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terça-feira, 12 de julho de 2016

Dúvidas mais comuns sobre o dreno

O dreno é um 'tubinho' fino que é colocado na pele para ajudar a sair líquidos, como sangue e pus, depois de uma cirurgia. Na maioria dos casos, o dreno é inserido abaixo da cicatriz da cirurgia e, é fixado com pontos ou grampos, e pode ser mantido por cerca de 1 a 4 semanas.
O dreno pode ser colocado em várias regiões do corpo e, por isso, existem diferentes tipos de drenos, como o dreno Penrose, Blake, Portovac, Redivac ou Jackson-Pratt por exemplo, que podem ser de borracha, plástico ou silicone.
Tipos de drenos

O dreno não é colocado após todas as cirurgias, sendo usado apenas quando há grandes chances de sair líquidos como acontece em cirurgias abdominais, como cirurgia bariátrica, no pulmão ou na mama, por exemplo.

Que cuidados devo ter com o dreno?

Para manter o dreno funcionando corretamente não se pode quebrar o tubinho ou fazer movimentos bruscos porque pode-se arrancar o dreno e causar um ferimento na pele, por isso é importante manter-se calmo e repousar, caso necessário.
Além disso, deve-se registrar a cor e a quantidade de líquido eliminada e dizer ao médico para ele avaliar a cicatrização.

Como saber se o dreno está funcionando corretamente?

O dreno não deve causar dor, apenas um pequeno desconforto no local que está inserido na pele. Se o dreno estiver funcionando corretamente, a quantidade de líquido que sai deve diminuir com o passar dos dias e a pele próxima ao curativo deve se manter limpa e sem vermelhidão ou inchaço.

Quantos dias tenho que ficar com o dreno?

Normalmente, o dreno é retirado quando parar de sair secreção e caso a cicatriz não apresente sinais de infecção como vermelhidão e inchaço. Assim, o tempo de permanência com o dreno varia com o tipo de cirurgia, podendo variar entre dias ou semanas.

Posso tomar banho com o dreno?

Na maioria dos casos, pode-se tomar banho com o dreno, porém não se pode molhar o curativo porque o risco de infecção aumenta.

Não tomar banho completo
Por exemplo, no caso de ter um dreno no tórax ou abdômen, pode-se tomar banho da cintura para baixo e passar uma esponja na região de cima para limpar a pele.

Tenho que trocar o curativo e o dreno em casa?

Na maioria dos casos não tem que trocar o curativo nem o dreno em casa, devendo ser substituído no hospital ou posto de saúde pelo enfermeiro, sendo que, geralmente, o enfermeiro coloca um curativo resistente e que não precisa ser trocado até à próxima consulta.

Trocar deposito no hospital
Porém, no caso do curativo estar molhado ou se tiver secreções ou se o recipiente estiver cheio, deve ligar para o médico ou enfermeiro para saber se tem que trocar o curativo ou substituir o depósito por outro maior.

Como limpar o depósito do dreno?

Só se deve limpar o recipiente do dreno no caso do médico ou enfermeiro recomendar. Nesse caso, o depósito deve ser esvaziado com uma seringa esterilizada, que deve ser comprada na farmácia e, colocada no buraco ao lado do tubo de plástico ou esvaziando o recipiente, como uma mamadeira, porém é necessário apertar o tubo com uma pinça.
Esta técnica deve ser feita rapidamente para evitar a entrada de bactérias no depósito e nunca se deve puxar o tubo da pele ou lavar o recipiente com água.

Se o local do dreno doer posso colocar gelo?

No caso de sentir dor no local do dreno, não se deve colocar gelo, pois a presença do dreno não provoca dor, apenas desconforto.

Não colocar gelo
No entanto, no caso de sentir dor, é necessário informar rapidamente o médico porque o dreno poderá estar desviado do local correto ou estar desenvolvendo uma infecção e, o gelo não vai tratar o problema, apenas vai diminuir o inchaço e aliviar a dor por alguns minutos e ao molhar o curativo o risco de infecção é maior.

Preciso tomar algum remédio por causa do dreno?

O médico pode recomendar a toma de antibiótico, como Amoxicilina ou Azitromicina, para evitar ou tratar uma infecção que deve ser tomado na maioria dos casos 2 vezes ao dia.
Tomar remédios
Além disso, para diminuir o desconforto, pode recomendar a toma de um analgésico como Paracetamol de 8 em 8 horas.

Que complicações posso ter?

O dreno pode provocar infecções, sangramentos ou perfurar órgãos, porém as complicações são muito raras.

Tirar o dreno dói?

Normalmente, tirar o dreno não dói e, por isso, não é preciso anestesia geral, no entanto em alguns casos, como no dreno torácico pode-se aplicar anestesia local para diminuir o desconforto.
A remoção do dreno pode causar desconforto por alguns segundos, que é o tempo que demora a remover o dreno e para aliviar essa sensação é recomendado respirar fundo no momento em que o enfermeiro ou médico está tirando o dreno.

Depois de tirar o dreno vou levar pontos?

Normalmente, não é necessário levar pontos, porque o buraquinho onde o dreno foi inserido na pele fecha sozinho, sendo apenas necessário colocar um pequeno curativo até fechar totalmente.

O que fazer se o dreno sair sozinho?

No caso do dreno sair sozinho depois da alta do hospital, deve ir rapidamente no pronto socorro. Não deve colocar o dreno que saiu porque pode perfurar algum órgão, apenas deve cobrir o orifício com um curativo até chegar ao hospital. No hospital a equipa médica irá colocar um dreno novo dreno.

Vou ficar com cicatriz no local do dreno?

Em alguns casos, pode ficar com uma pequena cicatriz no local onde o dreno foi inserido.
Pequena cicatriz
A cicatrização da pele onde o dreno estava inserido pode demorar entre 2 a 4 semanas, e quanto maior for a lesão na pele mais tempo pode demorar a cicatrização, mas o consumo de alimentos ricos em proteínas como peito de frango e ovos pode ajudar a acelerar a cicatrização.

Quando devo ir no médico?


É necessário voltar ao médico sempre que ele indicar para trocar o curativo ou tirar os pontos ou grampos. Porém, também deve ir no médico se houver:
  • Vermelhidão, inchaço ou pus em torno da inserção do dreno na pele;
  • Dor intensa no local do dreno;
  • Cheiro forte e desagradável no curativo;
  • Curativo estar molhado;
  • Aumentado a quantidade de líquido drenado em vez de diminuir com o passar dos dias;
  • Febre.
Estes sinais indicam que o dreno não está a funcionar corretamente e pode haver uma infecção, podendo ser necessário adaptar o tratamento. 
Veja outras estratégias para se recuperar mais rapidamente da cirurgia.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?





Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (de 5 a 10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas. .

Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança de informação, preencha este formulário. 

(Formulário: http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/)

Informações sobre a doação de medula óssea

Passo a passo para se tornar um doador
  • Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
  • Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
  • Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
  • Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
  • Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em cem mil!
  • Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
  • Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
  • A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
  • É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta preencher este formulário.

Caso você decida doar
1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doarÉ possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 3207-1580.

3. Como é feita a doaçãoSerá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.

Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Importante

Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.


O que é o câncer?

O que é o câncer?
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

O que causa o câncer?

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.
 
O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de risco de natureza ambiental
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.


  • Tabagismo 
  • Hábitos Alimentares 
  • Alcoolismo 
  • Hábitos Sexuais 
  • Medicamentos 
  • Fatores Ocupacionais 
  • Radiação solar


HereditariedadeSão raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.
Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

Como surge o câncer?
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.
Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Tratamento para câncer de pele

Para aumentar as chances de sucesso do tratamento do câncer é muito importante consultar um oncologista ou um dermatologista antes de iniciar qualquer tipo de tratamento para a pele, pois é necessário avaliar corretamente o tipo de câncer e o estado de desenvolvimento para saber qual o tratamento mais adequado.
Geralmente, o tratamento é feito em centros hospitalares especializados em câncer, como o INCA, e é iniciado com cirurgia para retirar o tumor e o máximo de células cancerígenas possível que se possam encontrar nos tecidos em volta. Depois, pode ser necessário fazer quimioterapia ou radioterapia dependendo do tipo e câncer e seu tamanho.

Tratamento para melanoma

Tratamento para câncer de pele
Para tratar este tipo de câncer maligno é quase sempre necessário
fazer radioterapia e quimioterapia após a cirurgia, pois este tipo de
câncer apresenta grande velocidade de crescimento, podendo afetar
rapidamente outros órgãos.
Assim, os tratamentos mais utilizados no caso de melanoma incluem:
  • Quimioterapia: consiste no uso de comprimidos ou remédios diretamente nas veias para eliminar as células cancerígenas que não foram retiradas com a cirurgia, mas pode causar queda de cabelo.
  • Radioterapia: utiliza raios X diretamente sobre a lesão na pele para eliminar as células tumorais restantes;
  • Terapia biológica: são remédios, como Vemurafenib, Nivolumabe ou Ipilimumab, que ajudam a fortalecer o sistema imune para que seja capaz de eliminar mais células cancerígenas.
O melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave e, por isso, nem sempre é possível atingir a cura, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançado. Ainda assim, estes tratamentos ajudam a reduzir os sintomas e a aumentar a expectativa de vida dos pacientes.

Tratamento para câncer de pele não melanoma

Tratamento para câncer de pele
Este tipo de tratamento é utilizado para o câncer de pele basocelular e espinocelular e é feito, na maior parte das vezes, apenas com o uso de cirurgia. Dependendo do paciente e do tipo de câncer, o médico pode recomendar uma destas cirurgias:
  • Cirurgia micrográfica de Mohs: é utilizado especialmente para câncer de pele no rosto, pois é feita para retirar finas camadas de pele até retirar todas as células cancerígenas. Desta forma é possível evitar retirar muito tecido saudável e deixar cicatrizes muito profundas;
  • Cirurgia para remoção simples: é o tipo de cirurgia mais utilizada, na qual se retira toda a lesão causada pelo câncer e algum do tecido saudável em volta;
  • Eletro-curetagem: o tumor é retirado e depois é aplicado uma pequena corrente elétrica para parar o sangramento e eliminar algumas células cancerígenas que possam ter ficado na pele;
  • Criocirurgia: é usado em casos de carcinoma in situ, no qual a lesão se encontra bem delimitada, sendo possível congelá-la até eliminar todas as células malignas.
Porém, nos casos em que o câncer está numa fase muito avançada, pode ainda ser necessário fazer quimioterapia ou radioterapia durante algumas semanas para eliminar as restantes células cancerígenas que não forma removidas na cirurgia.

Sinais de melhora do câncer de pele

Os sinais de melhora do câncer de pele podem surgir logo após a cirurgia e incluem diminuição das lesões e não aparecimento de novas lesões.

Sinais de piora do câncer de pele

Os sinais de piora do câncer de pele são mais frequentes quando o tratamento não é iniciado a tempo ou se encontra em uma fase muito avançado, podendo incluir surgimento de novas lesões na pele, dores no local afetado e cansaço excessivo, por exemplo.

Tipos de câncer de pele

Existem 3 tipos de câncer de pele que são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma maligno.
Quando surge um sinal suspeito na pele, que muda de cor, de formato ou aumenta de tamanho, deve consultar um dermatologista para verificar se existe malignidade e o que fazer em cada caso. Veja como deve avaliar os sinais de câncer de pele.

1. Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer menos grave e o mais frequente, surgindo em mais de 95% dos casos. Ele surge como uma mancha rosa na pele que cresce lentamente, como mostra a imagem, sendo mais comum em pessoas de pele clara, depois dos 40 anos.

Carcinoma basocelular
Carcinoma basocelular
Onde pode surgir: surge quase sempre em regiões de muita exposição solar, como rosto, pescoço, orelhas e couro cabeludo, mas também pode surgir em outras partes do corpo.
Como se proteger: utilizar protetor solar diariamente com fator de proteção adequado, especialmente durante as horas mais quentes do dia.

2. Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum do câncer de pele e surge mais comumente em homens, embora também possa se desenvolver em mulheres de qualquer idade. Ele tem a forma de um nó que cresce rápido e forma uma casquinha, como mostra a imagem. Este tipo pode aparecer devido à exposição solar, mas também pode acontecer em quem faz tratamentos de quimioterapia e radioterapia ou tem problemas na pele crônicos, como feridas que não cicatrizam ou cicatrizes.
Carcinoma espinocelularCarcinoma espinocelular
Onde pode surgir: é mais comum em locais expostos ao sol, mas também pode acontecer em áreas cobertas com danos como pele enrugada ou com perda de elasticidade.
Como se proteger: passar protetor solar todos os dias, evitar a exposição ao cigarro e outras substâncias tóxicas. Além disso, deve-se consultar o dermatologista sempre que surgem alterações na pele.

3. Melanoma maligno

O melanoma maligno é o mais perigoso de todos, ele aparece como uma pintinha escura, como mostra a imagem, que vai se deformando ao longo do tempo. Pode ser fatal se não for identificado precocemente, pois pode se desenvolver rápido e atingir outros órgãos como o pulmão.
Melanoma malignoMelanoma maligno
Onde pode surgir: frequentemente se desenvolve nas regiões expostas ao sol ou que sofrem rapidamente queimadura, como rosto, ombros, couro cabeludo ou orelhas, especialmente em pessoas de pele muito clara.
Como se proteger: além de utilizar o protetor solar diariamente é importante fazer um exame constante da pele para observar se alguma pinta, sinal ou mancha muda de características, consultando rapidamente um dermatologista caso isso aconteça.

Câncer de pele mais comum tem boas chances de cura

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, representando cerca de 95% de todos os casos de câncer de pele. Ele surge como pequenas manchas que vão crescendo lentamente ao longo do tempo, mas que não afetam outros órgãos além da pele.
Dessa forma, o carcinoma basocelular tem ótimas chances de cura porque, na maioria dos casos, é possível remover todas as células cancerígenas apenas com cirurgia, desde que diagnosticado nas primeiras fases de desenvolvimento.
Este tipo de câncer é mais comum após os 40 anos, especialmente em pessoas de pele clara, cabelos loiros e olhos claros, que se expõem excessivamente ao sol. No entanto, o carcinoma basocelular pode aparecer em qualquer idade e, por isso, é importante saber como identificar os sinais de câncer de pele, para garantir boas chances de cura.
Câncer de pele mais comum tem boas chances de cura

Quais os principais sinais

Este tipo de câncer desenvolve-se principalmente em locais expostos à luz solar, como rosto ou pescoço, apresentando sinais como:
  • Pequena ferida que não cicatriza ou que sangra repetidamente;
  • Pequena elevação na pele de cor esbranquiçada, onde pode ser possível observar vasos sanguíneos;
  • Pequena mancha marrom que vai aumentando ao longo do tempo;
Estes sinais devem ser observados por um dermatologista e, caso exista suspeita de câncer, pode ser necessário fazer uma biópsia para retirar algum tecido da lesão e avaliar se existem células malignas.
Para evitar este tipo de sinais e diminuir as chances de desenvolver câncer na pele é preciso tercuidados para se proteger, como usar protetor solar e evitar bronzeamento artificial, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento é feito, na maioria dos casos, através de cirurgia a laser ou com aplicação de frio, no local da lesão, para eliminar e remover as células malignas. Depois disso, o paciente deve voltar ao dermatologista para fazer novos exames e avaliar se o câncer continua crescendo ou se ficou curado. Caso tenha ficado curado, só é necessário voltar ao médico 1 vez por ano, para garantir que não surgiu mais nenhum sinal.
Porém, quando a cirurgia não é suficiente para tratar o câncer e o carcinoma continua crescendo, pode ser necessário fazer algumas sessões de radioterapia ou quimioterapia paraa conseguir atrasar a evolução e eliminar as células malignas que continuam se multiplicando.
Câncer de pele mais comum tem boas chances de cura

Tipos de carcinoma basocelular

Existem vários tipos de carcinoma basocelular, que podem incluir:
  • Carcinoma basocelular nodular: tipo mais comum de carcinoma, podendo apresentar uma ferida no centro;
  • Carcinoma basocelular superficial: afeta as regiões mais externas da pele, podendo ser confundido com um eritema na pele;
  • Carcinoma basocelular infiltrativo: é o carcinoma mais agressivo, sendo comum;
  • Carcinoma pigmentado: manchas com regiões mais escuras que tornam mais difícil diferenciar de melanoma.
Os tipos de carcinoma basocelular são diferenciados de acordo com as características que apresentam e, por isso, podem ser difíceis de identificar. Por isso, quando o indivíduo apresenta uma mancha duvidosa na pele deve sempre consultar um dermatologista.

Como se proteger do câncer de pele

Para evitar o câncer de pele é fundamental não ficar diretamente no sol e usar protetor solar, roupa adequada, chapéu e óculos escuros. Além disso é importante usar luvas sempre que usar produtos de limpeza porque podem conter substâncias químicas, que irritam a pele, aumentando o risco de câncer.
Geralmente, o câncer de pele é mais comum em pessoas de pele, cabelo e olhos claros, mas ele pode surgir em qualquer tipo de pele, sendo, por isso, importante ficar atento a sintoma como aumento de um sinal ou pinta e feridas na pele que demoram mais de 1 mês a cicatrizar.
Algumas recomendações importantes para evitar o desenvolvimento de câncer de pele incluem:

1. Proteger a pele do sol

Para proteger a pele corretamente deve-se evitar a exposição solar nos momentos mais quentes do dia, principalmente no verão entre as 11 h e as 16 h, procurando ficar na sombra sempre que possível, optando ficar em barracas de algodão ou lona que absorvem 50% da radiação ultravioleta.
Além disso, é importante:
  • Usar chapéu com abas largas;
  • Vestir camiseta de algodão, que não seja branca nem preta, ou roupa com proteção solar que possuem na etiqueta o simbolo FPU 50+;
  • Usar óculos escuros com proteção UV comprados em ópticas especializadas.
Proteção contra as radiações solaresProteção contra as radiações solares
Estas dicas devem ser mantidas tanto na praia, como na piscina
e em qualquer tipo de exposição ao ar livre, como acontece
na agricultura ou na prática atividade física no jardim, por exemplo.

2. Usar protetor solar durante todo o ano

Deve-se aplicar diariamente protetor solar contra as radiações UVA e UVB com fator no mínimo 15, aplicando o produto no corpo todo, incluindo no rosto, pés, mãos, orelhas e pescoço, voltando a aplicar a cada 2 horas ou depois de ir na água, porque sua proteção diminui.
Veja qual o protetor solar mais recomendado para o seu tipo de pele:
Fator do 
protetor solar
Tipo de peleDescrição do
tipo de pele
FPS entre 
30 e 60
Pele branca ou
muito branca
Tem sardas no rosto, olhos claros e cabelo
claro ou ruivo e a pele queima-se muito facilmente 
e nunca fica bronzeada, ficando avermelhada 
quando exposta ao sol.
FPS entre 
20 e 30
Pele morena
clara à mulata
A pele é morena clara, o cabelo castanho claro,
escuro ou preto.
A pele por vezes, queima-se, porém,
também se bronzeia.
FPSentre 
6 e 15
Pele negra
A pele é muito escura, raramente se queima
e bronzeia muito,mesmo que o bronzeado 
não seja muito visível.
No inverno também é importante aplicar o filtro solar porque mesmo quando
o tempo está mais nublado a radiação UV atravessa as nuvens e afeta
negativamente a pele desprotegida.

3. Observar a pele 1 vez por mês

Deve-se observar a pele pelo menos 1 vez por mês, procurando pintas, sinais ou manchas que mudaram de cor, têm bordas irregulares, várias cores ou aumentaram de tamanho. Veja aqui quais os sinais de câncer de pele que deve avaliar em casa.
Além disso, é importante consultar um dermatologista 1 vez no ano para fazer um exame completo à pele e detectar alterações precoces.

4. Evitar fazer bronzeamento artificial

Usar câmaras de bronzeamento artificial aumenta as chances de ter câncer de pele, pois embora a pele fique mais morena rapidamente, a exposição intensa a raios UVB e UVA aumenta as chances de acontecerem alterações nas células da pele.
Evitar bronzeamento artificialEvitar bronzeamento artificial
No entanto, no caso se decida fazer bronzeamento artificial, deve-se proteger dos raios colocando óculos de proteção, aplicando creme de proteção nos lábios e protegendo com um band-aid os sinais, tatuagens e cicatrizes.

Quem tem maior risco de ter câncer de pele?

As chances de desenvolver câncer de pele são maiores em pessoas que:
  • Possuem pele branca, sardas, cabelos e olhos claros;
  • Têm historial de pai, mãe ou avós com câncer de pele;
  • Ficam facilmente queimadas do sol apresentando queimaduras e nunca se bronzeiam;
  • Possuem muitas pintas ou manchas na pele;
  • Têm profissões com elevada exposição solar como pescadores ou agricultores.
Assim, quanto mais claro for o tom da pele maiores as probabilidades de se desenvolver câncer de pele e, no caso de surgir alguma alteração suspeita deve-se consultar o dermatologista logo que possível para fazer o diagnóstico precocemente, iniciando o tratamento e aumentando as chances de cura.

Saiba quais são os sinais de câncer de pele

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que inclui as principais características que, normalmente, aparecem nas manchas, pintas e sinais do câncer. Elas são:
  1. Assimetria da lesão: uma metade é muito diferente da outra, pode ser sinal de câncer;
  2. Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.
Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.
Principais características do câncer de pele Principais características do câncer de pele
A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.
Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observaar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer e, por isso, inlcuem:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:
  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

Carcinoma espinocelular
Carcinoma espinocelular

Carcinoma Basocelular - comum no rosto
Carcinoma Basocelular - comum no rosto

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo.

Quando ir no médico

Deve-se ir no dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada, do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.
O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. Veja como pode ser feito oTratamento para câncer de pele.

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.
Melanoma maligno com diferentes coresMelanoma maligno com diferentes cores
Melanoma maligno com cascaMelanoma maligno com casca
O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma.

Quando ir no médico

Deve-se ir no dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada, do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.
O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. Veja como pode ser feito oTratamento para câncer de pele.