindo para a disseminação da doença. É o que os médicos chamam de carcinomatose peritoneal.
Quando a doença alcança esse estágio, os recursos terapêuticos abarcam desde quimioterapia até intervenções cirúrgicas.

sintomas

Sintomas de Câncer de peritônio

Assim como ocorre com o câncer de ovário, o câncer de peritônio pode ser difícil de ser diagnosticado nos estágios iniciais da doença. Isso porque os sintomas não são claros, portanto difíceis de identificar. Quando os sintomas ocorrem claramente, muitas vezes é um sinal de que a doença progrediu. Muitos dos sintomas acontecem devido ao acúmulo de líquido (ascite) no abdômen.
Os sintomas do câncer de peritônio podem incluir:
  • Dor abdominal
  • Diarreia e náuseas
  • Massa abdominal
  • Aumento da circunferência abdominal
  • Distensão do abdômen
  • Ascite (fluído no abdômen)
  • Febre
  • Perda de apetite
  • Ganho de peso ou perda inexplicável
  • Fadiga
  • Anemia
  • Distúrbios digestivos
  • Constipação
  • Micção frequente
  • Sangramento vaginal anormal

 tratamento e cuidados

Tratamento de Câncer de peritônio

Pode haver mais do que um tipo de tratamento para o câncer de peritôneo. O tipo de tratamento vai depender de alguns fatores principais: o estágio e grau do câncer; o tamanho e a localização do câncer e a idade e saúde em geral do paciente.

Os tratamentos para o câncer de peritôneo incluem: A cirurgia citorredutora é usada para a remoção de tumores. O objetivo da cirurgia será remover toda a doença visível. O cirurgião também pode remover os ovários, trompas e útero, além de outros tecidos e órgãos.
Quimioterapia. Os medicamentos usados para tratamento do câncer de peritônio são semelhantes aos utilizados para o câncer do ovário. Você pode receber o tratamento por injeção no hospital a cada uma, duas ou três semanas.

A quimioterapia ainda pode ser do tipo intraperitoneal, quando é realizada através de um catéter no abdómen, que foi colocado sob a pele durante a cirurgia. Isto é chamado de quimioterapia. Também é feita de três em três semanas, mas é um ciclo de tratamento mais complexo.
O tratamento de suporte pode ajudar a aliviar os sintomas de câncer peritoneal, tais como dor, perda de peso, ou o acúmulo de líquidos.

 convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

O câncer de peritôneo pode se espalhar rapidamente, porque o peritônio é rico em fluidos que são transportados pelo sangue. Após o tratamento, a recorrência do câncer de peritôneo é comum. Isso porque esse tipo de câncer é geralmente diagnosticado em um estágio avançado. Você pode precisar de mais do que um ciclo de quimioterapia ou outras cirurgias.