Mostrando postagens com marcador REDE FEMININA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador REDE FEMININA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!
E muito obrigada a todos os voluntários. 
Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!
A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.


Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)

Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac. 
Obrigada a todos pela presença!

E muito obrigada a todos os voluntários. 

Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!

A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.






































Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)


Chá Beneficente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Bilac.(31/07/2016)


MENSAGEM DE AGRADECIMENTO AOS NOSSOS VOLUNTÁRIOS

Tornar-se voluntário significa atender à uma vontade que se transforma em um ideal. Ser voluntário, voluntária é conseqüência da tomada de consciência de que podemos tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
A cada ano cresce o número de voluntários e voluntárias que contribuem com o trabalho social da REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER DE BILAC, que possibilita que sejam beneficiadas mais e mais pacientes e familiares, estes que muitas vezes já perderam a esperança...
E juntos, percebemos que somos bem mais fortes, que podemos ajudar!
A Diretoria da Rede Feminina de Bilac, vem, através desta singela mensagem, expressar toda gratidão à todos que de alguma forma colaboram e tornam possível a realização de nosso sonho de colaborar com o próximo e a realização desse evento, que é esse Chá.
Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados!
À vocês, voluntários e voluntárias, por perceberem o que ocorre à nossa volta e importarem-se de fato… por buscarem promover uma transformação efetiva através de atitudes e não apenas de discursos... por preocuparem-se com aqueles que no momento precisam mais que nós... por proporcionarem sorrisos as pessoas que acabam por perder a motivação para dá-los... por estenderem a mão, em sinal de solidariedade, a quem necessita…
À vocês, deixamos a nossa homenagem, a nossa eterna gratidão e nosso eterno muito obrigada!!!
Cacilda Pintão Bellinati

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pacientes com câncer de mama recebem dicas de beleza e moda no Hospital



Aos 43 anos a dona de casa Sandra Augusta, de Palmas, no Tocantins, descobriu no Hospital de Câncer de Barretos que tinha câncer de mama. Foram dois dias de viagem para que ela chegasse à instituição e recebesse o diagnóstico. E para que o tratamento tivesse ainda mais efeito, ela foi submetida a uma cirurgia de mastectomia, ou seja, de retirada total de uma das mamas.
“A gente fica meio sem saber o que fazer. Fica meio pra baixo, triste. Não tinha força para fazer nada. Não tinha força para me sentir bonita”, disse.
Mas nesta quarta-feira, 14 de outubro, ela recebeu um presente: a valorização da beleza e da autoestima. Sandra participou de uma oficina de automaquiagem, que ainda contou com a presença de uma blogueira para customizar camisetas e consultoras de beleza que ensinaram diferentes jeitos de amarrar os lenços.
“Eu gostei bastante. Agora eu aprendi como me maquiar e vou usar meu kit. Uma amiga que fiz durante o meu tratamento disse para eu participar. Está aprovado”, afirmou a dona de casa.
A oficina faz parte da ação “De Bem com Você – a Beleza Contra o Câncer”, um projeto do Instituto Avon e do Instituto ABIHPEC, destinado às mulheres em tratamento oncológico. A iniciativa gratuita tem o objetivo de melhorar a parte emocional das pacientes.
Segundo a psicóloga do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Kamila Panissi, eventos como esse ajudam na dificuldade de se enfrentar a doença. Isso mostra que elas podem se cuidar, mesmo com os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo.
As mulheres que participam do encontro recebem orientações de maquiadores voluntários, ganham kits com produtos de beleza para aprender a automaquiagem e ainda podem trocar experiências e superar juntas alguns problemas. “Eu aprendo muito cada vez que faço a oficina. Cada vez é um rosto diferente, com uma nova história para conhecer. E conforme a oficina vai acontecendo aparece um rosto, que antes era triste, mas que agora se envaidece”, relatou o cabeleireiro e maquiador Roger Martins.
Customização
Para garantir que as pacientes saíssem ainda mais bonitas do Instituto de Prevenção, a blogueira de moda, estilo e beleza, Tabata Boccatto, ensinou como customizar uma camiseta. “Eu já conhecia o Hospital pelo nome. Sei como é lidar com essa doença, pois perdi meu pai de câncer. Fiquei muito honrada em participar. É um jeito simples de elas perceberem que podem ter a autoestima sempre elevada e ainda se divertirem fazendo algo bacana para passar o tempo”, contou.
As camisetas usadas foram doadas pela Condor – empresa do seguimento de higiene bucal, beleza e limpeza – e fazem parte da campanha “Para Todas as Marias”, que visa direitos iguais no tratamento do câncer de mama.
As consultoras de beleza da empresa Marília Kicuchi e Andrea de Souza mostraram às pacientes novas maneiras de usar lenços e turbantes. “Nós amamos. Foi uma pena que não tivemos mais tempo. A gente se empolga e quer mais.”


quinta-feira, 14 de julho de 2016

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?
As dores que passamos nos ajudam a amadurecer?

O quanto nossas dores (físicas, emocionais, financeiras...) nos ajudam a crescer? Certamente elas ajudariam muito mais se tivéssemos olhos e coração abertos o suficiente para enxergar as maravilhas que podem se esconder por trás de cada situação que passamos.


Escuto muitos ainda questionarem essa ideia. Não concordando ou não entendendo como algum tipo de dor faria um ser crescer e amadurecer. Pois bem, muitas vezes estamos tão inseridos em uma situação que não conseguimos enxergar ou perceber nada além dos nossos olhos físicos. A dor é real, a pessoa está sentindo realmente a dor no corpo físico, dores de cabeça, musculares, doenças, tratamentos médicos. No seu emocional, tristezas, perdas, luto, separações, ansiedade, medos, culpas, situações afetivas. Na parte financeira, desemprego, dívidas, contas, nos alimentar, nos vestir, estudar, enfim, viver e sobreviver. Tudo isso e outras mais nos causam dor, sem sombra de dúvida. Alguns sentem mais um tipo de dor e tiram de letra outras. Se entendermos que aonde a dor aperta mais é justamente aí que temos um aprendizado a ser feito aceitaríamos talvez como um ciclo a ser passado. E se a dor é inevitável e o sofrimento é opcional; o que ainda não entendemos, ou o que precisamos fazer para que não soframos com as situações?


Pois bem, na frase muito verdadeira em que afirma-se que o sofrimento é opcional, realmente ele é. Uma vez que cada um reagirá de uma forma diferente, perante as situações. Nesse momento podemos fazer um exercício e olhar para nossa vida, procurar ver que situações já passamos e tivemos sofrimento. Após esse exercício procuremos ver a forma que reagimos frente a ele. Muitas pessoas se apegam ao sofrimento, carregam-no vida afora, como se ele fosse uma extensão do próprio corpo. Não buscam auxílio para eliminá-lo, mas sim ficam na queixa, na vitimização, aprendem a conviver com ele, assim não descobrindo a verdadeira causa que poderia auxiliar a extingui-lo.


Existem muitas formas de superar e não se apegar ao sofrimento; delimite-se um tempo para lamentar, viver a situação, passar pelo processo da dificuldade em questão. Precisamos entender o que temos que aprender com a situação. Após isso, tome a atitude de eliminar a postura vitimista e, se perceber que as coisas continuam na mesma, o sentimento não melhora, não está conseguindo sair da situação, pelo contrário os sintomas estão aumentando, procure ajuda de alguém capacitado para auxiliar. Para cada área há um profissional que já atendeu e acompanhou vários casos parecidos ou iguais aos seus.


Mas e voltando ao assunto em que a dor pode nos fazer crescer e evoluir? Muitos não entendem como isso poderá acontecer. De modo “simples”, primeiramente nos questionando o que tenho que aprender e compreender? O que posso/devo mudar? De modo simples, podemos dizer que ela nos auxilia a enxergar características que achávamos não possuir, ou, vendo de outra forma nos faz desenvolver atributos. A dor (novamente entenda-se dor tanto como as emocionais, físicas, financeiras, etc.) pode nos tornar mais fortes, menos ranzinza, pode nos ensinar a ter mais compaixão pelo próximo, a sermos mais humildes, a ter mais paciência, sermos menos egoístas assim mais altruístas, mais corajosos, desapegarmos do material, aprendermos a viver de uma forma mais simples, a nos doarmos mais, a sermos mais leves, mais espiritualizados, mais alegres e mais felizes.


Então, ela realmente pode nos ajudar a crescer e evoluir, mas não fará isso sozinha. Isso dependerá da nossa postura frente a ela e do nosso necessário desapego dela. Cabe a cada um fazer sua parte, porque essa ninguém fará por nós. E convenhamos, é tão bom convivermos com pessoas alegres, leves e felizes, não é? Você não gosta? Então decida por ser essa pessoa você também. 

Mantenha uma Boa Saúde Mental

Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa
Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa

Saúde mental é o estado psicológico harmonioso de uma pessoa. A confusão entre transtorno psiquiátrico e má saúde mental é muito frequente, pois tanto um quanto o outro possuem relação com a mente das pessoas. Uma pessoa que possui a saúde mental debilitada é aquela que se sente afetada pelas emoções sentidas diariamente, seja ela alegria, tristeza, estresse, cansaço ou qualquer outro sentimento que mexa com o equilíbrio mental do indivíduo. Já o transtorno psiquiátrico é uma das doenças causadas pela saúde mental em estado crítico.

Para ter uma saúde mental saudável é recomendado ter bons hábitos alimentares, evitar o consumo de álcool e drogas e manter uma harmonia entre os sentimentos que possa vir a estar exposto no dia a dia. O SUS (Sistema Único de Saúde) possui assistência para as pessoas que apresentam algum tipo de problema quanto à saúde mental.

Diversos profissionais são indicados para tratar desse desequilíbrio mental. Entre eles, estão: o psicólogo, o psiquiatra, o neurologista e o psicanalista. Esses especialistas têm como principais funções identificar quais são os fatores que interferem na saúde da pessoa e auxiliá-la com tratamentos.

Hoje, o maior desafio de pessoas que trabalham nessa área é lidar com a quantidade de pessoas desenvolvem doenças mentais por fazerem uso de drogas, principalmente o crack. Esses pacientes na maioria das vezes chegam muito debilitados para realizar os tratamentos necessários.

No mais, até mesmo pessoas que se sentem bem mentalmente é recomendado fazer visitas regularmente ao consultório de algum especialista para que, caso venha desenvolver algum tipo de doença, o diagnóstico será feito logo no inicio.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/72750/mantenha-uma-boa-saude-mental#ixzz4EM99piYw

Psico-Oncologia: conceitos, conquistas e desafios

Luta contra as variadas formas de câncer
Luta contra as variadas formas de câncer

A Psico-Oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da Oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. A Psico-Oncologia representa a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia.

Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A Oncologia ou Cancerologia é a ciência e especialidade da medicina que estuda o câncer e como ele se forma, instala-se e progride, bem como as modalidades possíveis de tratamento.

Câncer ou enfermidades oncológicas são denominações utilizadas para descrever um grupo de doenças que se caracterizam pela anormalidade das células e sua divisão excessiva.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento, pode desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada a morte, e apesar de todo o conhecimento e informações acerca dessa enfermidade, o diagnóstico do câncer tem usualmente um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente á essa nova realidade, independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa e o psicólogo apesar da linha teórica que escolher (psicanálise, gestáltica, cognitiva comportamental, dentre outras), juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e este levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da Psico-Oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em Hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Em relação às possíveis causas, ao tratamento, recuperação e cura, apesar de todo o avanço da medicina, do ensino e pesquisa, sem dúvida, ficam claras as lacunas do conhecimento do que realmente ocorre nos processos oncológicos. Não se sabe quais são todos os fatores desencadeantes do processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença, a priori o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

É essencial compreender e dar suporte a todas as transformações oriundas, decorrentes desde a confirmação do diagnóstico até a fase de recuperação ou fase terminal, bem como ouvir e aprender com o paciente, tendo sempre em mente que estamos cuidando de um ser humano repleto de experiências, vivências, sonhos, crenças, limitações, dentre outros aspectos e não apenas da enfermidade que ele traz


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/49801/psico-oncologia-conceitos-conquistas-e-desafios#ixzz4EM7ElQiP

A dor da perda

 ´A dor é suportável quando conseguimos
acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos
que ela não existe.´
Allá Bozarth-Campbell

´Às vezes, quando sentimos a falta de alguém, parece que
o mundo inteiro está vazio de gente.´
Lamartine


Primeiramente, quero abordar alguns mitos sobre o luto, que dificultam uma compreensão clara a respeito dessa experiência tão humana e universal. 

 Luto e pesar são uma mesma experiência.

A vivência da perda e do luto progride de acordo com fases previsíveis e sequenciadas.

Devemos sair do luto, em lugar de encará-lo.

A partir da perda de uma pessoa amada, devemos ter como objetivo superar o luto, o mais cedo possível.


A dor expressa em lágrimas é um sinal de fraqueza

Luto e pesar são a mesma experiência?
Há diferenças fundamentais entre as duas experiências e entender essa diferença é fundamental.


Pesar : é um complexo de pensamentos e sentimentos sobre a perda, que são vivenciados internamente. Em outras palavras, é o significado interno dado à experiência do luto.

Luto: é o pesar tornado público, quando você se apodera desses sentimentos e pensamentos e os expressa e compartilha com os que o cercam. Chorar, falar sobre a pessoa que morreu ou celebrar datas especiais são apenas alguns exemplos. Mesmo que esta expressão se dê sem a presença de outras pessoas, também pode ser entendida como uma forma saudável de luto.

Há uma seqüência previsível de fases na vivência do pesar e do luto?


Não é possível falar com precisão sobre essa seqüência, embora exista a necessidade de compreender o processo e, por que não dizer? - tentar controlá-lo. A noção de fases pode até mesmo ajudar as pessoas a encontrar sentido para sua experiência de luto, mas não é possível substituir o medo e a sensação de falta de sentido, naturais em uma experiência de luto, pelas falsas certezas de que as pessoas viveriam essa experiência seguindo pelas mesmas fases. 

O conceito de fases foi popularizado com a primeira publicação, em 1969, do livro ´Sobre a Morte e o Morrer´, de Elizabeth Kubler-Ross, sem dúvida um marco na literatura sobre o assunto. No entanto, ela jamais desejou que as pessoas passassem a interpretar literalmente sua descrição de fases do morrer, como foi feito, com conseqüências desastrosas para a compreensão do processo.

A pessoa enlutada com freqüência encontra outras, na mesma situação, que adotaram um sistema de crenças rígido sobre o que deve ser experimentado nessa jornada ao longo do luto. Essas crenças podem afetar profundamente o processo individual natural. Podemos encontrar respostas de desorganização, medo, culpa, mas também podemos não encontrá-las. Ou a regressão pode ou não acontecer ou se sobrepor a qualquer outra das respostas. As emoções podem seguir-se umas às outras com intervalos curtos ou até mesmo duas ou mais emoções podem estar presentes ao mesmo tempo. 

Cada pessoa fica enlutada de sua maneira, não existindo, portanto, maneiras melhores ou piores, nem a imposição de uma seqüência rígida, que normatiza o processo. O luto é uma experiência pessoal e única, para cada pessoa.

Devemos evitar o luto, em lugar de enfrentá-lo?


Talvez como resultado dos valores prevalentes na sociedade ocidental moderna, as pessoas enlutadas são encorajadas pela sua comunidade a prematuramente deixar para trás a experiência do luto. Como resultado, temos duas situações: ou o enlutado vive seu processo isoladamente ou força-se a abandona-lo, antes de te-lo completado. Amigos e familiares, bem-intencionados mas desinformados, tentam fazer com que o enlutado desenvolva auto-controle, entendendo que essa é a resposta adequada, tornando muito difícil para o enlutado enfrentar essa mensagem poderosa, que encoraja a repressão emocional.

Com freqüência, as pessoas me perguntam quanto tempo dura o luto. Entendo que esta é uma pergunta diretamente relacionada à impaciência que nossa cultura tem com o pesar e o desejo de sair logo da experiência do luto. Um exemplo disso é a pressão que o enlutado sofre, logo após a perda, para voltar à atividade normal. Aqueles que permanecem expressando tristeza por um tempo prolongado são considerados fracos, loucos. A mensagem sutil é ´seja forte, não se deixe abater´. Ou seja: o luto passa a ser visto como alguma coisa a ser evitada e não, que precisa ser vivida. E o enlutado passa a apresentar um comportamento socialmente aceitável, que, porém, contraria sua necessidade psicológica. Mascarar ou fugir do luto causa ansiedade, confusão e depressão. Se a pessoa enlutada receber pouco ou nenhum reconhecimento social para sua dor, poderá temer que seus pensamentos e sentimentos sejam anormais, o que nem sempre ocorre. 

A partir da perda de uma pessoa amada, devemos ter como objetivo superar o luto, o mais cedo possível?

O enlutado pode ouvir alguém lhe perguntar: Você já superou sua dor? Ou, o que é pior: ´Já está na hora de você sair dessa.´ Em termos clínicos, a dimensão final do pesar é com freqüência entendida como resolução, recuperação, restabelecimento ou reorganização. Por que não pensar em reconciliação? Esta palavra pode ter um significado mais apropriado acerca do processo vivido. Não significa passar pelo luto, significa crescer por meio dele. Reconciliação é mais expressiva daquilo que ocorre, à medida que o enlutado integra essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu. 

A reconciliação permitirá que o enlutado tenha um senso de confiança e energia renovado, uma habilidade para reconhecer totalmente a realidade da morte, e a capacidade de se tornar envolvido novamente. O mais importante: o enlutado poderá reconhecer que, embora difícil, a dor e o pesar são partes necessárias do viver. À medida que for ocorrendo a reconciliação, o enlutado poderá se dar conta que a vida será diferente sem a presença da pessoa que morreu. Mas para isso será necessário perceber que a reconciliação é um processo, não um evento. Além da compreensão intelectual, existe a compreensão emocional e espiritual. Ou seja: além de entender na mente, vai entender no coração: a pessoa amada morreu. A dor sentida vai deixar de ser onipresente e aguda, para se transformar em um sentimento de perda que pode ser reconhecido e dá vez a um significado e um propósito renovados. O sentimento de perda não desaparece completamente, ele é atenuadoe as crises de pesar, antes intensas, tornam-se menos freqüentes e mais suaves. À medida que o enlutado começa a fazer novos envolvimentos, emerge a esperança de continuar a viver. É possível perceber que, embora a pessoa que morreu jamais virá a ser esquecida, a vida pode e deve continuar a ser vivida. Não se trata de ´superar´ o pesar. Quando o enlutado começa a mergulhar no trabalho do luto, ele irá se reconciliar com ele. 

A dor expressa em lágrimas é um sinal de fraqueza?


Muitas vezes, as lágrimas devidas a uma perda são associadas a fraqueza e inadequação pessoal. O pior que o enlutado pode fazer é permitir que este julgamento o impeça de se expressar dessa maneira. Enquanto suas lágrimas podem ocasionar um sentimento de impotência nos amigos, família e cuidadores, é preciso que ele cuide para não se deixar inibir por eles. É possível que a pessoa que está preocupada com o enlutado tente, mesmo que de maneira sutil, por desejo de protegê-lo, evitar que ele chore, para protege-lo e a si mesma, da dor da perda. Ouvem-se frases como: ´As lágrimas não o trarão de volta´ ou ´Ele não gostaria de vê-lo chorar´ . No entanto, chorar é uma maneira natural de aliviar a tensão interna e permite que seja comunicada a necessidade de ser confortado.


Mesmo com dados ainda limitados, há evidências de pesquisa que apontam que a supressão das lágrimas aumenta a suscetibilidade a distúrbios relacionados ao stress. 

Por que cada perda é única?


O que há de muito especial nos seres humanos? Cada um é único, não há dois iguais e isso se reflete nos vínculos que estabelecemos, bem como nas condições da dor pela perda daqueles que amamos.

Há alguns fatores que contribuem para a compreensão dessa experiência incomparável que é o luto.

Fator 1) A natureza da relação com a pessoa que morreu
Fator 2) Circunstâncias da morte
Fator 3) Circunstâncias do sistema de apoio do enlutado
Fator 4) A personalidade - incomparável - do enlutado
Fator 5) A personalidade - incomparável - da pessoa que morreu
Fator 6) O contexto cultural do enlutado
Fator 7) O contexto religioso e espiritual do enlutado
Fator 8) Outras crises ou situações de stress na vida do enlutado
Fator 9) Questões de gênero
Fator 10) A experiência com os rituais de luto


Quando falo na dor da perda, assim entendida, preciso citar aqui um poeta brasileiro contemporâneo, que todos vocês conhecem, Caetano Veloso, que disse:

´Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.´

Qualidade de vida


Sempre que abordo o tema qualidade de vida, gosto de utilizar a expressão "vida com qualidade". Ambas parecem ter o mesmo significado, porém um olhar mais acurado descobrirá nelas conotações diferentes. Todos concordamos que temos que caminhar, tomar sol antes das dez da manhã, passar bloqueador solar, comer melhor, não beber, não fumar... mas, são tantos esses "mandamentos", que, no afã de cumpri-los, podemos acabar estressados, deixando de lado o que certamente é mais importante: a alegria de viver.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós.

Vivemos o tempo todo preocupados com a violência da cidade, com o dinheiro que precisamos ganhar, com as contas a pagar, se seremos demitidos, se teremos câncer, etc... Não ousamos mais, não somos mais criativos e não sabemos sequer o momento em que devemos ou não fazer algo. Nos tornamos escravos de consumos, sem entrarmos em contato se as coisas que consumimos fazem sentido e, principalmente, se as desejamos realmente. Quantos de nós conseguimos fazer contato verdadeiro consigo mesmo, conhecer suas próprias sensações e sentimentos. O normal na sociedade é a bitolação, a alienação e a prisão a conceitos que nada significam para as pessoas individualmente e, mesmo assim, elas não conseguem abrir mão desse enganoso "status quo".

Perdeu-se a alegria do bom encontro, de dançar, de cantar no banheiro, de cumprimentar o vizinho, de passear com os filhos, de seduzir o cônjuge, de convidar amigos para fazerem parte de sua vida, de fazer uma boa comidinha para agradar o outro. Impera o hedonismo, se dá mais valor aos livros de auto-ajuda do que à vida vivida de forma plena, nas alegrias ou nos sofrimentos.

Precisamos, olhar mais para o céu, olhar mais para as crianças que brincam, ver uma "pelada" da molecada na rua, rir alto com os amigos, mesmo em locais públicos, não levar tão a sério os pequenos tombos, rir de si próprio e porque seu time perdeu.

Vida com qualidade é permitir-se ir além. É sonhar sem deixar de aprender com as possibilidades. É espantar-se diante do belo, confrontar-se com os amigos sem precisar temê-los. E saber brigar com os inimigos de forma justa. Fazer de sua vida, uma taça cheia. Transbordar, porque está se realizando, em processo. Pessoas precisam se bastar mais, sem, necessariamente, serem auto-suficientes. Qualidade de vida não é entrar no modismo do "isto não pode, isto não deve"... É caminhar, dançar, transformar e criar a cada momento.

Câncer? menos mal...


Certamente, todos já ouvimos alguém falar no jornalístico da televisão, em depoimento marcado por um misto de espanto e desespero, que "eu não esperava que isso pudesse acontecer comigo". Mas, como foi na tv, distante, continuamos achando o mesmo - que aquilo de ruim que aconteceu é coisa impossível de nos atingir.

Assim se dá com o câncer. Sabemos do caso do parente do vizinho, do comerciante da esquina, do artista famoso... mas não visualizamos a menor possibilidade de acontecer conosco ou com um familiar nosso.

Infelizmente, nem sempre é assim. Na maioria das vezes, é bem verdade, por conta de falta de cuidado, principalmente daqueles em cujo histórico familiar haja casos da doença e que, por isso, têm maior predisposição ao câncer. A esses, em especial, conquanto seja impossível afastarem-se de todos os fatores ambientais cancerígenos, recomenda-se que se submetam regularmente a exames preventivos, o que nem sempre é seguido.

Mister se faz também, que tenhamos em mente que determinados agentes externos que podem ser evitados são responsáveis por grande parte das incidências. Temos, por exemplo, maior quantidade de casos de câncer de pulmão entre tabagistas, de pele entre pessoas que se expõem demasiadamente ao sol, câncer de boca ligado ao excesso de bebidas alcoólicas e assim por diante. 

A supressão de hábitos nocivos, como os mencionados acima, dietas alimentares mais sadias, evitar tensões emocionais desnecessárias, dentre outros fatores, reduzem em muito os riscos de se desenvolver a doença.

É importante frisar, contudo, aos que tiverem o dissabor de contraí-la, que vai longe o tempo em que o diagnóstico de câncer era como uma sentença de morte e, embora ainda seja a segunda doença que mais mata no mundo, com cerca de seis milhões de óbitos por ano, se detectado precocemente e mediante tratamento adequado, em 90% dos casos se atinge a cura.

Ressalve-se que esses índices de sucesso atingidos atualmente não são obra do acaso, mas sim resultado de avanços tecnológicos significativos ocorridos nas últimas décadas, com o desenvolvimento de verdadeiro arsenal terapêutico anti-câncer.

São novas técnicas cirúrgicas, descoberta de dezenas de medicamentos quimioterápicos, otimização de tratamentos à base de radioterapia e, mais recentemente, a inserção da hormonioterapia no combate a determinados tipos de tumor. Esses recursos, aplicados de forma combinada ou separadamente, levando-se em conta a individualidade do diagnóstico e as condições do paciente, permitem que se trate o mal minimizando a agressão ao organismo e proporcionando o conforto e bem-estar possível em cada caso.

A contribuir também para esse bom desempenho está a presença de profissionais de diversas áreas de saúde no acompanhamento ao paciente. Atualmente, são compostas equipes multidisciplinares, envolvendo médicos de diferentes especialidades, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros e assistentes sociais, entre outros, com intuito de administrar o tratamento mais correto e menos invasivo, melhorando, com isso, a qualidade de vida do paciente.

Neste contexto, um dos aspectos mais importantes é o emocional. Ao contrário do que se acreditava nos primórdios da medicina, de que o corpo e a mente seriam duas "entidades" separadas, um grande número de pesquisas recentes evidenciam, cada vez mais, a associação entre as variáveis psicológicas e a formação e o desenvolvimento de neoplasias. 

Ao estudo dessa relação interdisciplinar denominou-se Psico-Oncologia, especialidade da Psicologia de Saúde que se ocupa dos fatores psicossociais ligados à oncologia, desde a sua prevenção. É considerada hoje poderosa aliada ao tratamento médico convencional, fornecendo-lhe os subsídios indispensáveis ao enfrentamento da doença e à manutenção da dignidade do paciente e de seus familiares, mesmo nos momentos mais difíceis do processo.

As intervenções psicológicas, sejam elas através de atendimentos terapêuticos individuais ou em grupo, bem como de participação em grupos de apoio, são essenciais, pois promovem o equilíbrio emocional necessário a que o sistema imunológico reaja e auxilie o combate à doença e evitam sentimentos de frustração, animosidade, depressão e desmotivação com o tratamento, muito freqüentes em pacientes oncológicos.

Por tudo isso, está chegando o tempo de se reagir com tranqüilidade ao diagnóstico: É câncer? Então, menos mal...

terça-feira, 12 de julho de 2016

Reabilitação Funcional Pós Mastectomia

O período de recuperação de pacientes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.


A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a
recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e
da rigidez nas costas e no pescoço.

Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão
logo o médico autorize, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a cirurgia.
Inicialmente, os exercícios são leves e podem ser feitos na cama.
Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária.

No hospital, no dia seguinte ao da cirurgia


Mantenha o braço 20 cm afastado do corpo e a mão,
punho e cotovelo do lado operado apoiados sobre
um travesseiro, de modo a ficarem mais altos que
o ombro para evitar inchaço e diminuir a tensão.


Inicie movimentos suaves de dedos, punho, cotovelo e ombro assim
que seu médico permitir. Faça 10 séries em cada articulação, 3 vezes ao dia.
Se você fez a reconstrução, movimente tudo menos o ombro, faça também
movimentos com pé e joelhos e eleve de vez em quando o quadril.

Respiração profunda

É necessário e saudável praticar respiração profunda para aumentar a movimentação
do tórax, ajudar no relaxamento e na redução de tensões do corpo e mente:

  • Deite-se de costas, respire normalmente 3 vezes.
  • Respire profundamente enchendo os pulmões com o máximo de ar que puder. 
  • Segure o ar por alguns segundos e relaxe. 
  • Imagine suas tensões e preocupações saindo com o ar exalado. Repita 5 vezes.
  • Respire 3 vezes normalmente para finalizar.

No hospital

Você pode permanecer de 2 a 5 dias internada, período em que pode ficar
com as pernas flexionadas e elevadas no leito, conforme orientação médica.
É importante não forçar o ombro do lado operado nos primeiros dias,
mas cotovelos e mão podem ser movimentados normalmente.
Para não sentir dores nas costas, dobre e estique as pernas sempre que puder. 
Você pode levantar e abaixar o quadril mantendo os joelhos flexionados de 
forma a aliviar a pressão nas costas na cama.

Em casa

Procure fazer exercícios somente com os braços, deixando o restante do corpo relaxado.
Respire profundamente. Quando sentir algum desconforto, relaxe um pouco antes de
continuar os movimentos. Se possível faça os exercícios diante de um espelho, pois assim
você terá uma melhor visão de si mesma. Faça os exercícios duas vezes ao dia e aos poucos.
Aumente o número de repetições, começando por 5 até chegar ao máximo de 15 vezes.
Fique de pé, procure deixar a cabeça reta, os braços soltos ao lado 
do corpo. Separe os pés um pouco e procure deixá-los um ao lado 
do outro. Deixe as costas retas, alinhadas e relaxadas, encoste a 
nuca e as nádegas na parede.
Movimentos de relaxamento

Movimento pendular: em pé, próxima de uma parede, dobre seu corpo até que o braço do lado não operado encoste-se à parede com um apoio. Solte bem o outro braço e balance para frente e para trás, de um lado para outro.
Girando a cabeça: deixe os ombros e 
braços bem soltos do lado do corpo e gire 
a cabeça imaginando desenhar um círculo 
bem amplo com o topo da cabeça, para
um lado e para outro. 
Repita 3 vezes para cada lado.
Girando o ombro: em pé, deixe os 
braços soltos e gire o ombro imaginando
desenhar um círculo. Primeiro para frente
e depois para trás. 
Repita o exercício 3 vezes para cada lado.

Movimentos de abertura

Elevando o braço:
Fique em pé próximo à parede, mas não muito perto dela. 
Toque a parede com os dedos do lado operado e vá 
subindo 3 vezes, com movimento dos dedos, lentamente, 
até o ponto máximo que você conseguir, 
conte até 10 e abaixo o braço.


Abrindo o braço:

Fique em pé, coloque o braço do lado operado
voltado para a parede. Vá subindo com os 
dedos até o ponto máximo que você conseguir, 
conte até 10, e coloque o braço no ombro 
contralateral, descanse.


Alcançando a orelha oposta:
Fique em pé com as mãos ao longo do corpo. 
Coloque a mão do lado operado sobre a cabeça, 
tente alcançar a orelha do lado oposto passando 
o braço por cima da cabeça. Conte até 10, relaxe.

Alcançando as costas:
Coloque o braço nas costas. Mantendo-se reta, dobre o cotovelo, levando a mão para cima e para baixo.
Eleve os braços estendidos lateralmente até a altura dos ombros. Com a palma das mãos para cima, dobre os cotovelos tentando colocar as mãos na nuca.
Eleve o braço lateralmente com a palma da mão para baixo. Tente alcançar o ombro do lado oposto, mantendo o cotovelo na altura do nariz.
Polia:
Passe uma corda ou barbante por cima de uma barra de chuveiro, varal ou sobre a porta. Sente-se e segure as pontas com as mãos, estique-as para frente, puxe alternadamente, para cima e para baixo, ajudando a abrir o braço afetado com o braço bom. Também pode ser feito com os braços esticados ao lado do corpo.

Bastão:
Segurando o bastão em frente
ao corpo, eleve os braços até a 
altura dos ombros. 
Volte à posição inicial.
Segurando o bastão atrás do corpo, 
dobre os cotovelos lateralmente, 
levando-o até a altura da cintura, 
sem dobrar os punhos. 
Volte à posição inicial. Deixe o bastão 
sempre bem junto ao corpo.
Segurando o bastão em frente ao corpo, 
eleve os braços sem dobrar os
cotovelos, até acima da cabeça. 
Dobrando os cotovelos lateralmente,
tente colocar o bastão na nuca.


Amassando a bolinha:
Você pode ficar de pé ou deitada com os braços
elevados acima do ombro. Este exercício pode
ser feito a qualquer hora do dia.

Na posição de sua escolha, aperte uma bolinha
de borracha 20 vezes (2 vezes ao dia)
contraindo todos os músculos do braço.
Mantendo por três segundos cada contração.




Exercícios especiais
Deite-se, entrelace os dedos das mãos,
mantendo os cotovelos esticados.
Eleve os braços a partir da barriga até
o chão no alto da cabeça, pare nesta posição, respire fundo, conte até 5 e volte.
Repita 10 vezes.
Deite-se de lado com o braço operado
para cima ao longo do corpo e a mão
encostada no quadril. Levante o braço
até tocar o chão acima de sua cabeça.
Pare com a mão nesta posição,
conte até 5 e volte. Repita 10 vezes.



Atividades da vida cotidiana


Higiene:
Pentear os cabelos ajuda muito na 
recuperação. No começo, se este 
movimento, for difícil, faça-o sentada, 
apoiando o cotovelo em uma mesa, 
para aliviar o peso do braço. 
Com o tempo faça sem o apoio.

Vestuário:

Comece sempre vestindo uma blusa
ou camiseta pelo lado operado, tendo
o outro braço como ajudante.
Para despir, deixe o braço do lado
operado por último.
Procure carregar a bolsa do lado que
não foi operado.
É importante não carregar muito peso.


Atividades domésticas:

Ao lavar e pendurar roupas, 
comece com as peças leves como meias, 
lenços e calcinhas, aumentando o volume 
aos poucos,mas fazendo tudo sem pressa 
e com atenção.

Ao passar roupas, faça com o lado 
operado com muito cuidado para não 
se queimar. Se o braço cansar, pare e descanse.



Trabalho e lazer:

Os trabalhos manuais podem ser realizados 
desde que os braços sejam movimentados a
 cada 20 minutos para que relaxem.



Esporte:

Com a movimentação do ombro normalizada, pratique alguns esportes como hidroginástica, natação, yoga, danças de salão e ginástica. Todos com intensidade moderada.