Biópsia é a remoção de uma pequena quantidade de tecido para avaliação anatomopatológica da presença (ou não) de câncer. A amostra removida durante a biópsia é analisada por um patologista, médico especializado na interpretação de exames laboratoriais e avaliação de células, tecidos e órgãos para diagnosticar a doença. Se células cancerosas estão presentes, o patologista determinará o tipo de câncer de mama a que corresponde.
Existem vários tipos de biópsias, como biópsia de aspiração por agulha fina, biópsia por agulha grossa e biópsia cirúrgica, cada uma com seus prós e contras. A escolha do tipo de biópsia depende da sua situação específica. Alguns dos fatores que o médico irá considerar incluem tipo de lesão, tamanho, localização, quantidade de tumores e outros problemas clínicos e preferências pessoais da paciente.
Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de mama são:
Punção Aspirativa por Agulha Fina
A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas. O material obtido é submetido à análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada.
Biópsia por Agulha Grossa (Core Biopsy)
A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom.
O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a região da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Posteriormente é realizada uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia. Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise.
Ao término do procedimento será feita a compressão local, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo.
Biópsia Assistida a Vácuo (Mamotomia)
A mamotomia consiste na retirada de fragmentos de tecido, utilizando uma agulha mais grossa, que a core biopsy que por sua vez está acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado a uma cânula que permite a sucção do tecido mamário. O procedimento pode ser guiado por ultrassom ou mamografia. A grande vantagem dessa técnica dá-se pela melhor capacidade do estudo de microcalcificações, densidades assimétricas e distorções, somente caracterizadas pela mamografia e com elevado índice de erro na core biopsy. Outras vantagens da mamotomia incluem: inserção única da agulha com único disparo, colocação de clipe metálico marcador para abordagens futuras e melhor controle da região e obtenção de fragmentos contíguos com maiores dimensões da lesão, resultando em menor número de resultados subestimados. Similar a core biopsy a área a ser biopsiada, a sonda de biópsia e o seu trajeto até a alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada são localizados na tela do equipamento de imagem utilizado. Durante o procedimento a sonda permanece no mesmo local até a retirada de quantidade suficiente de material, que é colocado em um frasco com formol e encaminhado ao laboratório de patologia. Em alguns casos, antes da retirada da sonda do local da biópsia, pode ser colocado um clipe marcador, de titânio, que servirá de guia para uma eventual intervenção cirúrgica, ou simplesmente para orientar os futuros controles mamográficos. Terminado o procedimento será feita a compressão da região a fim de evitar sangramento da área biopsiada, em seguida é feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Embora o objetivo da mamotomia seja o diagnóstico, em parte dos casos, consegue-se a retirada total da lesão, porém isso não é necessário para que se obtenha o diagnóstico. Se a alteração for identificada como maligna, a precocidade do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao seu médico a oportunidade de adotar condutas, que podem incluir a cirurgia e outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos. Nestes casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada na mamotomia, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.
Biópsia Cirúrgica
É realizada no centro cirúrgico durante o ato cirúrgico e tem a grande vantagem de poder se fazer a biópsia por congelamento durante o procedimento o que permite dar ao cirurgião as margens de segurança. Se a margem ainda tiver doença o cirurgião avança um pouco mais e o congelamento se repete até que as margens cirúrgicas estejam livres de doença.
Biópsia do Linfonodo
Se os linfonodos axilares estão aumentados, eles serão verificados para a disseminação da doença. Mesmo se os linfonodos não se encontrem alterados, os gânglios linfáticos axilares geralmente são investigados para metástases, no momento da cirurgia para retirada do tumor mamário. Isto é realizado com a biópsia do linfonodo sentinela ou dissecção dos linfonodos axilares.
Tumor que atingiu apresentadora é considerado raro. Ela morreu no sábado (29), em São Paulo, aos 83 anos.
O câncer de peritônio, que provocou a morte da apresentadora Hebe Camargo, atinge principalmente mulheres idosas -- a partir dos 60 anos. Hebe foi diagnosticada com a doença há dois anos e meio, e morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29).
O peritônio é uma membrana fina que envolve os órgãos do abdômen, como o estômago e o intestino, separando-os dos músculos da região.
Os tumores do peritônio podem ser primários – quando se originam no próprio peritônio – ou secundários – quando um câncer que veio de outro órgão o atinge. Os tumores primários, como foi o de Hebe, são considerados raros.
Dentre os tumores primários, existem dois tipos – o mesotelioma e o carcinoma. Hebe teve o segundo, que é o mais raro deles. “A gente poderia seguramente falar que [a incidência do carcinoma de peritônio] é menor que três casos para cada 100 mil pessoas”, afirmou o cirurgião oncologista Ademar Lopes, que é vice-presidente do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.
O principal sintoma dos tumores é o acúmulo de líquido na cavidade abdominal, que provoca aumento de volume na barriga. Foi, inclusive, este sintoma que levou Hebe a procurar o médico, segundo um vídeo que ela mesmo gravou no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se tratava.
Outros sintomas incluem emagrecimento e indisposição. A pessoa pode ainda sofrer dores, mas isso nem sempre acontece. A falta de sintomas claros é um dos desafios no combate à doença, segundo Lopes, que nunca tratou a apresentadora.
“É difícil identificar cedo”, apontou o médico. “Em geral, quando o diagnóstico é feito, o câncer já se espalhou”, completou.
A maneira mais comum de tratar esse tipo de câncer, segundo ele, é a quimioterapia. “É um tumor que responde bem à quimioterapia, mas, em geral, as células se tornam resistentes e a doença progride”, explicou. Mulheres idosas têm menor tolerância à quimioterapia, o que também dificulta o tratamento.
O tratamento pode incluir ainda a cirurgia, caso sobre líquido acumulado após a quimioterapia. Em alguns casos, os tumores bloqueiam a passagem do bolo alimentar pelo intestino, e é preciso fazer uma cirurgia para desobstruir a região – Hebe também chegou a fazer uma dessas.
O câncer de peritônio é um câncer raro, que afeta o peritônio, uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero. Toda essa camada é rica em vasos do sistema linfático, que funcionam como sistema de defesa do organismo. O câncer de peritônio pode ser classificado como primário ou secundário.
Figura da cavidade abdominal mostra o peritônio (em azul) e catéter
Fatores de risco
O câncer primário no peritônio é considerado raro, acometendo algo em torno de quatro ou cinco pessoas numa população de 100 mil. Seus fatores de risco ainda não são muito bem conhecidos e a doença não apresenta sintomas específicos.
No entanto, o câncer de peritônio primário é mais comum em mulheres do que em homens. Mulheres com risco de câncer de ovário têm um risco aumentado para câncer de peritônio. Isto é ainda mais provável há o fator genético. A idade avançada é outro fator de risco para o câncer de peritônio.
O câncer de peritôneo é bastante semelhante ao câncer de ovário. Isso porque o tecido do peritônio é dos ovários são formados por células epiteliais. É comum que os dois tipos de câncer apresentem sintomas semelhantes. O tratamento para os dois casos também pode ser o mesmo.
Tipos
O câncer de peritônio primário se forma na própria membrana e secundário quando ele inicia em algum órgão da região - sobretudo intestinos, ovário, útero, estômago, pâncreas ? e se implanta no peritônio.
O câncer primário de peritônio é conhecido como mesotelioma e também pode originar-se dele um carcinoma semelhante ao câncer de ovário. Já o câncer que vem de outros órgãos e se implanta no peritônio é conhecido como carcinomatose peritoneal.
Câncer primário no peritônio
Quando progride, o câncer primário no peritônio favorece o aparecimento de nódulos, podendo causar dor abdominal e acúmulo de líquido.
Como em qualquer tumor, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais positiva é a resposta ao tratamento. O tratamento é baseado na quimioterapia, que ataca e minimiza o tumor. Em alguns casos, após reavaliação médica, se opta por procedimentos cirúrgicos que visam remover lesões residuais e por quimioterapia intraperitoneal hipertérmica.
Câncer secundário no peritônio
Os casos em que um tumor de estômago, intestino ou ovário, por exemplo, cresce, se espalha e se implanta no peritônio são mais frequentes do que os diagnósticos de câncer primário no peritônio.
Nessas situações, células tumorais se desgrudam do órgão acometido e conseguem migrar e se implantar no peritônio, contribuindo para a disseminação da doença. É o que os médicos chamam de carcinomatose peritoneal.
Quando a doença alcança esse estágio, os recursos terapêuticos abarcam desde quimioterapia até intervenções cirúrgicas.
sintomas
Sintomas de Câncer de peritônio
Assim como ocorre com o câncer de ovário, o câncer de peritônio pode ser difícil de ser diagnosticado nos estágios iniciais da doença. Isso porque os sintomas não são claros, portanto difíceis de identificar. Quando os sintomas ocorrem claramente, muitas vezes é um sinal de que a doença progrediu. Muitos dos sintomas acontecem devido ao acúmulo de líquido (ascite) no abdômen.
Os sintomas do câncer de peritônio podem incluir:
Dor abdominal
Diarreia e náuseas
Massa abdominal
Aumento da circunferência abdominal
Distensão do abdômen
Ascite (fluído no abdômen)
Febre
Perda de apetite
Ganho de peso ou perda inexplicável
Fadiga
Anemia
Distúrbios digestivos
Constipação
Micção frequente
Sangramento vaginal anormal
tratamento e cuidados
Tratamento de Câncer de peritônio
Pode haver mais do que um tipo de tratamento para o câncer de peritôneo. O tipo de tratamento vai depender de alguns fatores principais: o estágio e grau do câncer; o tamanho e a localização do câncer e a idade e saúde em geral do paciente.
Os tratamentos para o câncer de peritôneo incluem: A cirurgia citorredutora é usada para a remoção de tumores. O objetivo da cirurgia será remover toda a doença visível. O cirurgião também pode remover os ovários, trompas e útero, além de outros tecidos e órgãos.
Quimioterapia. Os medicamentos usados para tratamento do câncer de peritônio são semelhantes aos utilizados para o câncer do ovário. Você pode receber o tratamento por injeção no hospital a cada uma, duas ou três semanas.
A quimioterapia ainda pode ser do tipo intraperitoneal, quando é realizada através de um catéter no abdómen, que foi colocado sob a pele durante a cirurgia. Isto é chamado de quimioterapia. Também é feita de três em três semanas, mas é um ciclo de tratamento mais complexo.
O tratamento de suporte pode ajudar a aliviar os sintomas de câncer peritoneal, tais como dor, perda de peso, ou o acúmulo de líquidos.
convivendo (prognóstico)
Convivendo/ Prognóstico
O câncer de peritôneo pode se espalhar rapidamente, porque o peritônio é rico em fluidos que são transportados pelo sangue. Após o tratamento, a recorrência do câncer de peritôneo é comum. Isso porque esse tipo de câncer é geralmente diagnosticado em um estágio avançado. Você pode precisar de mais do que um ciclo de quimioterapia ou outras cirurgias.
Uma enfermeira australiana, chamada Bronnie Ware, trabalha com cuidados paliativos, tomando conta de pacientes em suas últimas semanas de vida. Inspirada pelas histórias que acompanhou, ela criou um blog em que registra suas conversas com quem estava em seu leito da morte.
O site fez tanto sucesso que virou um livro chamado The Top Five Regrets of the Dying (Os cinco maiores arrependimentos de quem está morrendo), sem previsão de lançamento em português. Nele, Bronnie compartilha suas experiências e conta quais são as queixas de quem chegou à beira da morte.
Confira as mais comuns:
1. Queria ter aproveitado a vida do meu jeito e não da forma que os outros queriam
O arrependimento mais comum de todos. Segundo Bronnie, quando as pessoas percebem que sua vida chegou ao fim, fica mais fácil ver quantos sonhos elas deixaram para trás. “A saúde traz uma liberdade que poucos percebem que possuem, até que a perdem”.
2. Queria não ter trabalhado tanto
Bronnie conta que esse desejo era comum a todos os homens que ela atendeu. Eles falam sobre sentir falta de ver as crianças crescendo ou da companhia de sua esposa. Isso não quer dizer que as mulheres não apresentem a mesma queixa – mas como a maior parte das pacientes da enfermeira são de uma geração mais antiga, nem todas precisavam trabalhar para sustentar a família.
3. Queria ter falado mais sobre meus sentimentos
Para viver em paz com outras pessoas, muita gente acaba suprimindo seus próprios sentimentos. De acordo com a enfermeira, alguns de seus pacientes até desenvolveram doenças por carregar esse rancor e esse ressentimento e nunca falar sobre o assunto.
4. Não queria ter perdido contato com meus amigos
“Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo”, afirma Bronnie. Segundo ela, muitas pessoas não percebem que sentem saudades dos amigos até as semanas que precedem sua morte.
5. Queria ter me permitido ser feliz
De acordo com Bronnie, muitas pessoas só percebem no fim que a felicidade é, na verdade, uma questão de escolha. “O medo de mudar fez com que eles fingissem para os outros e para eles mesmos que eles estavam satisfeitos quando, no fundo, tudo o que eles queriam era rir e ter mais momentos alegres”, conclui.
Sobre os efeitos colaterais da quimioterapia, uma das primeiras associações é em relação à queda de cabelo. Entretanto, o tratamento está mudando, e as consequências estão menos agressivas. Poucas pessoas sabem que atualmente existe no Brasil uma touca que pode diminuir e até evitar a alopecia (Redução parcial ou total de pelos ou cabelos.)
A Touca Hipotérmica Elastogel impede que os cabelos caiam durante a quimio. Isso porque a baixa temperatura que a toca é exposta faz com que os vasos sanguíneos se contraiam. Com espaços mais estreitos, a quantidade de medicação que chega até a raiz do cabelo é menor. A taxa de sucesso varia entre 60% a 100%.
O procedimento inicia-se cerca de 30 minutos antes de começar a quimioterapia, o couro cabeludo da pessoa é molhado para facilitar a aderência. Antes da touca gelada é colocada uma touca cirúrgica para proteger a cabeça. O paciente fica com a touca durante toda a aplicação da medicação e ela é trocada a cada 30 minutos para manter a temperatura.
O tratamento é indicado para a maioria dos tipos de câncer, porém nos cânceres hematalógicos, como o linfoma e a leucemia, é bom evitar o uso, pois não se pode fazer a compressão dos vasos. A touca pode ser utilizada por todos, inclusive crianças e mulheres grávidas.
O paciente com câncer avançado em algum momento entende que não viverá para sempre assim, como qualquer pessoa sabe que tudo chega ao fim algum dia.
É importante que os membros da família reconheçam isso e ainda quando uma pessoa com câncer se sinta muito bem a morte é uma parte provável no futuro.
Pensar na morte pode ser aterrorizante e até doloroso e os pacientes e familiares vivenciam esse sofrimento, no entanto é importante passar um tempo com seu ser querido sobretudo quando ele está acordado e mais alerta.
Fale com ele e o conforte. Diga quanto o ama e que tudo dará certo. Em nenhum momento ache que o paciente com câncer avançado não escuta por isso converse e faça carinho para reafirmar sua presença.
Muitas pessoas com câncer desejam passar seus últimos momentos em casa, onde falecer pode ser mais fácil com a ajuda da família e do pessoal médico. O objetivo é ajudar à pessoa a passar seus últimos momentos junto a seus seres queridos e com pouco ou nada de dor.