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terça-feira, 12 de julho de 2016

Dúvidas mais comuns sobre o dreno

O dreno é um 'tubinho' fino que é colocado na pele para ajudar a sair líquidos, como sangue e pus, depois de uma cirurgia. Na maioria dos casos, o dreno é inserido abaixo da cicatriz da cirurgia e, é fixado com pontos ou grampos, e pode ser mantido por cerca de 1 a 4 semanas.
O dreno pode ser colocado em várias regiões do corpo e, por isso, existem diferentes tipos de drenos, como o dreno Penrose, Blake, Portovac, Redivac ou Jackson-Pratt por exemplo, que podem ser de borracha, plástico ou silicone.
Tipos de drenos

O dreno não é colocado após todas as cirurgias, sendo usado apenas quando há grandes chances de sair líquidos como acontece em cirurgias abdominais, como cirurgia bariátrica, no pulmão ou na mama, por exemplo.

Que cuidados devo ter com o dreno?

Para manter o dreno funcionando corretamente não se pode quebrar o tubinho ou fazer movimentos bruscos porque pode-se arrancar o dreno e causar um ferimento na pele, por isso é importante manter-se calmo e repousar, caso necessário.
Além disso, deve-se registrar a cor e a quantidade de líquido eliminada e dizer ao médico para ele avaliar a cicatrização.

Como saber se o dreno está funcionando corretamente?

O dreno não deve causar dor, apenas um pequeno desconforto no local que está inserido na pele. Se o dreno estiver funcionando corretamente, a quantidade de líquido que sai deve diminuir com o passar dos dias e a pele próxima ao curativo deve se manter limpa e sem vermelhidão ou inchaço.

Quantos dias tenho que ficar com o dreno?

Normalmente, o dreno é retirado quando parar de sair secreção e caso a cicatriz não apresente sinais de infecção como vermelhidão e inchaço. Assim, o tempo de permanência com o dreno varia com o tipo de cirurgia, podendo variar entre dias ou semanas.

Posso tomar banho com o dreno?

Na maioria dos casos, pode-se tomar banho com o dreno, porém não se pode molhar o curativo porque o risco de infecção aumenta.

Não tomar banho completo
Por exemplo, no caso de ter um dreno no tórax ou abdômen, pode-se tomar banho da cintura para baixo e passar uma esponja na região de cima para limpar a pele.

Tenho que trocar o curativo e o dreno em casa?

Na maioria dos casos não tem que trocar o curativo nem o dreno em casa, devendo ser substituído no hospital ou posto de saúde pelo enfermeiro, sendo que, geralmente, o enfermeiro coloca um curativo resistente e que não precisa ser trocado até à próxima consulta.

Trocar deposito no hospital
Porém, no caso do curativo estar molhado ou se tiver secreções ou se o recipiente estiver cheio, deve ligar para o médico ou enfermeiro para saber se tem que trocar o curativo ou substituir o depósito por outro maior.

Como limpar o depósito do dreno?

Só se deve limpar o recipiente do dreno no caso do médico ou enfermeiro recomendar. Nesse caso, o depósito deve ser esvaziado com uma seringa esterilizada, que deve ser comprada na farmácia e, colocada no buraco ao lado do tubo de plástico ou esvaziando o recipiente, como uma mamadeira, porém é necessário apertar o tubo com uma pinça.
Esta técnica deve ser feita rapidamente para evitar a entrada de bactérias no depósito e nunca se deve puxar o tubo da pele ou lavar o recipiente com água.

Se o local do dreno doer posso colocar gelo?

No caso de sentir dor no local do dreno, não se deve colocar gelo, pois a presença do dreno não provoca dor, apenas desconforto.

Não colocar gelo
No entanto, no caso de sentir dor, é necessário informar rapidamente o médico porque o dreno poderá estar desviado do local correto ou estar desenvolvendo uma infecção e, o gelo não vai tratar o problema, apenas vai diminuir o inchaço e aliviar a dor por alguns minutos e ao molhar o curativo o risco de infecção é maior.

Preciso tomar algum remédio por causa do dreno?

O médico pode recomendar a toma de antibiótico, como Amoxicilina ou Azitromicina, para evitar ou tratar uma infecção que deve ser tomado na maioria dos casos 2 vezes ao dia.
Tomar remédios
Além disso, para diminuir o desconforto, pode recomendar a toma de um analgésico como Paracetamol de 8 em 8 horas.

Que complicações posso ter?

O dreno pode provocar infecções, sangramentos ou perfurar órgãos, porém as complicações são muito raras.

Tirar o dreno dói?

Normalmente, tirar o dreno não dói e, por isso, não é preciso anestesia geral, no entanto em alguns casos, como no dreno torácico pode-se aplicar anestesia local para diminuir o desconforto.
A remoção do dreno pode causar desconforto por alguns segundos, que é o tempo que demora a remover o dreno e para aliviar essa sensação é recomendado respirar fundo no momento em que o enfermeiro ou médico está tirando o dreno.

Depois de tirar o dreno vou levar pontos?

Normalmente, não é necessário levar pontos, porque o buraquinho onde o dreno foi inserido na pele fecha sozinho, sendo apenas necessário colocar um pequeno curativo até fechar totalmente.

O que fazer se o dreno sair sozinho?

No caso do dreno sair sozinho depois da alta do hospital, deve ir rapidamente no pronto socorro. Não deve colocar o dreno que saiu porque pode perfurar algum órgão, apenas deve cobrir o orifício com um curativo até chegar ao hospital. No hospital a equipa médica irá colocar um dreno novo dreno.

Vou ficar com cicatriz no local do dreno?

Em alguns casos, pode ficar com uma pequena cicatriz no local onde o dreno foi inserido.
Pequena cicatriz
A cicatrização da pele onde o dreno estava inserido pode demorar entre 2 a 4 semanas, e quanto maior for a lesão na pele mais tempo pode demorar a cicatrização, mas o consumo de alimentos ricos em proteínas como peito de frango e ovos pode ajudar a acelerar a cicatrização.

Quando devo ir no médico?


É necessário voltar ao médico sempre que ele indicar para trocar o curativo ou tirar os pontos ou grampos. Porém, também deve ir no médico se houver:
  • Vermelhidão, inchaço ou pus em torno da inserção do dreno na pele;
  • Dor intensa no local do dreno;
  • Cheiro forte e desagradável no curativo;
  • Curativo estar molhado;
  • Aumentado a quantidade de líquido drenado em vez de diminuir com o passar dos dias;
  • Febre.
Estes sinais indicam que o dreno não está a funcionar corretamente e pode haver uma infecção, podendo ser necessário adaptar o tratamento. 
Veja outras estratégias para se recuperar mais rapidamente da cirurgia.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Perguntas e Respostas sobre Transplante de Medula Óssea




O que é medula óssea?


É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?

Enquanto a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia aguda; leucemia mieloide crônica; leucemia mielomonocítica crônica; linfomas ; anemias graves; anemias congênitas; hemoglobinopatias; imunodeficiências congênitas; mieloma múltiplo; Síndrome mielodisplásica hipocelular; imunodeficiência combinada severa; osteopetrose; mielofibrose primária em fase evolutiva; Síndrome mielodisplásica em transformação; talassemia major, etc. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Quando é necessário o transplante?

Em doenças do sangue como a anemia aplástica grave, mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda. No mieloma múltiplo e linfomas, o transplante também pode ser indicado.

Anemia aplástica: É uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para 'substituir' a medula improdutiva por uma sadia.

Leucemia: É um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. Nesses casos, o transplante é complementar aos tratamentos convencionais.

Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Leia mais sobre a doação de medula.

Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre são muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao Hospital-dia.

Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova 'memória' e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é relativamente rara, mas pode acontecer. Por isso, existe a preocupação com a seleção do doador adequado e o preparo do paciente.

Quais os riscos para o doador?

Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório. Os sintomas que podem ocorrer após a doação - dor local, astenia (fraqueza temporária), dor de cabeça, em geral - são passageiros e controlados com medicamentos simples, como analgésicos.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6, que devem ser iguais entre doador e receptor. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%.

O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (geralmente um irmão ou parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no Redome (o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos do exterior. No Brasil a mistura de raças dificulta a localização de doadores compatíveis. Mas hoje já existem mais de 21 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o Redome tem mais de 4 milhões de doadores. 

O que é o Redome?

Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se voluntariam a doar medula para pacientes que precisam do transplante foi criado o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), instalado no INCA. Um sistema informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no Redome com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para efetivar a doação.

Doação de Medula Óssea

O número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no Redome. Agora há 4 milhões de doadores inscritos. A chance de se identificar um doador compatível, no Brasil, na fase preliminar da busca é de até 88%, e ao final do processo, 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado. O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (quase 7,9 milhões de doadores) e da Alemanha (cerca de 6,2 milhões de doadores). A evolução no número de doadores deveu-se aos investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA. Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral.

Onde posso me inscrever para ser um doador voluntário de medula?

 É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros localizados em todos os estados do país. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea, de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 3207-1580.
Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?

Ao total, são 70 centros para transplantes de medula óssea. Destes, 30 realizam transplantes com doadores não aparentados e estão distribuídos por 8 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Quantos transplantes o INCA faz por mês?
A média é de oito transplantes, sendo dois com doadores não-aparentados. Mensalmente são realizados seis transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado.

O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?

Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (de 5 a 10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas. Saiba mais.

Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança de informação, preencha este formulário

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Dicas e Orientações de Paciente para Familiar

Dicas e Orientações de Paciente para Familiar


Alguém que eu amo está com câncer. E agora?

Sabemos que todos os processos com o diagnóstico e tratamento abalam não somente o paciente, mas todos os que estão envolvidos de alguma forma com ele, em especial, os familiares. 

Pensando nisso, desenvolvemos este espaço dedicado a conversar com familiares e também cuidadores, amigos e demais pessoas envolvidas de alguma forma com o câncer. Mas, esse não é um espaço normal: Ele foi desenvolvido especialmente por pacientes para que você se sinta no caminho certo quando o assunto é ajudar e acolher o seu ente querido.




17 Coisas que as Pacientes não falam sobre o Câncer de Mama


  • O câncer de mama não é algo que você pode superar apenas com boa vontade.

"Outro dia assisti um programa de televisão que mostrou uma ex-paciente de câncer dizendo que 'você pode fazer qualquer coisa que coloca em sua mente'. As vezes, quando me vejo diante de muitas questões do meu diagnóstico, sinto que não é tão simples assim..." M.H

  • Morrer de câncer não significa que alguém não lutou o suficiente.  

"Eu gostaria que as pessoas parassem de usar 'ele/ela perdeu a batalha, perdeu a luta'. Para mim, a palavra "perder" tem uma conotação negativa e câncer é uma doença, não uma competição. Meu pai morreu de câncer, mas nunca perdeu uma batalha. Ele só ficou muito doente e se foi." I.A

  • O câncer pode atingir qualquer um

"Tenho 30 anos de idade, sou mãe de dois filhos e recebi o diagnóstico de câncer de mama já em estágio avançado cerca de uma semana após o meu aniversário. Só porque sou jovem não significa que sou invencível." N.H

  • ... Em qualquer idade

"Quando recebi o diagnóstico, não sabia que pessoas da minha idade poderiam ter câncer de mama. Hoje, quando vou ao hospital ou em locais para fazer exames com a minha mãe, as pessoas sempre acham que ela é a paciente. Fiquei muito feliz quando soube que meu único tratamento seria a cirurgia, mas saber que tive câncer tão jovem foi extremamente difícil". B.P

  • ... E de qualquer sexo.

"Meu pai foi diagnosticado com câncer de mama avançado em novembro do ano passado e está em cuidados paliativos. A maioria dos homens são diagnosticados muito tarde, porque eles jamais imaginam que possam estar com câncer de mama." C.R

  • E a maioria das pessoas não sabe porque tem câncer de mama.

"Não é da minha família e não comi alimentos errados, ok? Eu só tinha células ruins. Por favor, parem de me perguntar por quê? Eu realmente não sei." E.S


  • Às vezes, todas as fitas cor de rosa e corridas divertidas podem ser perturbadoras.

"A atmosfera de festa, muitas vezes em torno de promoções e campanhas, escondem os efeitos agressivos e devastadores do câncer de mama. Não estamos comemorando um feriado. Este não é um evento esportivo onde o lado que está vestindo a maioria das cores do time vence. Muitas mulheres atingidas pelo câncer de mama estão preocupadas com a forma de como a cultura de marketing rosa pode nos distrair do real objetivo de combater o câncer de mama. E como alguém diagnosticada com a doença em 2011, eu me sinto da mesma maneira. " S.C

  • Uma mulher que parece incrivelmente corajosa não necessariamente deixa de sentir medo.

"As cicatrizes internas e externas do câncer de mama podem ser assustadoras e enquanto você se sente, em parte, corajosa logo após encerrar algo do que enxerga como uma "batalha", você também sente medo do que virá pela frente. Por isso, parte de você - mesmo que lá no fundo - se preocupa com muitas questões que parecem superficiais para quem enxerga todo o câncer de fora." C.B

  • As vezes, falar sobre o câncer de mama pode ser algo constrangedor e desconfortável.

"Percebi na prática o que é incrivelmente difícil de se falar em determinadas situações sociais, especialmente no trabalho. Quando dava por mim, estava me sentindo deprimida. Em alguns momentos é muito desconfortável falar abertamente sobre questões do meu diagnóstico". L.H

  • Por favor, não se afaste dos amigos que estão doentes.

"Ser abandonada por um amigo só porque ele não sabe o que dizer dói mais do que dizer a coisa errada. Eu não preciso dos meus amigos para resolver meus problemas. Eu só preciso de meus amigos. " P.M

  • E se você não tem ideia de como começar a se aproximar, basta perguntar em que pode ser útil.

"Se você realmente deseja ajudar alguém com câncer da mama, traga algumas refeições congeladas, leve as crianças para a escola ou também se ofereça para levá-la aos tratamentos. O que quero dizer é que, ajudar com pequenas coisas que parecem menos importantes no momento, são muito mais apreciadas por mim do que qualquer porcaria de fita cor de rosa (que simboliza apoio)". K.A

  • Frases de efeito podem aumentar a conscientização sobre a doença, mas nem sempre são úteis.

"Eu gostaria que as pessoas parassem de dizer 'salve a sua mama'... Há uma pessoa inteira que vale a pena salvar. Não apenas os seus seios." M.R

  • Sua positividade será sempre bem-vinda. Mas, por favor, não subestime a gravidade desta doença.

"Por favor, pare de dizer que é apenas um cabelo." L.C


  • Lembre-se: uma mastectomia com reconstrução da mama não é o mesmo que fazer uma plástica para colocar silicone.

"Se você colocou silicone, por favor, jamais se compare com alguém que teve um câncer de mama. Eu, por exemplo, gostaria que minhas amigas não ficassem comparando suas cirurgias com a minha reconstrução após a mastectomia bilateral. Vocês não sabem o que estão falando." E.C

  • Mesmo quando alguém parece estar saudável, não significa que não esteja lidando com os aspectos físicos, mentais ou emocionais da doença.

"Eu gostaria que as pessoas parassem de usar o termo 'livre do câncer ', porque não existe ninguém que verdadeiramente esteja." P.C

  • Algumas vezes, o que vem após o tratamento do câncer de mama pode ser a parte mais difícil.

"Quando você termina o tratamento, o sentido de 'lutar para sobreviver' se vai e no lugar aparecem novos elementos, como a depressão, ansiedade, dívidas, falta de oportunidades de trabalho e de perspectivas românticas, o medo do retorno do câncer e uma carga de outras questões que nenhum dos médicos nos conta. Você é deixada sozinha para descobrir e lidar com a porção de problemas que é a sua vida agora. Sua 'família câncer' - as outras pessoas com câncer e que te encontraram no caminho - se tornará sua família ao longo da vida e serão as pessoas que realmente entenderão o que você está passando ". E.M

  • Acima de tudo, esteja presente ao lado de uma pessoa com câncer de mama e não se esqueça de dizer o quanto ela é importante.

"Eu gostaria que alguém pudesse me lembrar todos os dias que eu não estou MORRENDO de câncer, mas VIVENDO com ele." G.M